sábado, 3 de abril de 2010

Como já era previsto, Trecho Sul do Rodoanel não alivia o trânsito

Saída de SP tem lentidão nas principais estradas
O Estadao de S.Paulo
Na véspera do fim de semana prolongado de Páscoa, o primeiro com a abertura do Trecho Sul do Rodoanel, o Sistema Anchieta-Imigrantes registrou as lentidões típicas de feriados. Segundo a concessionária Ecovias, por volta das 19 horas, as duas estradas estavam congestionadas.
O excesso de carros foi detectado na chegada a São Vicente, na Imigrantes, e também na Cônego Domenico Rangoni, no sentido Guarujá, em Cubatão.
No sentido interior, as Rodovias Anhanguera e Bandeirantes tinham congestionamento nos trechos de Jundiaí e Campinas.
A orientação para quem for pegar a estrada é evitar viajar hoje entre 7 horas e 16 horas. A Companhia de Engenharia de Tráfego estima que 1,5 milhão de veículos deixarão a capital.

Vice-governador admite que Trecho Sul do Rodoanel não está concluído.Leia mais

Operários varam noite antes de Serra inaugurar Rodoanel

Inaugurado pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na terça-feira, o trecho sul do Rodoanel teve que receber trabalho dia e noite dos operários na véspera na cerimônia. Trabalhadores ficaram sem dormir para terminar a obra, mesmo recebendo R$ 800 para trabalhar no trecho de 61,4 km que custou R$ 3,24 bilhões. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
"Hoje a gente só acaba quando terminar", disse ao jornal o operário Márcio, 23 anos, que, de acordo com a reportagem, completava 19 horas de trabalho. De acordo com a reportagem, a Dersa - estatal responsável pela obra - orientou os consórcios para trabalhassem a pleno vapor para assegurar a passagem de veículos no local na inauguração de Serra na terça-feira e a liberação de tráfego até a quinta-feira. Segundo o jornal, a Dersa e empresas que formam o consórcio que executa os trabalhos, não retornaram os contatos para comentar o caso.
Redação Terra

Professores furam bloqueio e fazem apitaço contra Serra em vistoria no Rodoanel.Leia mais

domingo, 28 de março de 2010

Rodoanel: inauguração é adiada

ABCD Maior - 27/03/2010 Por: Camila Galvez (camila@abcdmaior.com.br)
Máquinas trabalham na construção do Rodoanel às vésperas da inauguração.
ABCD MAIOR visitou obras na última quarta-feira e constatou: há trechos semsinalização e asfalto
Apesar de divulgar em sua página na Internet que a inauguração do Trecho Sul do Rodoanel será neste sábado (27/03), a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) deve entregar o complexo viário apenas na próxima semana. O governador José Serra (PSDB) tem o Rodoanel como uma das principais obras de seu governo e pretende entregá-lo antes de sua descompatibilização para concorrer à Presidência da República, que deve acontecer até 3 de abril.
Por enquanto o que se vê nos canteiros de obras da Região ainda é muita poeira e áreas de terra batida. Há trechos, inclusive, que precisam de finalizações, tais como sinalização, pintura do asfalto, canaletas, acessos, iluminação, entre outros. A reportagem do ABCD
MAIOR visitou alguns pontos da obra na última quarta-feira (24/03) e presenciou vários operários que trabalhavam em ritmo acelerado para finalizar os últimos detalhes.
Enquanto a empresa não conclui o complexo viário, apenas caminhões que carregam materiais e máquinas que realizam os serviços trafegam pela via, promessa do governador José Serra para reduzir os congestionamentos nas principais avenidas da Capital e da Região Metropolitana de São Paulo.
A situação mais crítica está em um trecho de cerca de 1 km nas proximidades do Royal Park, em São Bernardo. Ainda falta finalizar o asfalto e não há qualquer sinal das barreiras de proteção e da sinalização da pista. Funcionários que conversaram com a reportagem sob a condição de se manter anônimos afirmaram que será necessário cerca de três a quatro dias para finalizar o trecho. Para eles, a obra atrasou por causa da chuva e a inauguração deve mostrar “só a parte bonita” do Rodoanel. Nos últimos dias, a Região voltou a ser castigada por fortes chuvas.
Próximo ao Bairro Botujuru, também em São Bernardo, a reportagem viu máquinas e homens trabalhando na cobertura de asfalto de uma parte pequena da pista, logo acima de um túnel já concluído. O restante da área possui sinalização asfáltica e de placas, além das muretas de proteção.
Os trechos mais completos estão na área do Parque Los Angeles, em São Bernardo, onde túneis finalizados recentemente já foram alvo, inclusive, de pichadores. A ponte que liga a Região a São Paulo e passa por cima da represa Billings já está com os postes de iluminação. Falta ainda remover a terra acumulada na parte de baixo do elevado, que foi colocada ali para que fosse possível fixar as colunas. A Dersa não se pronunciou

