sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Moradores de Mauá estão sem água

Deborah Moreira Do Diário do Grande ABC
Pelo menos cinco bairros de Mauá estão sem água desde segunda-feira. Jardim Elizabete, Jardim Zaíra 6, Parque das Américas, Vila Mercedes e Sertãozinho tiveram o abastecimento cortado, segundo o Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). O Sama informou que a água voltaria durante a noite de ontem. O bairro Sertãozinho foi prejudicado por causa de obras no Trecho Sul do Rodoanel.
"Estamos com problema de água desde dezembro e, desde segunda, estamos sem nem uma gota. Pedimos um caminhão-pipa, que veio na terça e não voltou mais. A empresa disse que a prioridade são hospitais e postos de Saúde", conta a auxiliar operacional Elza da Silva Carvalho, 60 anos. Ela mora no Jardim Zaíra 6, com o marido, três filhos e está hospedando três familiares nestas férias, As duas caixas de água da casa estão vazias.
Já a doméstica Gildete Aparecida Meneses, 46, moradora do Jardim Elisabete, não teve o pedido de caminhão-pipa atendido. "O Sama disse que não tem previsão para voltar a água", declarou Gildete. O Sama marcou coletiva de imprensa para as 15h de ontem, mas cancelou o evento. Até o fechamento desta edição, a empresa não havia se manifestado.

Enquanto a população tem suas casas desapropriadas, fica sem água e tem as ruas de seus bairros todas esburacadas...

DESTAK JORNAL SP
Pedágio do trecho sul do Rodoanel vai custar até R$ 6
Cobrança deve começar em dezembro; no trecho oeste, usuário paga hoje R$ 1,30
Os motoristas que circularem nos novos trechos do Rodoanel vão pagar mais caro. O valor máximo para o pedágio foi fixado pelo governo paulista em R$ 6 para o trecho sul e em R$ 4,50 para o leste. Hoje, a tarifa é de R$ 1,30 no trecho oeste.
A explicação para a tarifa de referência maior que no trecho oeste é que quem vencer o leilão de concessão terá de construir também o trecho leste, além de administrar o sul. O investimento previsto é de R$ 5 bilhões.
O governo do Estado apresentou na quarta-feira as linhas gerais do modelo de concessão dos dois trechos. Vencerá a licitação a empresa ou consórcio que oferecer a menor tarifa até o teto fixado. A concessão valerá por 35 anos.
O concessionário ficará responsável pela operação do trecho sul, com conclusão prevista para março. O edital de licitação será publicado em 23 de fevereiro.
Cada trecho tem quatro saídas, com pedágio em todas. A cobrança deve começar em dezembro; o usuário pagará apenas uma vez.l

Clique no título e assista o filme, não pense que é no Haiti!!!

Do G1, com informações do SPTV
Obras de complexo viário geram transtornos a moradores em SP
Quase seis mil famílias vão ter der mudar de casa na Zona Leste.
Principal reclamação é quanto ao valor da indenização.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vejam nas imagens abaixo, o exemplo de "respeito" ao meio ambiente do Dersa e do Governo de São Paulo

Estas fotos são da área de intervenção do traçado do Complexo Jacú-Pessego, que causaram danos ambientais a bacia do Córrego Paranavaí-Nova Mauá(entrar no google e solicitar Mauá, Jardim Paranavaí que dá para ver o leito do córrego), que foi totalmente destruído.Acabaram com suas várzeas e desviaram o seu curso.Essas são
as "Compensações Ambientais" que a DERSA está promovendo?Quem vai ficar com a conta dos Danos Socioambientais?










Cada vez mais pedágios, para encher os caixas das empresas que bancam as campanhas políticas!!!Clique e assista o vídeo

Da Redação
cidades@eband.com.br
Um movimento formado por sindicatos de trabalhadores da região oeste de São Paulo realiza nesta segunda-feira um protesto na Rodovia Castello Branco contra o novo sistema de padagiamento na estrada, implantado pelo governo do Estado e pela concessionária Viaoeste.
A manifestação acontece nas praças de cobrança dos Km 18, sentido capital, e km 20, sentido interior, da rodovia. O movimento também conta com o apoio do deputado estadual Marcos Martins e vereadores de Osasco e cidades vizinhas.
Os manifestantes tem como objetivo denunciar os prejuízos que a medida traz a população da região.
Além de fechar o acesso livre ao Rodoanel, o valor dos pedágios realmente diminuiu, mas agora não há mais a opção de escolha, a pista expressa das marginais que era livre agora é pedagiada.
Os acessos livres da Castello Branco e Rodoanel foram fechados e novos foram abertos depois das praças de pedágio.
O aumento total da tarifa passa de 200%, segundo os sindicatos, pois a motorista que antes pagava R$ 1,30 para sair do Rodoanel agora paga mais R$ 2,50 nos novos pedágios da Castello.

