domingo, 27 de setembro de 2009

Comissão entrega relatório sobre Rodoanel na terça


Sebastião Almeida conta que animais silvestres invadem residências(Heloisa Resende)
24/09/2009 Repórter Diário Cidades/ABC
Da Redação
Está programado para a audiência da Câmara de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia dos Deputados de São Paulo desta terça-feira (29/09) a apresentação do relatório sobre a vistoria realizada nas obras do Rodoanel na cidade de São Bernardo na última semana. A discussão, inicialmente programada para esta terça-feira (22), foi adiada em uma semana devido a audiência pública sobre mudanças climáticas, realizada em Santo André nesta data.
Conforme já havia dito anteriormente, o deputado estadual Donisete Braga informou que o intuito da iniciativa é cobrar dos responsáveis investimentos para que seja reduzido o impacto ambiental nas cidades afetadas. "A auditoria vai avaliar o grau de desmatamento causado com os impactos apresentados pela Dersa antes do início das obras", destaca.
Um dos bairros atingidos pelas obras do trecho sul do Rodoanel, em Santo André, é o jardim Miami. Além dos problemas comuns enfrentados pelas demais cidades envolvidas no projeto, como casas trincadas, estradas esburacadas e desmatamento, a presença de animais silvestres pelo bairro preocupa os moradores.
De acordo com o coordenador da Comunidade São Paulo Apóstolo e morador do local há 10 anos, Sebastião Oliveira de Almeida, já foram flagrados cobras, preguiças e até um veado. "Os animais aparecem nas casas das pessoas, na Estrada do Pedroso e em locais onde as pessoas costumam fazer caminhada. Estamos querendo prevenir acidentes, principalmente com as crianças", observa.
Por se tratar do maior espaço de área verde no município de Santo André, Almeida acredita que os responsáveis pela obra deveriam ter um cuidado maior. A mesma ideia é compartilhada por uma das fundadoras do bairro, Maria Geralda Vieira Costa. "Esperamos uma resposta dos órgãos competentes para a solução do problema". (Colaborou Natália Fernandjes)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vocês já viram isto?Empreiteiras abrirem mão de dinheiro!!!

Acordo evita mais gastos com Rodoanel em São Paulo
MARTA SALOMON
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Ameaçada de ter suspenso o repasse de verbas da União em decorrência de indícios de irregularidades graves, a obra do trecho sul do Rodoanel de São Paulo foi objeto de um acordo selado ontem (24), por meio do qual os empreiteiros abrem mão de reivindicar o pagamento extra de cerca de R$ 250 milhões. Os empreiteiros pediam o pagamento adicional de quase R$ 600 milhões alegando que fizeram obras não previstas no contrato, entre as quais a construção de duas escolas e a implantação de pedágio. Orçada inicialmente em R$ 3,6 bilhões, a obra custará cerca de R$ 344 milhões a mais, em valores corrigidos, segundo o termo de ajustamento de conduta conduzido pelo Ministério Público Federal em São Paulo, a que a Folha teve acesso, e assinado pelas empresas e pela Dersa, estatal paulista responsável pelo Rodoanel. O Rodoanel é uma das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e uma das vitrines eleitorais do governo paulista. Com o acordo, o valor final da obra ficará cerca de R$ 250 milhões inferior ao reivindicado pelos cinco consórcios contratados pela Dersa. O acordo livra o Rodoanel de aparecer entre as obras com indícios de irregularidades graves sujeitas ao bloqueio de repasses de dinheiro da União em decorrência de sobrepreço. A próxima lista será encaminhada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) ao Congresso na próxima terça-feira. O trecho sul do Rodoanel deverá ser inaugurado em 28 de março, segundo previsão do Ministério do Transportes. O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) informou que faltam ser pagos R$ 375 milhões do valor originalmente contratado. O diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, foi o único que ainda não assinou o termo de ajustamento de conduta. Por meio da assessoria, ele informou que aguarda uma orientação da Advocacia-Geral da União para endossar o acordo. A União é responsável pelo pagamento de 30% do custo da obra. Os consórcios abriram mão de reivindicar qualquer outro pagamento adicional além dos valores fixados ontem. Os percentuais variam de 3,61% a 22,56% extras em relação ao custo original da obra. Com o acordo, o TCU entende que o risco de sobrepreço -objeto de investigação- foi afastado. Os consórcios liderados pelas empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão informaram que não se manifestariam sobre o acordo. O consórcio Odebrecht/Constran confirmou o acordo e informou que não haverá prejuízo ao cronograma da obra. A OAS não respondeu. O Ministério Público já havia bloqueado a assinatura de aditivos de pagamento na obra do Rodoanel. Os empreiteiros reivindicavam 15% de pagamentos extras à Dersa, mas aceitaram índice menor com o acordo. O texto do acordo assinado ontem pondera que a paralisação das obras "afetaria gravemente o interesse público". O trecho sul do Rodoanel está sob investigação do TCU. No ano passado, o ministro Augusto Nardes pediu tempo para analisar um primeiro pedido de suspensão do repasse de verbas. Na ocasião, técnicos do tribunal já apontavam indícios de irregularidades.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Deputados pedirão auditoria de impactos do Rodoanel.Leia mais









Os deputados estaduais Donisete Braga e Ana do Carmo, da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, realizaram uma vistoria nesta quinta-feira (17/09) em bairros de São Bernardo que sofrem impacto das obras do trecho sul do Rodoanel...