Decreto de desapropriação do Rodoanel - Trecho Leste sai em abril

Repórter Diário - 28/03/10 por André Magnabosco
Para resolver o que é considerado pelos investidores um dos maiores entraves à construção do trecho Leste do Rodoanel, o secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce, disse que um decreto que garante a desapropriação da área será publicado antes da segunda semana de abril, quando sai o edital para a realização do leilão dos trechos Sul e Leste do Rodoanel. "Devemos fazer um decreto de utilidade pública que autoriza a desapropriação", disse Arce ao participar de cerimônia de inauguração da nova Marginal ao lado do governador José Serra.
Arce reconheceu que o decreto de utilidade pública é uma reivindicação do setor privado, que teme não conseguir cumprir o prazo de construção do trecho Leste, por eventuais problemas no processo de desapropriação. Quem ganhar a licitação para explorar o trecho Sul do Rodoanel - atualmente em fase final de conclusão -, terá de construir o trecho Leste.
As empresas temem que as desapropriações interfiram no prazo máximo de 30 meses para a conclusão das obras. Caso não cumpra o cronograma, a concessionária será penalizada com multa. Em razão disso, há uma movimentação das empresas para que o governo estenda o prazo para 36 meses.
Por esse motivo, a exigência de as empresas assumirem as desapropriações é encarada como o ponto mais polêmico da concorrência.
Além de arcar com despesas de R$ 1,157 bilhão do total de R$ 5,036 bilhões a ser investido na obra ao longo de 35 anos, a iniciativa privada será responsável por conduzir o processo de retirada de mais de mil edificações, das quais 72% estão em área urbana.
Em entrevista exclusiva à Agência Estado, recentemente, o secretário minimizou a dificuldade alegada pelos investidores para realizar a desapropriação e chamou a operação de trivial. Segundo o secretário, no caso do trecho Sul do Rodoanel, cujas obras foram feitas pelo próprio governo e estão quase prontas, as desapropriações foram "muito rápidas" e não impediram a formação imediata das frentes de trabalho.
Depois de publicado o edital, previsto para a segunda semana de abril, as empresas terão 60 dias para a entrega das propostas. O governo paulista trabalha com a possibilidade de assinar os contratos ainda em agosto deste ano. (AE)

Imensurável!