Moradores reclamam de cortes de árvores em Mauá

Aline Bosio Repórter Diário
Enquanto a chegada do Rodoanel é esperada com ansiedade pela maioria dos empresários e motoristas, integrantes do projeto Horto São Vicente, de Mauá, se preocupam com a preservação do meio ambiente.
Em matéria publicada pelo jornal Repórter Diário no início de dezembro, o gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa, afirmou que, como as obras do anel viário na cidade serão feitas em uma área já urbanizada, o impacto ambiental será pequeno. Ao contrário do que acontece com a vizinha São Bernardo, onde o traçado passa no meio da Mata Atlântica, a maior parte da via em Mauá será construída na região onde atualmente é a avenida Papa João XXIII.
"É uma hipocrisia dizer que o impacto será pequeno. O número de corte de árvores pode até não ser tão grande, mas se somar cada corte de árvore que acontece na região vamos perceber que é uma quantidade muito grande. Daqui a pouco não teremos mais áreas verdes", lamenta a integrante do projeto, Renata Ribeira, que lembra ainda das árvores que foram cortadas para as obras de extensão da avenida Jacu-Pêssego, que será interligada com o Rodoanel. Segundo ela, outro fator preocupante é com o ar, uma vez que o fluxo de veículos que passará pela cidade após a inauguração do Rodoanel será maior. "A poluição do ar ficará ainda pior", diz. "Onde é que vai ficar a qualidade de vida dos moradores de Mauá", completa.
Para que as obras fossem iniciadas no município, algumas árvores nativas tiveram de ser cortadas. Como parte das ações de compensação ambiental, a empresa fará o plantio compensatório. Ao todo, uma faixa de cinco hectares de extensão, localizada na área remanescente da alça de acesso para a Papa João XXIII, receberão novas árvores.
A construção do Trecho Sul, que terá com 57 km de extensão, foi iniciada no dia 19 de setembro de 2006 e representa investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. Deste total, um oitavo, ou seja, R$ 500 milhões, está sendo despendido com o cumprimento das exigências ambientais

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dê olho no bolo!

SP autoriza concessão de dois trechos do Rodoanel
CAROLINA FREITAS - Agencia Estado
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), autorizou a concessão onerosa dos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, dentro do Programa Estadual de Desestatização. A autorização foi publicada no Diário Oficial de hoje, por meio do decreto nº 55.268, de 28 de dezembro. O período da concessão será de 35 anos.
A tarifa básica quilométrica de referência estipulada pelo governo é de R$ 6 para o Trecho Sul e de R$ 4,50 para o Trecho Leste. Ganhará a licitação a empresa ou consórcio que oferecer o maior desconto sobre essa tarifa. O valor do pedágio será reajustado de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As concessionárias só poderão cobrar a tarifa dos motoristas após a conclusão de obras de melhoria, sinalização e da construção das praças de pedágios nas estradas.
O decreto prevê ainda o pagamento ao Estado de um valor mínimo por parte da empresa ou consórcio concessionário, a ser definido no edital da licitação, e de um porcentual variável mínimo de 3% sobre as receitas bruta e acessórias do pedágio. O valor da outorga fixa será estipulado em edital, ainda sem data para ser divulgado.
O Rodoanel, com 176 quilômetros de extensão, é uma das principais bandeiras de Serra, possível candidato do PSDB à Presidência em 2010. O Trecho Sul, com 61,4 quilômetros, é hoje administrado pela Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) e tem data de entrega prevista para março do próximo ano. Já as obras do Trecho Leste, com 43 quilômetros, devem começar em 2010.

Trecho Sul do Rodoanel pode tirar empresas do Grande ABC

Trecho Sul do Rodoanel pode tirar empresas do Grande ABC
Pedro Souza Do Diário do Grande ABC
Com previsão de entrega para março de 2010, o Trecho Sul do Rodoanel, que terá acessos em São Bernardo e Mauá, pode prejudicar, em parte, a economia do Grande ABC. Com o sistema viário, as empresas da região poderiam migrar às cidades de Embu das Artes e Itapecerica da Serra, por incentivos fiscais e facilidades para chegar ao Interior.
"Tenho receio que os investimentos na região diminuam", ressaltou o diretor do escritório de São Bernardo do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Mauro Miaguti. Sem dar nomes aos bois, ele afirma saber de empresários, dos setores de autopeças, químico e gráfico, que têm a intenção de trocar o Grande ABC por Embu e Itapecerica.
Além da questão do incentivo fiscal, Miaguti diz que as duas cidades atraem os empresários com terrenos mais baratos e a facilidade de acesso para o interior paulista e Porto de Santos.
Em Embu, a entrada do empreendimento rodoviário é ligada à Rodovia Régis Bittencourt, uma das principais vias ao Interior. A Rodovia Raposo Tavares também está próxima, já que o Trecho Oeste tem acesso à via e será ligado ao empreendimento que passa pelo Grande ABC.
Embu e Itapecerica são protegidas por leis ambientais, pois a região é de mananciais. Em Itapecerica, a Secretaria de Comunicação informou que não existe incentivo fiscal para empresas e as leis ambientais dificultam a instalação de indústrias na cidade.
Por outro lado, em Embu existe a desoneração como atratividade. Empresários interessados, e que se encaixem nos padrões exigidos pelo Executivo municipal, podem ter até 100% de isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto Sobre Serviços).
Segundo o secretário de Administração de Embu, José Roberto Jorge, a abertura de estabelecimento na cidade necessita de aprovação de comissão formada por políticos locais.
"É necessário que a companhia gere número considerável de empregos locais e receita ao município. Também deve se encaixar dentro das leis de proteção ambiental", explica Jorge.
Ele lembra que a Giroflex, empresa de mobiliários de escritório, instalou unidade em Embu. "Mas teve isenção por um ano apenas. Haverá nova avaliação", completa.
PROCURA - A Prefeitura de São Bernardo, por meio de nota da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, informou que existe interesse de várias companhias do setor de logística para abrir unidades na cidade. Na contramão, a secretaria lembrou que a Makita, fabricante de ferramentas, deixou o município recentemente.
Conforme a Lei Municipal número 5.570, companhias têm isenção de alguns tributos contanto que deem contrapartidas, como investimento em recuperação ambiental.
Companhias esperam término da obra para decidir instalação
Em junho, a montadora de motocicletas Haobao anunciou que transferiria seu departamento comercial, centro técnico e o departamento de peças do Amazonas ao Grande ABC. Os planos mudaram.
Conforme havia informado o diretor comercial da empresa, Mauro Angeli, o escoamento das peças ao Porto de Santos por meio do Trecho Sul do Rodoanel ajudou na decisão da transferência. "Mas mudamos de decisão. Estamos prospectando um local em São Paulo", afirma.
Ele argumenta que desta maneira, a unidade estaria mais próxima do principal centro comercial do País e dos acessos tanto ao Porto de Santos, quanto ao Interior.
Por outro lado, a ColgatePalmolive continua com planos contando com o anel viário. A empresa terá um centro de distribuição na região. Segundo a responsável pela obra, Bracor Investimentos Imobiliários, por nota, a unidade será entregue dentro do prazo previsto pelo contrato, que é até março de 2010.
O empreendimento está em construção em São Bernardo, no km 27 da Rodovia dos Imigrantes.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