Vistoria no Rodoanel indentifica problemas


Deputados realizaram vistoria em São Bernardo Foto:Heloísa Resende
Do Repórter Diário


Foi realizada na manhã desta quinta-feira (17/09) uma vistoria nas obras do Trecho Sul do Rodoanel a fim de identificar os principais impactos causados a cerca de 25 mil moradores de sete bairros de São Bernardo afetados pelo projeto do governo do Estado. A atividade contou com a presença do deputado estadual Donisete Braga que representou a Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Durante a visita, puderam ser constatados os problemas ambientais, ecológicos e sociais causados após o início das obras mantidas pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). Segundo o deputado, o desafio é buscar saídas seguras do que é possível cobrar do Estado em termos de investimento para reduzir o impacto. "Ninguém é contra o Rodoanel e sim contra a forma como está sendo implantado", esclarece.
Na próxima terça-feira (22/09), o deputado apresentará um relatório com as principais constatações desta visita à Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia para que seja pedida uma auditoria técnica aos órgão competentes, no caso a secretaria estadual de Meio Ambiente e a Dersa, para verificar se os impactos autuais condizem com os apresentados no relatório da Dersa antes do início das obras. (Colaborou Natália Fernandes)

Comissão do Meio Ambiente pede auditoria nas obras do Rodoanel

Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC
A Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de São Paulo vai pedir à Dersa (Desenvolvimento Rodoviário) auditoria técnica nas obras do Trecho Sul do Rodoanel em São Bernardo. O objetivo é avaliar o impacto ambiental causado pelas obras como desmatamento e assoreamento em trechos da Represa Billings, além de levantar problemas sociais, entre eles, o isolamento de bairros.
Ontem os deputados estaduais Donisete Braga (PT) e Ana do Carmo (PT), integrantes da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, fizeram vistoria das obras acompanhados por moradores e líderes comunitários de bairros como Jardim Represa, Imigrantes e Nova Canaã.
"Nossa área de lazer foi aterrada, há buracos na pista por causa do tráfego pesado de veículos, e ainda por cima o bairro ficou isolado", reclama Wilmar Ananias de Souza, representante do Jardim Represa.
A Dersa nega que haja assoreamento na Billings causado pelo Rodoanel e informa que cumpre as medidas ambientais firmadas durante o licenciamento das obras.
Em nota, o órgão respondeu ainda que as compensações estão sendo decididas entre Dersa e Prefeitura de São Bernardo. A Prefeitura não respondeu ao pedido de informações do Diário.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Famílias continuam sem indenização do Rodoanel


Segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Claudia Mayara Diário Regional
Famílias de S.Bernardo temem isolamento
A construção dos 61,4 quilômetros de extensão do trecho Sul do rodoanel, que passa por São Bernardo, Santo André e Mauá, exigiu a remoção de mais de 1.500 famílias. Segundo o Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), 53% optaram por indenizações e 47%por unidades habitacionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
A edificação e as remoções foram iniciadas em setembro de 2006, mas ainda há moradores que não receberam ressarcimento. A obra está prevista para ser concluída em março do ano que vem, segundo o Dersa, e muitos moradores temem que não lhes sejam repassadas compensações.O motorista José Severino de Souza, que vive na estrada do Montanhão, viu várias famílias sendo ressarcidas ou retiradas do local. O munícipe disse que já ligou várias vezes ao Dersa para saber sobre a situação da residência onde vive e não obteve resposta. De acordo com Souza, existem outros quatro vizinhos na mesma condição.
“A empresa nos diz para aguardar há mais de um ano. Representantes estiveram em nossas casas, fizeram medição, avaliaram valores e ficou tudo acertado, só que até agora não cumpriram e não voltaram mais”, ressaltou.
Outro ponto levantado pelos moradores que permanecem no bairro é a falta de segurança. O autônomo que mora na estrada da Pedra Branca há 18 anos e, por questões de segurança, preferiu não revelar o nome, afirmou que as casas estão sendo roubadas a qualquer hora do dia. “Antes era tranquilo. Podíamos caminhar pelas ruas. Agora já não dá mais. Mandei minha esposa e filhos para a casa de familiares e fico aqui sozinho, dia e noite, para que minha casa não seja invadida. Comprei esse pedaço de chão e só saio quando me pagarem o que investi. Tem algumas casas boas, que os donos só vinham nos fins de semana, que já foram indenizadas. O valor que pagaram chegou a mais de R$ 400 mil. Só porque a minha não é tão valiosa, a empresa não quer fazer acordo?”, questionou.
Conforme o Dersa, todas as famílias que estavam na trajetória do rodoanel foram removidas, sendo que 295 já receberam imóveis por meio do programa da CDHU.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Seguem os 2 protocolos feitos pela sociedade civil organizada para as Audiencias Públicas da DERSA, onde ela pede licença para o CONSEMA em seu plano insalubre, imoral e aniquilador de destruir Ribeirão Pires, Suzano, e região e depois, mandar os tratores e as moto-SERRAs para cima da Serra da Cantareira no trecho Norte.
Queria destacar os dois principais pontos da linha ambientalista neste processo:
1 - Estamos propondo um outro traçado, que evitará toda a morte.
2 - Estamos propondo que não exista TRECHO NORTE, pois não é necessário pela lógica rodoviarista/logística. Se o objetivo é ligar as estradas ao Porto de Santos, com os trechos Leste,Oeste e Sul não é preciso o TRECHO NORTE e consequentemente, não precisa destruir a Cantareira.
Me surpreende o ato inesperado do Governador que "agora" quer proteger alguma coisa. Proteger oque? A Cantareira? Então como ele quer o Rodoanel na Cantareira????
Lembrem-se que o Governo do nosso Estado, esta sedento pelas águas do Rio Paraiba do Sul... E eles aqui em São Bernardo soterraram centenas de nascentes que antes abasteciam a Billings para passarem com o RODOANEL, a Estrada da Morte.
VEJAM OS ANEXOS, QUANDO PUDEREM MINHA GENTE. É O QUE ESTA NO COLO DO CONSEMA E DOS "TÉCNICOS" DO DAIA.
Pergunta: Será que algum biólogo, geólogo, geógrafo, arquiteto, engenheiro ambiental ou qualquer profissional responsável, dará licença para a destruição dos ultimos mananciais de São Paulo?
Vamos ficar de olhos bem abertos no que o DAIA e o CONSEMA farão para dar ou não a licença para esta proposta MORTÍFERA da DERSA.
E denuncio: A MÍDIA NÃO ESTA COBRINDO NOSSAS REINVIDICAÇÕES E AS GRANDES ONG's NOS VIRARAM AS COSTAS!!!
MOVIMENTO CONTRA A PROPOSTA DA DERSA PARA O TRECHO LESTE E CONTRA O TRECHO NORTE!!!
A ÁGUA EM ALGUNS LUGARES ELA JÁ NÃO EXISTE MAIS!!!