Consórcio quer saber o impacto do Rodoanel Sul
Por: Carol Scorce (carol@abcdmaior.com.br)
Comissão será criada para inspecionar compensações ambientais
O Subcomitê de Bacias do Consórcio Intermunicipal vai criar uma comissão especial para inspecionar as compensações ambientais do Rodoanel Mário Covas no ABCD. O subcomitê pretende também concluir no prazo de um mês relatório que aponta quais ações firmadas em contrato entre as prefeituras e a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) estão de fato sendo executadas, e o que poderá ser renegociado com o governo do Estado.
A medida é consequência do consenso de integrantes das prefeituras e também da sociedade civil e de ONGs (Organizações Não Governamentais) de que as compensações não estão ocorrendo como combinado, e que a Região, no final das contas, sai perdendo.
De acordo com o coordenador técnico de planejamento e gestão do Subcomitê e também secretário de Meio Ambiente de Mauá, Sérgio Afonso Pereira, mesmo sem o relatório pronto já é possível observar que há um descompasso da Dersa entre as atenções dadas à finalização das obras do trecho Sul do Rodoanel e as ações de mitigação dos impactos ambientais da mesma.
“A Dersa segue leis federais que não permitem o replantio de mudas em áreas urbanas. Para que as mudas destinadas às compensações sejam plantadas, é exigido que as Prefeituras destinem grandes áreas, recriando pequenas florestas. Essas áreas estão escassas na Região, e estamos observando que, por isso, todo planejamento de compensação está sendo deixado de lado”, disse Pereira.
Em Mauá, por exemplo, as compensações acordadas são o replantio de 97 mil mudas e a construção e manutenção de um viveiro. No entanto, além do problema com a falta de áreas para o replantio, a Dersa não disponibilizou o criadouro de sementes para a Prefeitura, inviabilizou o treinamento de funcionários e respectivas contratações, e não deu seguimento à construção da estufa, itens mínimos para o funcionamento do criadouro de plantas.
No início deste mês, o subcomitê recebeu da Dersa relatório do que já foi feito no ABCD. As informações serão cruzadas com as pesquisas feitas pela entidade e, posteriormente, checadas pelos trabalhos de campo. “Queremos garantir que a Região não será prejudicada. Não somos nós que temos de pagar essa conta, e sim o governo do Estado.”

Tem que ficar pronto até o anúncio da candidatura de José Serra!


As irmãs Maria Ignes Bondezan, Ana Maria Bondezan e Lucia Maria Bondezan sofrem com o barulho e as rachaduras provocadas pela obra do Rodoanel. Para tentar resolver o problema com a Dersa, elas reuniram uma série de documentos

Moradores contam que ritmo da obra foi intensificado nas últimas duas semanas e máquinas operam noite adentro
Obras do Rodoanel acontecem de madrugada no mês da inauguração e causam transtornos a moradores
Entrega está prevista para o final de março; moradores reclamam de rachaduras nas casas
As obras de ampliação do Rodoanel - anel viário ao redor da capital paulista - têm sido causa de noites de sono perdidas, além de outros transtornos para moradores de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Habitantes da região disseram à reportagem do R7 que, há pelo menos duas semanas, a expansão do Rodoanel, que já incomodava com o barulho dos tratores e escavadeiras durante o dia, teve o ritmo intensificado e passou a se estender até a noite.
Segundo três irmãs que vivem em um condomínio no km 28 da estrada de Itapecerica da Serra, na última terça-feira (16), o trabalho durou toda a madrugada e fez com que elas fossem até a delegacia para fazer uma queixa formal e registrar um boletim de ocorrência contra a Dersa, responsável pela expansão do Rodoanel. De acordo com a comerciante Ana Bondezan, depois da reclamação o barulho das obras diminuiu, mas continuou atrapalhando o sossego das famílias.
O engenheiro responsável pela obra disse que tinha alvará [autorização] para trabalhar nesse horário, mas que não estava com o documento na hora.
As comerciantes Maria Ignes Bondezan e Lucia Maria Bondezan disseram que, nesta semana, seus filhos chegaram a perder um dia de trabalho por não conseguirem dormir com o barulho. A reportagem do R7 procurou a Dersa, responsável pelas obras, na tarde da última quinta-feira (18) e voltou a fazer contato com a estatal ao menos três vezes na sexta-feira (19). Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia confirmado se tem autorização para trabalhar de madrugada.
A construção no trecho sul vai ligar a região Centro-Oeste do país ao porto de Santos e deve ser concluída até o final deste mês - pouco antes de o governador do Estado, José Serra, deixar o cargo para se dedicar à campanha eleitoral da Presidência da República.
Rachaduras
A reportagem do R7 esteve nesta semana no local e comprovou que a pista do Rodoanel está sendo construída a menos de 100 metros das três casas que constituem o condomínio familiar. Um trator opera a menos de 1 metro do muro dessas casas.
Partes do chão e das paredes das três casas apresentam rachaduras. Segundo os moradores, elas são provocadas pelas obras do Rodoanel e já foram consertadas pela Dersa algumas vezes, mas sempre voltam a aparecer. As moradoras culpam as obras também por alagamentos que passaram a acontecer na casa desde junho de 2009. Ana Bondezan reclama dos alagamentos.
- Eles aterraram e fizeram a pista do lado da nossa casa, por isso alaga. Minha mãe viveu 76 anos aqui e nunca viu juntar água.
Até a publicação da reportagem, a Dersa também não havia respondido sobre as rachaduras e alagamentos nas casas próximas da construção.
A propriedade da família era parte de um terreno maior, que pertenceu ao avô das três irmãs. Até fevereiro de 2009, cinco irmãos moravam no condomínio. De acordo com as irmãs, a Dersa fez uma proposta de expropriação para o terreno inteiro. No entanto, a família contestou na Justiça o valor oferecido para a reposição dos bens, e o projeto inicial foi modificado.
Apenas uma parte foi expropriada – a casa de outros dois irmãos –, dividindo o condomínio. Agora, elas lutam na Justiça pela expropriação total do terreno.
Portal R7