IPT conclui laudo sobre acidente em obra do Rodoanel

Do G1, em São Paulo
Queda de vigas ocorreu em novembro e deixou três feridos.
Governo e IPT não falam sobre resultado do laudo.
O laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo sobre o acidente no trecho sul da obra do Rodoanel Mário Covas já está pronto e foi entregue à Secretaria Estadual de Transportes na semana passada, segundo informou a secretaria.
A assessoria de imprensa da secretaria disse, nesta segunda-feira (28), que está analisando o laudo e, por enquanto, não vai se pronunciar. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do IPT confirmou a entrega do laudo e afirmou que não poderia falar sobre o documento, pois o sigilo está previsto em contrato com o governo do estado.
Na noite do dia 13 de novembro deste ano, três vigas de um viaduto em construção do Rodoanel caíram sobre a Rodovia Régis Bittencourt, em Embu, na Grande São Paulo, deixando três pessoas feridas. O viaduto tem 680 metros. Cada viga tinha 45 metros de comprimento e pesava 85 toneladas. Elas despencaram de uma altura de 20 metros, atingindo dois carros e um caminhão.
O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para apurar as causas do acidente. De acordo com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, a investigação também deverá apurar se houve ato de improbidade administrativa por parte de agentes públicos estaduais.

Pedágio tem recorde de arrecadação no Estado

Folha de S. Paulo 24/12/2009
A arrecadação de pedágios na malha rodoviária paulista vai atingir um nível recorde de R$ 4,55 bilhões em 2009, revelam dados da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo). O valor é 17,3% superior ao de 2008.
Duas razões impulsionaram a transferência de recursos dos usuários para as concessionárias neste ano: a correção pelo IGP-M dos 12 contratos antigos e a abertura de 21 novas praças de pedágio.
Em 2008, o governo Serra retomou o programa de concessões rodoviárias e promoveu a licitação do Rodoanel Oeste e dos cinco lotes de corredores (Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon Oeste e Leste, D. Pedro 1º e Raposo Tavares). Essas seis concessões irão operar 38 praças: 21 novas, 12 herdadas das estatais Dersa e DER e cinco que ainda entrarão em operação no início de 2010.

Operário de 22 anos morre esmagado obra do Rodoanel, em SP.Leia mais

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Procuradoria pede investigação de suposto conluio da Camargo para fraudar licitações

Folha Online
O Ministério Público Federal em São Paulo encaminhou representações para unidades do órgão em oito Estados e no Distrito Federal pedindo a abertura de novas investigações para apurar indícios de conluio da construtora Camargo Corrêa e outras empresas para fraudar licitações e superfaturar 14 obras espalhadas pelo país.
Procurada pela reportagem, a construtora ainda não se manifestou sobre o pedido do Ministério Público.
Segundo a Procuradoria, os pedidos de investigação foram enviados com laudos de elaborados pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística) durante as investigações da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal --que apura supostos crimes cometidos por diretores da Camargo Correa e doações feitas a partidos.
Os pedidos de investigação foram encaminhados para o Ministério Público Federal no Paraná, Pernambuco, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Na semana passada, o Ministério Público Federal em São Paulo já havia encaminhado 18 representações pedindo a abertura de investigações sobre 14 obras da Camargo Corrêa. Entre as obras estão as da linha 4 do Metrô de São Paulo e o Rodoanel.
A Procuradoria pediu ainda que fosse investigada a planilha encontrada pela PF. O documento, encontrado na casa de Pietro Francesco Giavina Bianchi, diretor da Camargo Corrêa, revelaria pagamentos feitos pela construtora a mais de 200 políticos.
Em nota, a Procuradoria informa que há suspeita de improbidade administrativa e irregularidades eleitorais. No entanto, o Ministério Público Federal não é competente para investigar o caso pois os suspeitos são da esfera estadual ou gozam de foro privilegiado.

Irresponsabilidade e falta de transparência!!!