Delhi - India. Todos querem apenas um pouco de água...

Dois sudaneses bebem água do pântanos com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes responsáveis pela enfermidade da lombriga de Guiné.
O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.

Os glaciais que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esquí do glacial de Pitztal, na Austria, cobrem o glacial com uma manta especial para proteger a neve e retardar seu derretimento durante os meses de verão...

As águas do delta do rio Niger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.

Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.

Aldeões na ilha de Coronilla, Kenya, cavam poço profundos em busca do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.

Aquele que foi o quarto maior lago do mundo,agora é um cemitério poeirento de embarcações que nunca mais zarparão...

Comparação entre 60 cidades conclui: menos carros, menos problemas

qui, 27/08/09
por alexmansur

“Quem escolhe investir em novas pistas de rodagem incentiva não só o uso do carro, mas uma ocupação da cidade baseada no círculo vicioso de congestionamento, poluição e stress”. A afirmação foi feita pelo especialista em cidades sustentáveis Jeffrey Kenworthy durante seu simpósio na 15ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, dia 25, em São Paulo. O australiano Kenworthy é professor-convidado da Universidade de Frankfurt, na Alemanha, e há décadas vem alertando para os riscos do aumento descontrolado das frotas de carros em circução nas cidades, como ocorre no Brasil.
Em um de seus livros, “Sustainability and Cities: Overcoming Automobile Dependence” (Sustentabilidade e Cidades: Superando a Dependência do Automóvel, de 1999), Kenworthy compara dados sobre o trânsito e a qualidade de vida em 60 cidades do mundo. O resultado dessa comparação confirma uma ideia que parece óbvia: uma cidade se torna pior para seus moradores quanto mais carros houver nas ruas.
Segundo Kenworthy, as cidades com mais quilômetros de trilhos (sejam eles de metô, trem urbano ou veículos leves) oferecem não apenas transporte mais rápido, seguro e confortável. Elas são também as que menos desperdiçam recursos – o que vai de combustíveis a investimentos diretos do setor público, passando por horas trabalhadas e atração de novos negócios.
As cidades que pouco ou nada investem em trilhos, por outro lado, costumam ser aquelas em que as pessoas vivem pior e onde os governos arcam com mais gastos diretos. Além da despesa constante na manutenção das vias (do recapeamento à sinalização) há custos maiores com a saúde pública e o sistema judiciário: acidentes, atropelamentos e até brigas de trânsito que poderiam ser evitados deixam tanto os hospitais quanto os tribunais lotados. Além disso, as taxas de emissões de poluentes são sempre maiores onde há mais carros levando pessoas para o trabalho.
Em São Paulo, há 24 mortes no trânsito para cada grupo de 100.000 habitantes. A taxa supera a de homicídios no Brasil, uma das mais altas do mundo. Jeffrey Kenworthy entende que São Paulo está entre as cidades com os mais graves problemas de mobilidade. Mas não entende por que a prefeitura e o governo do Estado insistem em construir mais vias para a circulação de carros, como a obra que dará seis novas pistas à caótica Marginal do Tietê.
“As cidades têm uma dinâmica influenciada pelo próprio meio de transporte. Quanto mais avenidas, mais carros. E maior a distância entre as pessoas”. Ele afirma que as soluções radicais são possíveis. E dá alguns exemplos: “Em Nuremberg, quando a administração pública restringiu o uso do carro, 71% do trânsito desapareceu. Em Perth, 55% dos atuais usuários de trens urbanos são pessoas que andavam de carro – e simplesmente os abandonaram”, afirma. Segundo ele, ao deixar seus carros as pessoas circulam mais a pé, o que é bom para a economia da cidade pois fortalece o comércio local, baseado em pequenos estabelecimentos.
Sem carro, as pessoas tendem a reduzir seus deslocamentos, preferindo concentrar trabalho e lazer perto de onde moram. “Em Portland, Oregon, nos EUA, o uso misto foi expulsando os carros das ruas. As pessoas pediam mais espaço para andar a pé e de bicicleta. A solução foi deixar apenas uma linha de bonde no meio das ruas, ampliando as calçadas e criando ciclovias”. Não parece tão difícil seguir exemplos assim.
A foto acima é de uma calçada de Portland. E a figura abaixo mostra como mudaram as ruas da cidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Após chuva, Ministério Público quer sustar obra na Marginal do Tietê.Leia mais

10/09 - 07:49 - Agência Estado
SÃO PAULO - Um dia depois de as chuvas travarem São Paulo e fazerem os rios que cortam a cidade transbordar, a Promotoria de Habitação e Urbanismo da capital emitiu parecer pedindo a paralisação imediata das obras de ampliação da Marginal do Tietê.