Você acredita na Compensação Ambiental?

ABCD MAIOR - 14/03/2010 - MEIO AMBIENTE Por: Camila Galvez
Parque não compensa dano ambiental
Área em S. Bernardo, criada reduzir impacto causado pelo Rodoanel, é insuficiente, dizem ambientalistas
A Região deve ganhar até o fim deste mês uma nova área de conservação ambiental: o Parque do Riacho Grande, em São Bernardo. Com 222 hectares que margeiam a represa Billings, o parque será entregue pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) à Prefeitura, que ficará responsável pela gestão administrativa do espaço, de acordo com o plano de manejo elaborado pela empresa estadual. Para ambientalistas, no entanto, a medida é insuficiente e não minimiza o impacto ambiental causado pela obra.
O modelo de parque proposto preocupa o presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy. “O Rodoanel é uma obra que provoca a segmentação das florestas, de forma que os caminhos da fauna ficam comprometidos e diminui-se o habitat ao qual os animais estavam acostumados. Isso causa fragilidade ambiental e não há compensação que resolva”, garantiu. De acordo com o ambientalista, as obras para a construção do complexo viário desmataram 297 hectares, o equivalente a 440 campos de futebol.
Para o presidente do Movimento em Defesa da Vida do ABC, Virgílio Alcides de Farias, é lamentável que não tenham investido em outras áreas além do Parque do Riacho Grande. “O ideal seria implementar outras áreas como essa”, destacou.
O parque
De acordo com o gerente de gestão ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa, foram investidos R$ 23,7 milhões na criação do parque. “A maior parte foi utilizada para desapropriar cerca de 80 propriedades que ocupavam a área.”
A Secretaria de Gestão Ambiental de São Bernardo será responsável pela administração. O secretário Giba Marson explicou que deve ser firmado um convênio com o governo do Estado, que ainda não tem data definida. “Vamos formar um grupo de acompanhamento envolvendo diversas secretarias. Além disso, dependemos do plano de manejo prometido pela Dersa para determinar de que maneira o parque poderá ser utilizado sem degradação ambiental”, explicou.
Marson destacou que a Prefeitura tem diversas necessidades que podem ser contempladas na área entregue pelo Estado. Entre elas está a criação de um espaço para visitação de crianças. “A ideia é que nossos estudantes possam passar uma noite na Mata Atlântica”, comentou. O espaço também poderá ser utilizado para receber animais apreendidos pela Guarda Ambiental, que deve ganhar uma nova sede no local.
Ainda em São Bernardo, como forma de compensação ambiental pela obra, estão previstos investimentos de R$ 3,5 milhões no Parque Estadual da Serra do Mar. “O valor será investido em regularização fundiária de trechos irregulares”, explicou o diretor da Dersa. O parque tem 113 mil hectares.
Santo André
As compensações ambientais do trecho Sul do Rodoanel também preveem, de acordo com Barbosa, a revitalização do Parque Natural do Pedroso, em Santo André. Com investimento de R$ 8,7 milhões, os 815 hectares do parque serão cercados. Também será construída uma ciclovia e uma estação para tratamento de esgoto, além do plantio de cerca de 300 mil mudas de árvores. Ao menos 18 famílias que viviam na área já foram retiradas pela Dersa. “Essas pessoas ocupavam o terreno de maneira irregular e já foram reassentadas em outros locais da cidade”, destacou.
O gerente explicou ainda que o trecho do parque em que serão plantadas as mudas de árvores ainda não foi definido. “O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) havia indicado um local, mas nossos técnicos constataram que o solo não era apropriado. Estamos levantando uma nova área.” A autarquia andreense, no entanto, afirmou em nota que a Dersa já enviou o relatório de plantio que foi aprovados por ambas as empresas.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Rodoanel prejudica braços da Billings