17/12/2009 - 09:17 Folha de S.Paulo
Após 1 mês, governo desconhece causas de acidente nas obras do Rodoanel
Mais de um mês depois do acidente que deixou três pessoas feridas, a Dersa diz não saber informar o que provocou a queda das três vigas nas obras do trecho sul do Rodoanel, em Embu (Grande SP). A queda ocorreu em 13 de novembro.
Logo após o acidente, que interrompeu a rodovia Régis Bittencourt no sentido São Paulo por horas, o governo José Serra (PSDB) estimava um prazo de 15 dias para apresentar um diagnóstico sobre o ocorrido. Na tarde ontem (16), o departamento disse não ter um prazo e "aguarda o laudo do IPT".
O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) informou, por sua vez, que deve concluir a investigação até o final do ano: 31 de dezembro. O órgão diz não descartar a possibilidade de conclusão antes disso, mas, de qualquer forma, o documento será entregue à Dersa e, por isso, não fará comentários.
Somente depois desse laudo a Dersa deve retomar as obras no local do acidente. Até poderia tê-las reiniciado, segundo o órgão, já que a área não está preservada pela perícia, mas o departamento vai esperar "por questões psicológicas".
Para o governo, há grandes chances de o acidente ter ocorrido por uma "barbeiragem" da empreiteira responsável pela colocação das vigas --o consórcio Rodoanel Sul-5 Engenharia Ltda. tem como sócias as empreiteiras OAS, Mendes Jr. e Carioca Engenharia.
Cada viga pesa mais de 80 toneladas. Dois carros e um caminhão foram esmagados. Na avaliação do governo, foi "um milagre" não ter havido mortes diante do estrago dos veículos.
Procurada, a Secretaria Estadual da Segurança Pública informou que IC (Instituto de Criminalística) ainda não concluiu seu laudo. Diz que não há um prazo definido para conclusão e o documento será entregue ao delegado responsável pela investigação.
A Secretaria dos Transportes e a Dersa informaram que não há previsão de relatórios preliminares do IPT. O governo também informou que a previsão de entrega desse trecho, março de 2010, está mantido.
Investigação
Na segunda posterior ao acidente, dia 16, o Ministério Público Federal deu prazo de dez dias para que a Dersa repasse todos os documentos da apuração interna do acidente.
Ontem, o MPF informou que o procurador responsável pelo pedido, José Roberto Pimenta Oliveira, está em férias e que só deverá haver novidades "provavelmente no ano que vem".
A Dersa informou que já entregou toda a documentação solicitada.

Governo muda projeto do Rodoanel e trecho norte vai cortar São Paulo

Folha de S. Paulo 17/12/2009
O governo de São Paulo decidiu construir o trecho norte do Rodoanel dentro da capital e enterrou a possibilidade de implantar o anel viário, com cerca de 50 km, na região da serra da Cantareira (zona norte de SP), como previa o projeto original, de seis anos atrás. O Rodoanel vai cortar áreas com alta ocupação urbana. A estrada vai ligar o trecho oeste, a partir de um entroncamento com a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, até a via Dutra, na região de Guarulhos (Grande SP).
Está previsto ainda um novo acesso ao aeroporto internacional de Guarulhos, o que deve diluir o tráfego da via que liga a rodovia Ayrton Senna aos terminais. O projeto do trecho norte é o último do Rodoanel --o oeste foi o primeiro a ser concluído, em 2002; o sul, que envolverá o sistema Anchieta-Imigrantes, deve ser entregue em março de 2010; e o leste está em fase de licenciamento ambiental. O trecho norte não está orçado, mas os 43,5 km do leste são estimados em R$ 5 bilhões. A decisão final ocorreu depois de uma série de estudos contratados em abril pela Dersa para verificar qual traçado seria mais viável. A ideia original foi rechaçada tanto pela Sabesp, preocupada com o abastecimento de água, quanto pela Secretaria do Meio Ambiente, que não aceitava licenciar a obra.
A Dersa pretende receber o projeto básico 12 meses após a assinatura do contrato e licitar a obra em 2011. De acordo com a licitação, boa parte do trecho norte será construída através de túneis e viadutos --serão cerca de 155 mil m2 dessas obras. A empresa que vencer a concorrência terá de mapear uma área de 70 mil m2 de favelas, para verificar quantos barracos serão removidos. O projeto também vai contemplar a instalação de praças de pedágio no Rodoanel.

Uma ótima notícia!!!

SP: Rodoanel não passará mais pela Serra da Cantareira
O governo de São Paulo desistiu de construir o Rodoanel no trecho de mananciais da serra da Cantareira, como havia estabelecido o projeto original, elaborado há seis anos. O trecho norte do anel viário - último a ser construído - agora será implantado dentro da capital. O trecho oeste foi concluído em 2002, o sul deve ser entregue em março de 2010 e o leste está em fase de licenciamento ambiental. A informação é da Folha de S.Paulo.
A mudança no projeto se deu devido a estudos encomendados pela Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) em abril, para confirmar qual seria o trajeto mais viável. A empresa que vencer a licitação para este trecho do Rodoanel deverá mapear 70 mil m² de favelas para verificar as desocupações que serão necessárias e calcular as interferências ambientais previstas.
Redação Terra

domingo, 13 de dezembro de 2009

Convite de Audiência Pública Temática: Impactos Socioambientais do Rodoanel (16/12 às 19 hs.)

Castelo de Areia atinge Arruda e secretário de Kassab.Leia mais

Revista Época
Outro que aparece nas investigações é deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP), famoso por ser um dos réus no processo do mensalão do PT. Ele teria recebido R$ 60 mil para atuar em favor da empreiteira nas obras do Rodoanel, um anel viário que está sendo construído na cidade de São Paulo pelo governo do Estado...

OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA/RODOANEL.Leia mais

MPF pede investigação sobre obras do Metrô de SP e do Rodoanel
Da Redação - 07/12/2009 - 16h04 Última Instância
O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo encaminhou representações pedindo abertura de inquéritos para apurar o suposto pagamento de propina em 14 obras executadas pela construtora Camargo Corrêa, dentre elas a Linha 4 do Metrô de São Paulo e o Rodoanel. Além das investigações sobre as obras da empreiteira, também foi enviada à PGR (Procuradoria Geral da República) uma planilha em que aparecem nomes de parlamentares ao lado de valores em dólares e reais, que teriam sido pagos entre 1995 e 1998.
Rodoanel – São Paulo (com suposto envolvimento de deputado federal do PR e Diretor de Engenharia do Dersa);...

EIA RIMA do Trecho Sul do Rodoanel não diz nada a respeito de área contaminda na AV. Papa João XXIII em Mauá

Fato já era de conhecimento da Cetesb desde Setembro de 1995
da Folha de S. Paulo - 24/08/2001
A área onde foi erguido um conjunto habitacional em Mauá, no ABC paulista, não é a única na cidade que recebia, clandestinamente, resíduos industriais.
Há, pelo menos, outros dois locais onde empresas depositavam sobras de produção, como areia de fundição, utilizada para fazer moldes de peças que serão fundidas. Depois de utilizada, a areia é jogada fora.
A Cetesb tinha conhecimento desses fatos pelo menos desde 1º de setembro de 1995. Na ocasião, o vereador de Mauá Francisco de Carvalho Filho (PPS) protocolou na Secretaria de Estado do Meio Ambiente uma denúncia e um requerimento de informações.
Na denúncia, Carvalho apresenta fotos de caminhões da Edem S/A Fundição de Aços Especiais, que funciona no município, jogando sobras de produção em terrenos de Mauá.
Uma das áreas escolhidas como depósito fica na avenida José Ricardo Nalle, Vila das Mercedes, e faz fundos com a EE Professor Antonio Messias Szimanski.
Outro local onde foram depositados resíduos industriais fica na avenida Papa João XXIII, bairro de Sertãozinho.
A Edem informou que há cerca de dois anos deixou de trabalhar com fundição e passou a se dedicar a depósito de modelos de madeira. No entanto, Luiz Carlos Mondoni, funcionário da empresa escalado para falar sobre o assunto, confirmou que a Edem jogava areia nos locais indicados pelo vereador. Ele disse que o produto não era tóxico.
A professora Mary Rosa Santiago Silva, especialista em química da Unesp de Araraquara, afirmou que areia de fundição, em geral, é tóxica. "O elemento mais preocupante é o fenol, que pode causar males à saúde."
A assessoria de imprensa da Cetesb informou que a empresa não tinha conhecimento da denúncia do vereador. No entanto, segundo a assessoria, em 6 de maio de 1994 a estatal recebeu uma denúncia semelhante contra a Edem. A empresa foi autuada no mesmo dia pela Cetesb e foi obrigada a retirar o material depositado clandestinamente.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Você acredita?


Foto tirada em 24 de Setembro de 2009 Trecho Sul próximo a Mauá
Dersa: Impactos ambientais do Rodoanel em Mauá serão leves
Aline Bosio Natália Fernandjes Repórter Diário - 03/12/2009
Em Mauá, a maior parte da via está sendo construída na avenida Papa João XXIII, área já urbanizada
Responsável pelo Rodoanel, a Dersa afirma que Mauá não sofrerá grandesimpactos ambientais com a chegada do anel viário na cidade. Ao contrário do que acontece com a vizinha São Bernardo, onde o traçado passa no meio da Mata Atlântica, a maior parte da via em Mauá será construída na região onde atualmente é a avenida Papa João XXIII.
"Fizemos um levantamento e a maior parte do traçado do Rodoanel em Mauá será feito sobre uma via já existente, em uma área já urbanizada", explica o gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa. "Como a maior parte do trecho é urbanizado, os danos ao meio ambiente serão mínimos", destaca.
Mesmo assim, para que as obras fossem iniciadas, algumas árvores nativas tiveram de ser cortadas. Como parte das ações de compensação ambiental, a empresa fará o plantio compensatório. Ao todo, uma faixa de cinco hectares de extensão, localizada na área remanescente da alça de acesso para a Papa João XXIII, receberão novas árvores.
"Estamos negociando com a prefeitura local a instalação de um viveiro, que já era previsto no edital. Estamos apenas definindo o local onde ele será instalado, uma vez que a administração pediu um viveiro um pouco maior do que prevíamos", diz o gerente ambiental.
Este espaço será responsável pelo plantio e desenvolvimento de espécies nativas, que posteriormente poderão ser utilizadas pela prefeitura para a urbanização da cidade, colocação na beira de córregos ou como mata ciliar. Ao longo de todo o Rodoanel, mais de 600 viveiros serão criados.
A construção do Trecho Sul, que terá com 57 km de extensão, foi iniciada no dia 19 de setembro de 2006 e representa investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. Deste total, um oitavo, ou seja, R$ 500 milhões, está sendo despendido com o cumprimento das exigências ambientais.
Seu traçado inicia no trevo da rodovia Régis Bittencourt – no entroncamento com o trecho Oeste - interligando as rodovias Anchieta e Imigrantes, além do prolongamento da avenida Papa João XXIII. Com a conclusão do Trecho Sul, mais o Trecho Oeste, estima-se uma redução de cerca de 43% no movimento de caminhões na Marginal do Rio Pinheiros e de 37% na avenida dos Bandeirantes.
As medidas de prevenção, mitigação e compensação de impactos ambientais propostas para o Trecho Sul foram reunidas em Programas Ambientais, de maneira a permitir a sua implementação e gestão ao longo das várias etapas de planejamento, como pré-construção, construção e operação do empreendimento.
"Temos projetos de monitoramento da fauna e da flora durante as obras.Além disso, estamos elaborando um projeto, em parceria com a Emplasa, a Fundação Seade e o Instituto Florestal para acompanhar o que acontecerá na área após a conclusão das obras", explica. O trabalho, que também avaliará um possível aumento da mancha urbana ao redor da via, deverá durar cerca de 20 anos.