MP defende suspensão das obras de ampliação da Marginal Tietê.Clique e assista

O Ministério Público defendeu hoje que as obras de expansão das pistas na Marginal Tietê sejam suspensas. Uma ação na justiça pede que seja feito um novo estudo sobre o impacto ambiental.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Especialistas são contra ampliação das marginais Tietê e Pinheiros

Ampliar vias significa aumentar risco de transbordamentos, dizem técnicos.
Forte chuva transbordou rios e causou alagamentos em SP na terça (8).
Da Agência Estado - 09/09/09
Para especialistas, a perda de áreas permeáveis que podem absorver água e diminuir a vazão das chuvas em direção aos mananciais é a principal causa dos transbordamentos do Rio Tietê e de afluentes como o Aricanduva e o Tamanduateí. Nesta terça-feira (8), uma chuva atingiu o Estado de São Paulo causando alagamentos, destruição e congestionamentos.
As obras de ampliação da Marginal do Tietê vão resultar numa "perda líquida" de 18,9 hectares de área permeável, o equivalente a 19 campos de futebol iguais ao do Morumbi. A previsão do Conselho Municipal do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (Cades) consta no parecer da obra elaborado pelo órgão.
"A massa asfáltica em São Paulo só aumenta na Marginal e, com isso, o impacto da vazão das águas das chuvas sobre o Tietê se torna maior. A água chega mais rápido e com mais velocidade e volume", afirma Carlos Bocuhy, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam).
A perda de partes permeáveis durante a obra é questionada também em ação civil pública movida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), que conseguiu assinaturas de 450 arquitetos contrários à ampliação das pistas.
"O projeto desconsidera o investimento feito para a recuperação dos taludes do Tietê por meio de um projeto paisagístico que incluiu o plantio de árvores. Esses lugares agora vão virar novas pistas de rolamento. É um erro histórico sem tamanho. Dentro de cinco anos o rio vai começar a transbordar como ocorria antes do rebaixamento da calha", afirma o urbanista Vasco de Mello, integrante do IAB e do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio de São Paulo (Conpresp).
Saiba mais
Previsão é de mais chuva e temporais na capital e Estado de SP Rios Tietê e Pinheiros transbordam e CET pede para evitar marginais
O documento de aprovação da obra na Marginal indica uma perda total de 28,8 hectares de áreas permeáveis e um ganho de 9,9 hectares decorrentes de ajustes prometidos pelo governo do Estado. Os canteiros centrais que separam as pistas expressas e locais e que estão sendo suprimidos com as obras de ampliação, inclusive com a retirada de árvores, são as áreas permeáveis que vão desaparecer, segundo o Cades.
Medidas
O governo promete realizar medidas mitigatórias, como criar novas áreas permeáveis nas calçadas das pistas locais. Também se compromete a apoiar o Programa Várzeas do Tietê, cuja meta é preservar as regiões de várzea do rio, onde parte do volume das águas das chuvas é retido, ajudando a diminuir a vazão que corre em direção ao manancial.

A Culpa é da Chuva!

Agora ela é culpada pelos equívocos, ingerência, omissão e até mesmo burrice de grande parte da nossa sociedade e principalmente dos nossos governantes.
Paulo Toledo Piza Do G1, em São Paulo
Efeitos da chuva são inevitáveis, diz governador sobre temporal em SP
Serra nega que obras na Marginal Tietê tenham provocado alagamentos.
‘Mesmo com tudo impecável, seria inevitável ter problemas graves’, disse
O governador de São Paulo, José Serra, afirmou nesta quarta-feira (9) que os efeitos do temporal que atingiu a capital paulista na terça-feira (8) foram inevitáveis. Além de enchentes em boa parte da cidade, houve desmoronamentos e até o transbordamento dos rios Tietê e Pinheiros.
“Foram as 24 horas que mais choveu desde que começou a medição, em 1963”, disse Serra. “Com um temporal desse tamanho, mesmo que tivesse tudo impecável, seria inevitável ter problemas graves.” Em nota divulgada na terça-feira (8), a Secretaria de Secretaria de Saneamento e Energia apontou outros dados, que comparam o temporal de terça com o dia do transbordamento do rio Tietê em 2005.Ele negou que as obras para a criação de mais uma pista na Marginal Tietê tenha contribuído para os alagamentos. “As obras da marginal não tiram um metro quadrado de permeabilidade. Há o plantio de árvores. Isso compensa automaticamente.” Questionado sobre a impermeabilidade que as marginais provocariam, afirmou: “Destruir a marginal? O pessoal vai a Guarulhos como, de burrinho?”, ironizou.
Para ele, a marginal deveria ter sido construída de forma diferente da atual. “Se o tempo voltasse para 50 anos, acho que a marginal deveria ser muito mais larga e deveria colocar uma imensa área verde. Tudo poderia ser prevenido se a história pudesse ser refeita.”

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Hummm, Isso aqui tá cheirando mal!!!Leia mais

Após pressão, Dersa rediscute valores do Rodoanel
Marcelo Oliveira
Após pressão do Ministério Público Federal em São Paulo e do Tribunal de Contas da União - que apontou indícios de irregularidades no pagamento de R$ 236 milhões a empreiteiras por serviços previstos, mas não realizados (7,2% do contrato), e na execução de obras não previstas originalmente, da ordem de R$ 244 milhões, no trecho sul do Rodoanel - a estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) está revendo pagamentos exigidos pelas empreiteiras que executam os cinco lotes da obra. Em pelo menos dois lotes, a companhia está debatendo R$ 145 milhões cobrados pelas construtoras, apurou Terra Magazine. O trecho sul do anel viário ligará o município de Mauá e as rodovias Anchieta e Imigrantes à Régis Bittencourt...