Jornal ABCD Maior 16/03/2010
Por: Renan Fonseca
As obras do trecho Sul do Rodoanel provocaram o assoreamento de parte dos braços da represa Billings. O recuo do leito do reservatório pode ser notado, principalmente, nas áreas onde ainda há máquinas trabalhando – a entrega do trecho Sul está marcado para 27 de março, de acordo com a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A). O fenômeno foi apontado por ambientalistas da Região e moradores de bairros vizinhos ao canteiro de obras. O problema também foi reconhecido pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado, que informou que o assoreamento ocorreu por causa das fortes chuvas do início deste ano.
De acordo com informações do MDV (Movimento em Defesa da Vida), ONG com sede no ABCD e que acompanhou a evolução da construção do Rodoanel, algumas margens da Billings foram cobertas pela terra. Além disso, outros trechos foram totalmente soterrados. Próximo ao Jardim Canaã, durante a construção de uma ponte do complexo viário, toda a área abaixo da estrutura foi tomada pelo solo removido. “Apresentamos um documento para o Estado cobrando providências sobre esses problemas em 2008, mas não conseguimos respostas”, disse o presidente do MDV, Virgílio Alcides de Farias. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) informou que já solicitou à Dersa a implementação de medidas de contenção dos sedimentos nas áreas mais baixas, além de obras de drenagem. A Dersa se pronunciará nos próximos dias.
Represa mais rasa - A terra remexida se assentou no fundo da represa, próximo às margens. Nesses trechos, o leito assumiu uma cor marrom e a represa ficou mais rasa. Em outro caso, os sedimentos removidos cobrem pequenas lagoas criadas a partir da água da Billings, como aconteceu no Bairro de Lavras (região do Botujuru), em São Bernardo. Moradores que preferiram não se identificar apontaram uma área na qual, de acordo com os relatos, havia uma pequena lagoa que foi soterrada pelo Rodoanel. “Antes havia peixes e várias espécies de aves que viviam aqui. Logo que as obras começaram, muita terra foi jogada sobre o lago e no lugar resta apenas um regato”, disse um mecânico que vive no bairro.
O soterramento em alguns locais está previsto no EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) preparado para execução da empreitada, conforme explicou Farias. Porém, no caso da ponte do Jardim Canaã, o ambientalista entrou em contato com o governo do Estado, pois o estudo de impacto não previa o soterramento do trecho. “Vários fatores prejudiciais à qualidade da vida da represa podem surgir por conta do assoreamento. De imediato, esse fenômeno atinge a capacidade do reservatório, bem como a degradação do ecossistema que depende dos pontos soterrados”, afirmou.
Armazenamento - O presidente do Proam (Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental), Carlos Bocuhy, também defende que o acúmulo de terra no fundo das margens pode provocar diretamente a diminuição da capacidade de armazenamento do reservatório. “Em alguns lugares há o risco de o terreno ceder com as chuvas, sendo levado para a parte mais funda da represa.”
A biodiversidade da Billings também sente os impactos causados pelo assoreamento dos braços d’água. O gestor ambiental Isaias Escalasca Grilo esclarece que ao menos 150 espécies de animais e plantas podem sofrer com a perda de parte do aquífero. “As barragens causadas pelo acúmulo de terra e o soterramento dos olhos d’água (nascentes) vai prejudicar o ciclo das águas e toda a vida aquática”, pontuou o especialista.
fotos relacionadas
Obras do Rodoanel. Obras provocam assoreamento da represa; problema foi reconhecido pelo governo do Estado