Mais depoimentos recebidos em nosso blog, é triste ver tanto dinheiro público aplicado em uma obra como esta!

Meus pais moravam no Santa Julia,foram tirados com a promessa do dinheiro rápido, mas se passaram 2 anos morando de aluguel e nada do dinheiro da desapropriação sair,estou indignado.
Alison Rogerio de Itapecerica da Serra.

Obra da Jacu-Pêssego no Jardim Oratório que pertence ao Rodoanel passará por cima das pessoas desapropriadas.

É a pura verdade o que está acontecendo com as desapropriações do Rodoanel.
O Dersa não está nem aí com o ser humano, está somente preocupado em entregar a obra.
Pessoas estão sendo obrigadas a deixar as suas casas por um valor que mal dá para comprar outra.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lavagem de Dinheiro e Corrupção

Executivos da Camargo Corrêa são denunciados por lavagem de dinheiro e corrupção
LILIAN CHRISTOFOLETTI FLÁVIO FERREIRA da Folha de S.Paulo - 01/12/2009
O Ministério Público Federal em São Paulo ofereceu uma nova denúncia (acusação formal) contra três executivos da construtora Camargo Corrêa, que foi investigada durante a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. Desta vez, os diretores foram acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em obras públicas.
A denúncia foi protocolada na Justiça Federal de São Paulo, na última sexta-feira, às 18h45, pela procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, do Ministério Público.
No documento, a Procuradoria apontou fraude e sobrepreço em duas licitações públicas, uma iniciada pela Transpetro, empresa estatal subsidiária da Petrobras, para a construção de 23 navios, e outra, do governo do Pará, para a construção de cinco hospitais.
Kahn apontou irregularidades também no processo de aprovação da lei de mudança de zoneamento do município de Caieiras (35 km de São Paulo), que supostamente teve o objetivo de beneficiar o lançamento de um grande empreendimento da Camargo Corrêa.
Foram denunciados os diretores da construtora Pietro Francesco Giavina Bianchi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes, e o consultor financeiro suíço Kurt Paul Pickel, apontado pela PF como o doleiro "operador" do esquema de lavagem de dinheiro.
Os valores e os detalhes de cada irregularidade apontada pelo Ministério Público Federal são mantidos em sigilo.
Apesar de as duas licitações não terem ocorrido no Estado de São Paulo, a Procuradoria entendeu que os desvios de dinheiro foram planejados e executados pela direção da construtora em território paulista.
Para se tornar um processo penal, a denúncia ainda precisa ser aceita pelo juiz federal da 6ª Vara Criminal de São Paulo, Fausto Martin De Sanctis.
Apresentação da nova acusação foi a providência inicial do Ministério Público Federal após a segunda fase de investigações da Castelo de Areia.
Primeira fase
A primeira etapa das apurações já deu origem a dois processos criminais. Em um deles, os três executivos e o consultor financeiro suíço também foram denunciados pelos crimes de fraude contra o sistema financeiro, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de
quadrilha. Segundo essa acusação, os suspeitos foram responsáveis pela movimentação ilegal de US$ 30 milhões. Essa denúncia foi aceita pela Justiça Federal em junho, dando início ao processo penal.
A Castelo de Areia também levou à abertura de uma ação criminal na Justiça Federal da Bahia. Nessa causa são réus Bianchi, outro diretor da Camargo Corrêa, dois executivos da empresa Andrade Gutierrez e três da companhia Impregilo, sob a acusação de formação de cartel, quadrilha e fraude na licitação para o metrô de Salvador.
Política
Na última sexta-feira, a procuradora também entregou à Justiça um novo relatório preparado pela PF sobre a Castelo de Areia. O documento traz um aprofundamento das apurações sobre supostas contribuições ilegais a políticos.
No relatório, a polícia citou 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998 e apontou suposto esquema de pagamento mensal a parlamentares e a administradores públicos, além de doações "por fora" para partidos --PMDB, PFL (DEM), PSDB, PPB (PP) e PTB-- e até secretários da cidade e do Estado de São Paulo.
Essa investigação não consta da denúncia apresentada sexta-feira pela Procuradoria.
A construção do trecho sul do Rodoanel Mário Covas é uma das obras que passaram a ser investigadas na segunda fase da operação da PF.
Segundo autoridades que já tiveram acesso ao relatório, que tem mais de 300 páginas, políticos de partidos da base aliada e de oposição ao governo federal são citados no documento.
Outro lado
Celso Vilardi, advogado da Camargo Corrêa, e Alberto Toron, defensor do suíço Kurt Paul Pickel, afirmaram ontem que desconheciam a existência de uma nova denúncia contra seus clientes.
Vilardi reclamou do vazamento de informações para a imprensa. "Os advogados não foram informados de nada. Só espero que o Judiciário apure tudo isso. Afinal, é a segunda vez, numa mesma semana, que a defesa toma conhecimento de fatos de um processo, que corre em sigilo, pela imprensa", disse.
Toron afirmou que só vai se manifestar após tomar conhecimento do teor da nova denúncia.
A assessoria da Transpetro informou ontem que desconhece qualquer investigação movida pelo Ministério Público Federal contra a estatal. Informou ainda que a Procuradoria da República não solicitou nenhum documento sobre a licitação.
De acordo com a estatal, as construtoras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão e a empresa PJMR Empreendimentos são sócias no estaleiro Atlântico Sul, localizado em Pernambuco, que ganhou a licitação para construir os navios.