Rodoanel:Falta de respeito com o meio ambiente e o ser humano

06/09/2009 - MORADIA
Mulher reclama de falta de atendimento
Por: Carol Scorce (carol@abcdmaior.com.br )
Moradores reclamam que serviço de atenção não está acessível. Foto: Antonio Ledes
Desapropriações para obras da Jacu-Pêssego têm causado transtornos
As desapropriações para as obras de extensão da avenida Jacu-Pêssego têm causado mais transtornos para as famílias que os habituais impasses com valores de indenizações e mudanças feitas a ‘toque de caixa’. Moradores do Jardim Oratório, em Mauá, bairro que tem o maior número de famílias removidas, reclamam que o serviço de atenção e suporte psicológico oferecido pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário SA) no começo deste ano não está acessível.
Nilsa Gomes, 55 anos, viveu 31 anos no Jardim Oratório. Há cerca de 50 dias, saiu da casa onde morava e recebeu R$ 76 mil de indenização. A moradora contou que só recebeu a quantia quando estava com os móveis dentro do caminhão de mudança. “Não pude negociar valores e até hoje não me entregaram qualquer documento.”
Sem tempo para achar uma casa para comprar ou alugar, Nilsa teve de ir morar no salão comercial do irmão, junto com o marido e a neta, e perdeu a única renda que tinha com o comércio de chocolates. “Onde fui morar não tinha cozinha para fazer os chocolates.”
A moradora procurou a empresa terceirizada que realiza a assistência social no bairro para ser atendida por um psicólogo. “Passei por momentos muito difíceis nesses últimos meses. Sou uma das primeiras moradoras do Jardim Oratório e não foi fácil deixar o bairro. Como a Dersa disse nas primeiras reuniões que tínhamos direito a assistência psicológica, fui procurar e descobri que o serviço não existe ainda”, contou.
De acordo com a Dersa, a moradora não procurou atenção psicológica na empresa. Se procurasse, teria de atestar que está com problemas psicológicos decorrentes da mudança. A Dersa também informou que todos os laudos com os valores das indenizações foram entregues. Nilsa nega as informações.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Concessionária do Trecho Sul do Rodoanel terá que construir o Trecho Leste e Norte.

PortalG1 - 12/08/09
Roney Domingos
Concessionária do trecho Sul do Rodoanel terá que construir Norte e Leste
Governo de SP quer que tudo esteja pronto em 2014.
Iniciativa privada deverá investir R$ 8 bilhões.
A concessionária que vencer a licitação para administrar o trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, com inauguração prevista para março de 2010, terá que assumir também a construção dos trechos Norte e Leste da rodovia, disse na terça-feira (11/08) o secretário estadual de Transportes de São Paulo, Mauro Arce. "Quem pegar o Sul constrói o
Leste e o Norte", afirmou.
A construção dos trechos Norte e Leste deverá custar cerca de R$ 8 bilhões. Arce afirma que toda a obra deverá ser financiada com recursos privados, por meio de uma concessão simples, sem participação dos governos estadual e federal e sem constituição de parceria
público-privada.
Em troca do investimento, a concessionária que vencer a licitação terá o direito a explorar os pedágios nas três alças do rodoanel (Sul, Norte e Leste). Arce espera que a parte Leste esteja pronta em 2012 e a parte Norte em 2014.
O secretário afirmou que o governo estadual já trabalha no processo de audiências públicas e licenciamento ambiental dos dois trechos. Arce vive a expectativa de que o licenciamento dos trechos remanescentes seja mais fácil do que o do trecho Sul.
Ele descartou a possibilidade de o trecho Sul ser entregue em partes, antes de 27 março de 2010. A rodovia deve entrar em operação ainda sem praças de pedágio, por conta de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado ao processo de licitação.
O trecho Oeste foi entregue em outubro de 2002 e interliga as rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhanguera e Bandeirantes. O trecho Sul ligará a Régis Bittencourt com as rodovias Anchieta e Imigrantes e com a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, no ABC. O trecho Leste ligará a Papa João XXIII com a Rodovia Presidente Dutra, em Arujá. O trecho Norte ligará as rodovias Dutra e Fernão Dias à Bandeirantes.

A importância do Sistema Cantareira para a Grande São Paulo

Até o fim do século XIX o abastecimento de água em São Paulo era feito principalmente por meio da coleta direta em rios, córregos e fontes que brotavam nos declives das paisagens. Também eram utilizados poços e cisternas. Nas cidades existia a figura dos aguadeiros - pessoas que percorriam as ruas vendendo água. Os escravos também eram utilizados no serviço de coleta e transporte de água até as casas. Posteriormente, foram construídos chafarizes para abastecimento da população.
A higiene pessoal era feita nas casas de banho e para a maioria da população, especialmente os escravos e os pobres, nos banhos de rio. As necessidades fisiológicas se resolviam no mato e o esgotamento sanitário era depositado nos rios mais próximos.
O crescimento populacional na cidade fez com que o abastecimento de água se transformasse em um grave problema social e, em 1863, criou-se um projeto de distribuição de água na capital, o Sistema Cantareira. O projeto só foi executado alguns anos depois, pela Companhia Cantareira e Esgotos, que além de abastecer a cidade com água potável iria explorar também os seus serviços de esgotos, construindo, assim, dois grandes reservatórios de acumulação.
Quatro anos depois as obras foram concluídas e a distribuição de água era capaz de abastecer o equivalente ao dobro da população existente, que era de 30 mil habitantes.
Em 1878, iniciou-se a construção do reservatório velho da Consolação e, em 1882, alguns chafarizes da cidade já recebiam as águas do novo manancial. Em 1883, os moradores do bairro da Luz foram os primeiros beneficiários a ter água encanada.
No mesmo ano, foi entregue a primeira rede de esgotos e foi estabelecido - de acordo com o sistema americano de circulação contínua - que o despejo do esgoto no rio seria feito in natura, sem desinfecção prévia. Essa rede atendeu parte da área urbanizada da cidade, na região central.
Em 1893, a Companhia Cantareira é incorporada pelo Estado que, cria em seu lugar a Repartição de Água e Esgotos da Capital (RAE).
Assim, o Estado ampliou as aduções de água para abastecimento da Serra da Cantareira e, visando a captação e proteção das nascentes, adquiriu inúmeras áreas da região próxima, desapropriando várias fazendas na Serra, a partir do ano de 1890. Esta área compõe a superfície atual do Parque Estadual da Serra da Cantareira.
Hoje, o Sistema Cantareira é considerado um dos maiores do mundo. Sua área total tem aproximadamente 2.270 km², e abrange 12 municípios, sendo quatro deles no estado de Minas Gerais e oito em São Paulo (Bragança Paulista, Caieiras, Franco da Rocha, Joanópolis, Nazaré Paulista, Mairiporã, Piracaia e Vargem). É composto por cinco bacias hidrográficas e seis reservatórios interligados por túneis artificiais subterrâneos, canais e bombas, que produzem 33 m³/s, o que corresponde a quase metade de toda a água consumida pelos habitantes da Grande São Paulo.
Assim, a região do Sistema, que já foi predominantemente rural, passou por intensas mudanças desde a construção dos reservatórios, que juntamente com as rodovias que cortam a região, ajudaram a modificar a configuração socioeconômica dos municípios e, conseqüentemente, o meio ambiente como um todo.
Atualmente, a Região Metropolitana de São Paulo possui oito sistemas de abastecimento de água: Cantareira, Guarapiranga, Rio Claro, Alto Tietê, Rio Grande, Alto Cotia, Baixo Cotia e Ribeirão da Estiva.