domingo, 14 de março de 2010

Moradores de Embu denunciam assoreamento com suspeita de crime ambiental

Por Alexandre Oliveira Da Redação do Portal O Taboanense
A Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE) foi acionada por moradores devido aos assoreamentos causados em decorrência as obras do Rodoanel na região. Em entrevista a CBN, o presidente da instituição ambiental, Leandro David Dolenc, disse estar apreensivo ao descaso das autoridades com o assunto.
Em conversa com o âncora da Rádio CBN, Heródoto Barbeiro, o presidente da Sociedade Ecológica Amigos de Embu colocou que através de denuncias por parte de munícipes eles puderam acionar veículos de comunicação para mobilizarem as entidades civis e o Governo Municipal.
Foto: Alexandre Oliveira

Aterro no Embu pode estar prejudicando mananciais da cidade
Para Dolenc o manejo das terras sem as devidas precauções está determinando os atuais casos de enchentes na cidade. Segundo o que ele informou ao jornalista da CBN, a cidade vem sofrendo com os vários caminhões que transportam terra para dentro da cidade. “Existem moradores reclamando muito de que quando chove tem áreas na cidade que ficam intransitáveis”, denuncia.
Segundo ele há mananciais sendo prejudicadas devido às movimentações de terra e a criação de aterros na cidade. “Com o aterramento você encobre vários olhos d’ água e pequenos ribeirões que muitas vezes nem constam dos mapas da Defesa Estadual do Meio Ambiente. Você perde muitos recursos hídricos com isso”, alertou.
Dolenc deixou claro na entrevista que os governos atuais do Estado e do município de Embu estão deixando a desejar nesse aspecto. “O que acontece é que existe muito empurra, empurra, entre Estado e Município. Mas na verdade o Estado não tem uma proteção ambiental adequada para a região e o município emitiu muitos alvarás para que esses aterros pudessem ocorrer”, coloca.
Aterros
Uma das regiões mais afetadas é o bairro do Jd. Magali, periferia de Embu. Um aterro de grandes proporções vem atormentando a vida dos embuenses daquela região, há mais de nove meses.
Segundo moradores os constantes caminhões transportadores de terra estão destruindo as vias locais e tornando insuportável sua moradia. Para um dos moradores que não quis ser identificado, o constante trânsito dos veículos de carga torna a rua, em sua grande parte de terra, um caos. “Esta situação está insuportável. Quando chove é lama e quando está calor é a poeira, sem falar na fila de caminhões que normalmente acontece em frente a minha casa”, reclama.
Segundo os moradores tempos atrás havia uma placa indicando o alvará da obra. A mesma já foi arrancada. Informações por parte dos trabalhadores no aterro, indicam que a obra não tem data certa para acabar.