Rodoanel:Presente de Grego!!!

Por onde ele passa; devastação ambiental, desapropriações, especulação imobiliária, impactos ambientais futuros imensuráveis; este é o presente de grego que o governo de São Paulo está dando aos seus cidadãos, tudo em prol do esquema dos bancos, construtoras e concessionárias de rodovias que financiam os partidos políticos.
Anel viário fomenta mercado de imóveis por Aline Bosio Repórter Diário - 03/12/2009
Mesmo antes do início das obras do Rodoanel começarem, em meados de 2002, os terrenos em cidades próximas de seu traçado começaram a ser procuradas por empreendedores. Seja com a finalidade de construir moradias ou empresas, a cada dia que passa o metro quadrado em cidades como Mauá e Diadema se valorizam mais.
Um exemplo é no bairro do Sertãozinho, em Mauá, conhecido por abrigar empresas de diversos setores. "Antes de haver especulações sobre a chegada do Rodoanel na cidade o metro quadrado de um terreno no Sertãozinho custava R$ 40. Hoje ele já está em R$ 500", afirma o coordenador de Relações Institucionais da Agência de Desenvolvimento
Econômico do ABC, Luiz Augusto de Almeida, também diretor administrativo da Aciam (Associação Comercial e Empresarial de Mauá).
A procura por salas comerciais e pontos comercias tem crescido para locação, principalmente no centro da cidade. Segundo Almeida, atualmente há pelo menos dois prédios comerciais sendo construídos em Mauá, ambos com todas as salas já vendidas. Atualmente a cidade conta com quatro prédios comerciais. Há cinco anos não havia nenhum. "Nunca vi uma movimentação tão grande assim na cidade", comemora. A corrida
por imóveis residenciais também cresceu. Uma das barreiras, entretanto, é a falta de terrenos disponíveis. A solução encontrada pelos empreendedores é adquirir imóveis antigos para, no lugar, construir prédios.
Para a diretora da regional Santo André do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), RosanaCarnevalli, atualmente Mauá está sofrendo com a falta de imóveis residenciais com valor médio de R$ 80 mil a R$ 100 mil. "Quem tiver uma casa neste valor disponível e colocar à venda, não terá problema para vende-la", explica. "As famílias que tiveram seus imóveis desapropriados para a construção do Rodoanel são umas das que estão procurando casas", conta.
Assim como os terrenos, o metro quadrado dos imóveis prontos tende a crescer cada vez mais. Segundo Rosana, atualmente ele custa, em média, R$ 2 mil reais. Após a finalização das obras do trecho sul este valor deve dar um salto de até 30%.
Mesmo não recebendo o anel viário, a proximidade de Diadema com a via também irá afetar o setor imobiliário da cidade. "Há algum tempo já percebemos um aumento no número de empresas procurando terrenos, galpões e salas comerciais na cidade. O mesmo tem acontecido com os imóveis residenciais", conta o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Márcio Luiz Vale, que acredita na verticalização do município. "Nossa cidade não tem muito terrenos disponíveis. O que temos são espaços subutilizados e que já estão começando a passar por uma transformação", completa