sábado, 22 de agosto de 2009

Conheça algumas espécies que estão sendo afetadas pelas obras do Rodoanel

Um triste título; o nosso país é um dos campeões mundiais de destruição da Biodiversidade!

Ministério Público e Tribunal investigam contratados do Rodoanel

Por: Karen Marchetti* (karen@abcdmaior.com.br)
Com suspeita de irregularidade, MPF recomenda bloqueio de repasses federal ao trecho Sul do Rodoanel
O TCU (Tribunal de Contas da União) acionou o MPF (Ministério Público Federal de São Paulo) para apurar supostas irregularidades na execução de contratos das obras do trecho Sul do Rodoanel, que ligará Mauá e as rodovias Imigrantes e Anchieta à Regis Bittencord.
Os órgãos públicos apontaram indícios de anormalidade no pagamento de R$ 236 milhões a empreiteiras por serviços previstos, mas não realizados (7,2% do contrato) para os cinco lotes de construção e na execução de obras não previstas contratualmente, sem formalização de aditivo, da ordem de R$ 244 milhões.
Nesta quinta-feira (20/08), o Ministério Público Federal e o TCU se reuniram com a estatal paulista, Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), responsável pelas obras e com o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) para debater um segundo aditivo contratual da obra, discutido entre a Dersa e as empreiteiras.
No encontro, o Ministério recomendou ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura o bloqueio dos repasses de verbas federais para o trecho Sul. No relatório do TCU, aponta “irregularidades graves” na execução da principal obra do governo paulista. O MPF defende o bloqueio até o julgamento da obra pelo TCU.
“O MPF quer saber se os valores dos serviços complementares prestados pelas empreiteiras correspondem à realidade”, ressaltou, em nota, o procurador da República José Roberto Pimenta Oliveira, responsável pelo Inquérito Civil Público que apura a correta aplicação dos recursos federais no empreendimento.
Pelo novo regime, o critério de medição passou a ser feito por meio da medição dos avanços físicos, substituindo o critério anterior, realizado com base nas quantidades unitárias (metros, metros quadrados, quilômetros etc). Com a mudança, a medição quantitativa dos principais serviços prestados tornou-se inviável, impossibilitando calcular se os pagamentos efetuados refletem o que foi, efetivamente, projetado e executado.
Até o fechamento desta reportagem, a Dersa não respodeu aos questionamentos do ABCD Maior.
* Com informações da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal de São Paulo

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rodoanel vai custar R$ 500 milhões a mais

FOLHA DE S.PAULO – 20/08/2009
CATIA SEABRA
Com inauguração programada para o início do ano que vem, o trecho Sul do Rodoanel deverá custar cerca de R$ 500 milhões a mais do que o originalmente previsto, segundo estimativas do próprio governo de São Paulo.
Em recente discurso, o governador José Serra (PSDB) estimou em cerca de R$ 4,5 bilhões o custo total da obra, de 61,4 quilômetros, cálculo que supera em pelo menos meio bilhão de reais a previsão original do governo.
Segundo o secretário de Transportes, Mauro Arce, o contrato, assinado em 2006, previa inicialmente um gasto de R$ 2,5 bilhões na construção de cinco trechos de rodovia. As despesas adicionais, com remoções, desapropriação e meio-ambiente, não estavam incluídas no contrato. Mas a estimativa era de que somassem outro R$ 1,5 bilhão.
O governo ainda não precisou o custo total da obra. Mas Arce explica que a revisão de estimativa se deve a dois fatores: à correção inflacionária fixada no contrato, que é de 2005, e a intervenções que não estavam programadas.
Como exemplo, o secretário conta que a remoção e construção de duas escolas em São Bernardo do Campo não estavam nos planos do governo.
Além do preço, o governo está reavaliando o cronograma da obra.
No início do ano, a Dersa chegou a anunciar a antecipação da inauguração da obra. Pelo contrato, ele tem de estar pronta até dia 27 de março.
Mas o governo tinha como meta sua liberação ainda em novembro.
Ontem, ao apresentar programa de investimentos a um grupo de empresários, o secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin afirmou que o trecho sul vai ser entregue "no comecinho do ano".
Na tela, que Alckmin exibia em power point, a previsão de inauguração da obra era novembro de 2009.
Presidente da Dersa, Delson Amador, alega que o alto índice de chuvas registrado em julho frustrou a expectativa de inauguração ainda em novembro.
Segundo Amador, a obra estará praticamente concluída em novembro, mas detalhes ficarão para 2010. "Tivemos recorde de chuva em julho. Isso não é suficiente para atrasar uma obra, mas impede o seu adiantamento", justificou.
Na sua apresentação, Alckmin afirmou que os investimentos do Estado este ano chegarão a R$ 20,6 bilhões.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

São Paulo é a capital mais poluída do Brasil!