Moradores da vila Jurubeba culpam obras do Rodoanel por deslizamento

Bruno Antunes Agência BOM DIA
Barranco continua com rachaduras e moradores têm medo de um novo desastre
Moradores da vila Jurubeba, no Riacho Grande, em São Bernardo, vivem em situação de risco desde que um barranco deslizou no último dia 10 e deixou mais de cinco casas com rachaduras. Os moradores acusam as obras do Rodoanel pelo desastre. A Defesa Civil da cidade espera um acordo com a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), responsável pela construção do anel viário, para a solução do caso.
Os moradores acusam as obras do Rodoanel pelo aumento da quantidade de água no local. “Agora, quando chove, a rua vira uma piscina”, diz Luciene de Freitas Gonçalves, residente da vila. O aumento do fluxo também causou o deslizamento de terra.
Mais de cinco casas estão com rachaduras, e até agora a Dersa não prometeu o conserto. “Vieram aqui e falaram para morarmos de aluguel. Iam nos dar R$ 315,00 por mês. Mas, se viemos morar na favela é porque não queremos pagar para morar”, diz a moradora Elaine Rodrigues Bento. Enquanto isso, há outra rachadura no barranco, com grande risco de queda.
Em nota, a administração informa que as famílias em situação de risco serão removidas para outro local.
A Dersa declarou que “não existe relação entre as obras do Rodoanel na região e deslizamentos” e que a causa é devido à instabilidade do solo, que piorou com as chuvas na região.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

MP-SP quer suspender cobrança de pedágio

Por Fernando Porfírio www.conjur.com.br
Primeiro foi uma ação popular. Agora, o Ministério Público de São Paulo entrou com Ação Civil Pública para anular o ato administrativo que permitiu o fechamento do acesso da Rodovia Castello Branco (sentido capital-interior) para o Rodoanel. O MP-SP pediu à Justiça a abertura antes da praça do pedágio, no acesso lateral, o que permitiria que os usuários entrassem no rodoanel sem pagar tarifa.
A ação é movida contra a Concessionária ViaOeste e a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). O promotor de Justiça Fábio Luiz Machado Cortez argumenta que a nova sistemática de cobrança de pedágio – implantada em 17 de janeiro – está causando danos aos usuários da rodovia Castello Branco que, vindos de Osasco, precisam entrar pelo Rodoanel.
Com a implantação dessa cobrança, afirma o promotor de Justiça, ficou caracterizada prática abusiva da ViaOeste e da Artesp. Segundo ele, o abuso estaria caracterizado pelo fato de que por apenas um quilômetro o usuário paga como se utilizasse aproximadamente 20 quilômetros.
De acordo com promotor de Justiça, “os consumidores são obrigados a pagar muito por tão pouco”, porque não há opção viável para se poder acessar o Rodoanel, já que a outra entrada, localizada no bairro Jardim Conceição fica longe do centro e sem acesso de avenidas ou ruas com bom fluxo. Ele classifica essa opção longínqua, truncada e perigosa.
Para o promotor de Justiça, a cobrança de pedágio dos motoristas que acessam o Rodoanel “além de ser uma prática abusiva fere os princípios dos atos administrativos de moralidade e razoabilidade”.
A ação pede a concessão de liminar para reabertura do acesso ao Rodoanel no km 18 da rodovia Castelo Branco, sentido Capital-Interior, lateral à praça do pedágio, sem o pagamento da tarifa, como era antes da mudança da sistemática de cobrança, ou ao menos a reabertura do acesso aos veículos vindos do acesso de Osasco do km anterior, utilizando uma ou duas faixas de rolamento exclusivamente para isso.
A assessoria de imprensa da CCR ViaOeste informou que ainda não foi citada e, por isso, prefere não se manifestar.
Tempo curto
No início do ano, durou menos de dez horas a suspensão da cobrança de pedágio no trecho oeste do Rodoanel. Um recurso apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (braço do Executivo estadual para defender os interesses do governo paulista) foi atendido pelo então vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Munhoz Soares.
O desembargador derrubou os efeitos da liminar que suspendia a cobrança da tarifa em 13 praças de pedágios, contrariando cautelar de primeira instância. O governo paulista usou como argumentos para sensibilizar do TJ duas leis federais que não discutem o mérito da legalidade ou não do pedágio no Rodoanel, mas respaldam a suspensão de decisões judiciais que possam causar dano à economia.
A liminar derrubada por Munhoz Soares foi concedida em Ação Popular que classificou o pedágio no trecho oeste do Rodoanel como "ilegal, imoral e abusiva". A decisão se baseou na Lei estadual 2.481, de 1953, que proíbe praças de pedágio a menos de 35 km da Praça da Sé, marco zero da capital.