Desapropriações do Rodoanel causam transtornos em Itapecerica da Serra













José Victorio Bondezan diz que sua casa foi desapropriada e foi retirado dela por policiais
O trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, que deveria trazer solução para o trânsito tornou-se um problema para quem reside próximo à obra. As desapropriações feitas na região estão deixando os moradores atingidos revoltados com a situação.
O ajudante geral José Victorio Bondezan denuncia que “quando o prazo de despejo se concretizou, policiais pararam na frente de casa, com cassetetes e revólveres e colocaram a minha família para fora, a força”. Essa foi à experiência que José Victorio precisou passar por ter a casa desapropriada devido às obras do rodoanel antes mesmo de ser indenizado pela desapropriação.
Quando ficou decidido definitivamente onde o trecho passaria os responsáveis pela obra procuraram José Victorio para definirem quando a casa teria que ser abandonada pelos moradores. José Victorio afirma que foi informado com antecedência de dois anos, mas não deixou a casa antes porque estava aguardando pelo menos um pouco do dinheiro da indenização.
O ajudante geral conta que após o despejo foi morar de aluguel no bairro do Valo Velho / SP com o seu próprio dinheiro. “Aguardei no mínimo seis meses para ser ressarcido, enquanto isso permaneci morando de aluguel e muitas vezes não tínhamos condições de uma comida um pouco mais completa, pois o dinheiro que gastaríamos na alimentação estávamos utilizando para o pagamento do aluguel”.
José Victorio e suas irmãs têm por direito cinco casas e mais um galpão de 300 m² que ganhou de herança de seu pai que faleceu há alguns anos atrás. Ele conta que na antiga casa além de viver com sua mulher e filha ele tinha que dividir o terreno também com a sua mãe e com as suas irmãs. Para ele por um lado comprar uma nova casa em outro lugar foi bom por que assim evita pelo menos um pouco as brigas e rixas que existiam entre a sua mãe e irmãs em relação a sua mulher.
A Dersa que é responsável pelo pagamento da indenização das famílias que tiveram suas casas desapropriadas devido à obra pagou o morador José Victorio. Mas esse pagamento não foi integral garante o ajudante geral José Victorio: “As cinco casas deveriam ser indenizadas, mas somente duas foram. Quando as outras três casas começaram a trincar, eles mandaram ajudantes da obra para reformá-las, mas elas novamente tiveram o mesmo problema”.
Com o dinheiro das duas casas ele conseguiu construir uma boa casa e hoje em dia possui até um carro próprio. “Se não fosse os transtornos e as outras três casas não indenizadas com certeza estaria muito feliz” garante o ajudante geral.
O contato com a Dersa é freqüente segundo José Victorio, mas a procura pelos responsáveis não está resolvendo nada, foi por este motivo que o morador decidiu entrar com um processo contra eles “Tenho por direito todo o restante da indenização, eles disseram que garantem que o restante do ressarcimento acontecerá somente quando a obra terminar e isso eu não acho certo, pois a obra somente ficará pronta em 2010”.
Existem duas opções de escolhas para quem tem sua casa desapropriada uma delas é a indenização em dinheiro e a outra é morar em uma casa na Unidade Habitacional (CDHU).
Mas a segunda opção de escolha somente pode acontecer se os moradores das casas que serão desapropriadas não tiverem todos os documentos da casa, portanto quem tiver a documentação completa da casa, tem a opção da indenização em dinheiro.
Esse foi o caso da moradora do bairro Branca Flor Vera Lucia Cruz que também teve sua moradia desapropriada e com isso passou por grandes transtornos.
Sem opção de escolha a dona de casa de 41 anos Vera Lucia Cruz teve que aceitar 20% a menos do valor que sua casa valia. “A minha casa vale de 200 mil a 220 mil reais e a Dersa somente me pagou 160 mil reais”.
Karen Moura Santiago | 27/11/2009 - 07h14 Jornal na Net

domingo, 6 de dezembro de 2009

Enquanto se gasta bilhões com obras como a do Rodoanel...

País de todos
JANIO DE FREITAS
A tragédia do sofrimento evitável é a pior das tragédias: está no não ter para onde ir, na espera da desgraça maior
A MORTE dessas crianças soterradas, ou arrastadas em deslizamentos e levadas e afogadas e sumidas nas águas lamacentas, as mortes de crianças, não posso dizer menos, me abalam como poucas coisas podem fazê-lo -para ser ainda mais franco: me enfurecerem como quase nada mais o conseguiria. Meu ímpeto autêntico é investir com todos os urros escritos e vociferados, com tudo o que devesse ser dito sobre a criminalidade alienada, indiferente, utilitária e inabalável que se instala sob o nome de governos, mas tem a cara de pessoas, de muita gente, gente antes e depois de gente.
Se quiser, continue a leitura, mas advertido: este não é um escrito sincero, é uma contrafação feita de bons modos ou modos toleráveis.
As falsas justificativas são sempre as mesmas, repetidas sem conta pelo país afora, ano a ano, década a década. "Estavam em área de risco", "aqui foi invasão, não podiam fazer casa aqui", "os técnicos da prefeitura estiveram aqui e avisaram do risco, mas eles não saíram".
O diálogo posterior ao desastre antevisto é sempre o mesmo, repórter e sobrevivente. "Vocês não foram avisados do perigo?", "Eles vieram aí e falaram que era perigoso, mas ir pra onde?", "E vocês ainda vão ficar aqui, mesmo depois disso?", "Ir pra onde, a gente só tem aqui, não tem pra onde ir". "E se houver outro deslizamento?". Silêncio. Fim do diálogo. O câmera enquadra os dedos grossos e enlameados afastando lágrimas no rosto desgraçado, para que desfrutemos dessa imagem por um segundo, porque a finalidade produtiva dos minutos e das suas horas é o anúncio da cerveja, do carro, do banco, das realizações municipais, estaduais e federais no "Brasil país de todos".
A causa é sempre a mesma, e não está na área de risco, na aceitação inelutável do perigo, na advertência desconsiderada. De quantos bilhões você já ouviu falar para a organização da Copa do Mundo em meio às áreas de risco, às áreas humildes em que as enchentes vão buscar nos cômodos mínimos, e de uma só vez, o que a pobreza conseguiu juntar na vida toda? Quanto, 20 bilhões, 40 bilhões? Incluídos, ou não, os 4 bilhões que o BNDES, apesar daquele Social pendurado em seu nome, vai conceder para obras nos estádios? E de quantos bilhões você ouviu falar para os RODOANÉIS vizinhos às áreas de riscos, e dos outros bilhões para novas paisagens litorâneas, dezenas para submarino nuclear, para aviões de combate? Isso tudo e o mais, como logo se vê, muito comprometido com a prioridade humana ao humano.
Não só os atuais prefeitos e governadores das áreas suscetíveis de tragédias climáticas, mas também os respectivos antecessores, quantas vezes você os soube sobrevoando ou inspecionando áreas de risco, para prover mais segurança ou providenciar as retiradas e as novas localizações de moradores, com alguma parcela dos montantes destinados àqueles objetivos mencionados ali atrás?
A tragédia do sofrimento evitável é a pior das tragédias. É o que faz o horror das guerras, o que fez o horror do Holocausto, do gulag, está na fome africana -está no não ter para onde ir, na espera da desgraça maior com esse sentimento de fatalidade, que as crianças soterradas e afogadas e desaparecidas não tiveram, nem isso tiveram.