AFRA BALAZINA
da Agência Folha
Um estudo feito em seis capitais brasileiras revelou que nenhuma delas atende ao padrão da Organização Mundial de Saúde para poluição do ar. Segundo pesquisa do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP, São Paulo ainda é a capital mais poluída do Brasil, mas Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife não podem se orgulhar por terem ar limpo. Medições realizadas entre maio e julho deste ano mostram a situação desfavorável em todas elas. O estudo, obtido com exclusividade pela Folha, analisa o poluente material particulado fino (mistura de poeiras e fumaça). A principal fonte de emissão do poluente são os veículos. A OMS recomenda que a concentração de material particulado fino não ultrapasse os 10 microgramas por metro cúbico. Porém, a média foi demais de 20 microgramas por metro cúbico nessas capitais. Em São Paulo, chegou a 30. Recife, que foi a cidade que ultrapassou menos vezes o limite durante a pesquisa, teve média 12 --ainda um pouco acima do padrão. Segundo o patologista Paulo Saldiva, do laboratório de poluição da USP, a exposição de longo prazo a esse tipo de poluição está diretamente relacionada a mortes por doenças cardiovasculares e por bronquites crônicas. Mesmo em exposições de curta duração, as pessoas podem sentir efeitos da alta concentração do poluente: cansaço, tosse seca, irritação nos olhos, no nariz e na garganta. Foi o que aconteceu com o professor de química Elson Barros, 38. Sua camionete quebrou ontem no túnel Anhangabaú (centro de SP). Nos 15 minutos que ficou lá, sentiu dificuldades para respirar e ardor nos olhos. "Geralmente, quando passo nos túneis, fico de vidros fechados para não inspirar a fumaça toda." O professor não sabia que amanhã é o Dia Mundial Sem Carro, uma iniciativa para refletir sobre o excesso de veículos e suas conseqüências. Considera, porém, a idéia positiva. "Eu perco uma hora e meia em congestionamento todos os dias. A cidade fica infernal a partir das 18h." Junto com o dia sem carro, haverá também a Virada Esportiva na capital paulista --a população poderá se exercitar, participar de jogos e passeios ciclísticos em vários locais.
Falta de monitoramento
De acordo com André Ferreira, representante da Fundação Hewlett no Brasil, algumas capitais têm rede de monitoramento precárias ou falhas, o que impede o acompanhamento e a cobrança por medidas que amenizem o problema. "Recife sequer possui rede de monitoramento. Em Porto Alegre, o último dado disponível para o público é de 2002 e a média anual para material particulado mostrava que não atendia ao padrão", afirma. A pesquisa da USP foi encomendada pelo Ministério do Meio Ambiente e patrocinada pela Fundação Hewlett. Ontem, segundo medições da Cetesb (agência ambiental paulista), foi registrada má qualidade do ar na estação Nossa Senhora do Ó (zona norte de SP) --o que a deixou em estado de atenção. Nenhuma das estações automáticas do Estado registrou qualidade boa. A reportagem percorreu São Paulo ontem com um medidor portátil de material particulado fino. Até mesmo a região considerada menos poluída da cidade, a serra da Cantareira, ultrapassa o padrão da OMS. O equipamento foi emprestado do laboratório da USP. Segundo o engenheiro Paulo Afonso de André, responsável pelo instrumento, os ventos levam a poluição até para a área da Cantareira, na zona norte --mais alta e afastada do centro. "Nenhuma região de São Paulo está imune."

60% dos paulistas vivem em área saturada de poluição veicular











Fernanda Aranda
Carros e caminhões ajudam a formar ozônio; 1 em cada 7 cidades sofre consequências da alta concentração do gás
Mais da metade dos paulistas (seis em cada dez, aproximadamente) vive em cidades saturadas por ozônio (O3), um dos poluentes mais nocivos à saúde, resultante da mistura de três fatores: luz solar, baixa umidade e fumaça preta dos veículos. O levantamento foi feito pelo Estado, cruzando dados de um relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgado recentemente. Os resultados mostram que 94 municípios estão em situação alarmante e a mancha de poluição cobre até o interior.
A condição crítica para ozônio foi constatada não apenas na Grande São Paulo, como ao redor das áreas de São José dos Campos, Alto Tietê, Jundiaí, Piracicaba e Baixada Santista, incluindo municípios de pequeno porte como Pirapora do Bom Jesus e Paraibuna. "São Paulo é um Estado peculiar porque, quando falamos em interior, não estamos nos referindo a cidadezinhas, e sim a grandes núcleos urbanos", afirma Rudolf de Noronha, coordenador de Programas de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente. "Até cidades que não têm uma frota tão grande acabam afetadas pela poluição veicular, tanto por causa da mobilidade de pessoas quanto pela ação dos ventos, que carregam os poluentes."
O ozônio é formado pela combinação dos gases hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx). Apesar das queimas de cana de açúcar e das indústrias serem consideradas importantes aliadas na formação de ozônio em regiões interioranas, lembra a Cetesb, as informações disponíveis sobre HC e NOx atestam que são os carros, motos e caminhões que respondem por mais da metade - em alguns casos 70% - da emissão.
A responsabilidade dos veículos automotores pode ser medida pelo aumento da frota em alguns locais. Os dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostram que nas regiões de Campinas, São José dos Campos, Piracicaba e Itu, todas afetadas pela densidade nociva de ozônio, o crescimento no número de automóveis foi ainda mais expressivo do que na própria capital. Enquanto a frota paulistana aumentou 7,1% entre 2007 e 2008, nessas outras cidades a média de aumento foi acima de 8,3% (em Itu, o acréscimo foi de 9,7%).
A Cetesb classifica como áreas com saturação séria ou severa de ozônio aquelas que nos últimos três anos tiveram concentrações máximas que superaram 200 mg por metro cúbico. Estão incluídos nessa categoria um em cada sete municípios de São Paulo. O médico Paulo Afonso de André - que já estudou os efeitos da poluição e do ozônio fora do eixo de São Paulo - ressalta que, apesar da porcentagem de cidades afetadas parecer pequena (14,57%), são esses locais que concentram o maior número de habitantes. Pelas estatísticas, 63% da população está nesses lugares. "Isso significa que são pessoas mais sujeitas a casos de câncer, envelhecimento precoce do pulmão e doenças respiratórias", alerta o coordenador do Laboratório de Poluição da USP, Paulo Saldiva.

domingo, 16 de agosto de 2009

Qual será o futuro dos nossos netos?Leia mais

Leonardo Boff
Olhando meus netos brincando no jardim, saltitando como cabritos, rolando no chão e subindo e descendo árvores surgem-me dois sentimentos. Um de inveja: já não posso fazer nada disso com as quatro próteses que tenho nos membros inferiores. E outra de preocupação: que mundo irão enfrentar dentro de alguns anos?

(Nada) Respeitável Público

Sábado, 1 de agosto de 2009, 07h36
Paulo Nassar De São Paulo
George Orwell escreveu em 1948 seu famoso "1984", ainda no clima das ideias e ações dos "ismos" dos ditadores da década entre 1930 e 1940, Stalin, Hitler e Mussolini. A ficção de Orwell narra um mundo administrado por meio de câmeras, que escondidas, olham as ruas e as casas, verificam minuciosamente o que acontece nas camas e nas mesas e alimentam de informações um Estado feroz, que invade a intimidade e a comensalidade de seus habitantes. As lentes governamentais procuram detectar os cidadãos que não se enquadram nos padrões estabelecidos para fazer de todos servidores do Estado.
Em 2009 chegamos ao "1984". Mas o toque de recolher não se realizou com o clarim, mas por um vírus com nome de senha, "Influenza A (H1N1)" e codinome de bicho. As recomendações inquestionáveis vêm de especialistas de jaleco branco, legitimadas por vastos currículos. As ordens secas, goela abaixo, explicitam as boas intenções, a responsabilidade social de quem quer salvar as crianças, os velhos, os obesos, os desavisados.
A comunicação, com tom de manual e linguagem didática, orienta a lavar as mãos muito bem várias vezes ao dia, ficar longe do outro, evitar os apertos de mãos e os beijos. As cidades se transformaram em grandes enfermarias e procura-se remediar a falência da estrutura e da política de saúde pública: hospitais sucateados e gestão sofrível, médicos e paramédicos mal-pagos, quase sempre humilhados e desqualificados na atividade de servidores públicos.
Em nosso "2090" como Orwell, a data invertida em razão da pressão de seus editores, a sociedade elege como inimigos a comida, o sexo, o afeto e a festa.
Mais higiene
Em São Paulo, a recente proibição da circulação de ônibus fretados, que transportam diariamente milhares de passageiros, tem a mesma cara da chamada "Lei Cidade Limpa" que, em 2007, proibiu a propaganda "fora das regras", nos outdoors, cartazes e placas na cidade. Medida higienizante.
A ordem municipal vem no embalo da promessa de avenidas e ruas mais fluidas e limpas para os carros particulares, que levam, na maioria dos casos, apenas um passageiro cada. E quer esconder a paralisia do Estado nas questões do transporte público e da mobilidade nas grandes cidades, em particular em São Paulo, onde sempre se privilegia o transporte individual, aquele que vende, aos milhões, carros e motocicletas, na política do "salve-se quem puder".
No mesmo tsunami de medidas sob medida para uma sociedade que adora medidas espetaculares e celebridades, o Estado paulista caminha para transformar em criminoso o fumante, que fica proibido de fumar em todos os lugares, menos na rua e dentro de sua própria casa, por enquanto.
Em uma sociedade de excessos, desequilíbrios e profundas contradições, velhas e novas doenças se alastram, os não-viciados se incomodam, as grandes manobras geram pequenas e localizadas riquezas e o autoritarismo comanda esse espetáculo.
Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). Autor de inúmeros livros, entre eles O que é Comunicação Empresarial, A Comunicação da Pequena Empresa, e Tudo é Comunicação.
Fale com Paulo Nassar: paulo_nassar@terra.com.br

Chuíça (*): política de transportes é um desastre!!!Leia mais

Um ônibus equivale a 35 carros. Menos na Chuiça ...

USP: Fragmentação da Mata Atlântica afeta biodiversidade


Da Agência Estado - 28/01/09
Estudos do Laboratório de Ecologia de Paisagens e Conservação (LEPaC) da Universidade de São Paulo (USP) comprovam o impacto do processo de fragmentação da mata atlântica na biodiversidade de anfíbios e répteis. Uma pesquisa publicada este mês na revista científica Biological Conservation comparou a diversidade genética dos sapos Rhinella ornata - uma das espécies mais comuns no Estado – encontrados em 15 fragmentos do bioma localizados no entorno da Reserva Florestal de Morro Grande, em Cotia (SP), a 35 quilômetros de São Paulo.
A pesquisadora Marianna Dixo instalou armadilhas na mata para capturar cerca de 270 animais e extrair amostras do seu material genético.
Depois cruzou os dados com características do lugar onde foram encontrados: tamanho do fragmento florestal e existência de corredores de vegetação ligando a outros trechos de mata.
O trabalho demonstrou que a diversidade genética está relacionada ao tamanho dos fragmentos. “Quanto maior é o hábitat, maior é a população (de animais) e, como consequência, há maior diversidade genética”, explica Marianna. O empobrecimento na diversidade dos genes pode aumentar o risco de extinção de uma espécie, pois diminui sua capacidade de adaptação a fatores ambientais adversos.