Pedágios afrontam direito, diz Emidio na Câmara.Leia mais

Polo Sertãozinho sofre com buracos em ruas e avenidas

Willian Novaes Do Diário do Grande ABC
As péssimas condições das avenidas e ruas do Polo Industrial de Sertãozinho, em Mauá, estão trazendo prejuízos para os empresários e caminhoneiros da região. Alguns proprietários de empresas já pensam em deixar o local por causa da falta de investimento da Prefeitura de Mauá.
Os buracos tomam grande parte das principais vias de acesso ao Polo. Na última quarta-feira, o Diário percorreu as principais vias da região e constatou que a maioria necessita de reparos.
Na Estrada Guaraciaba, uma das principais ligações entre Santo André e Mauá, os veículos, que já circulam em baixa velocidade, precisam muitas vezes parar devido às crateras existentes na pista. Alguns motoristas utilizam a contramão para poder passar, atitude que pode causar acidentes.
As valetas são tapadas com terra pela administração municipal, o que faz alguns caminhões mais pesados atolarem na lama após uma chuva, furar os pneus ou mesmo quebrar a suspensão. As cargas, muitas vezes materiais sensíveis, também acabam por sofrer alguns danos.
"Tenho um cuidado danado em passar por aqui, pois se a carga quebrar ou amassar, o prejuízo é todo meu. O pior é que sempre tem um buraco novo", disse o caminhoneiro Reginaldo Gonçalves, 35 anos.
A Avenida Papa João XXIII, principal saída do Polo, passou a ser chamada pelos empresários como "Corredor Polonês". O trajeto, que normalmente levaria 15 minutos para ser feito, atualmente pode levar até uma hora e meia devido ao excesso de crateras e as obras do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas.
"A situação está precária e não temos apoio da Prefeitura para nada. Eles (a administração municipal) falam quer não têm dinheiro para as reformas", conta Tatiane Souza Lima, administradora da Aepis (Associação dos Empresários do Polo Industrial do Sertãozinho). A entidade conta com 39 empresas cadastradas, com aproximadamente 15 mil funcionários.
"Cerca de 10% dos empresários já pensam em deixar Mauá. Somente uma fábrica tem mais de 1.000 empregados. Se isso acontecer, onde essas pessoas vão trabalhar?", questiona a administradora.
A Prefeitura de Mauá foi questionada sobre os problemas e não respondeu.
Problemas podem levar metalúrgica a deixar a cidade
Uma das empresas que têm planos para deixar o Polo Industrial do Sertãozinho, em Mauá, é a metalúrgica Metalmech, que conta com 60 funcionários.
Segundo o sócio-diretor Emanuel Teixeira, a situação está bem crítica por causa dos problemas de infraestrutura que o bairro enfrenta. Além das condições dos buracos das vias, existe outro fator preocupante que é a falta de água constante.
"Tem dia que os nossos caminhões perdem mais de uma hora para sair do bairro. Isso não pode acontecer. A cidade de Bragança Paulista está nos oferecendo boas condições. A nossa chance de sair de Mauá está em 70%", revela Teixeira.
Para o diretor, outra questão é a dificuldade para fechar novas parcerias. "Ainda não perdemos clientes, mas está muito difícil para conseguir fechar novos contratos. Os contratantes ficam assustados com as condições do bairro, e isso acaba nos prejudicando", comenta.

Pedágio no acesso ao Rodoanel é exploração.Leia mais

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Moradores de Mauá estão sem água

Deborah Moreira Do Diário do Grande ABC
Pelo menos cinco bairros de Mauá estão sem água desde segunda-feira. Jardim Elizabete, Jardim Zaíra 6, Parque das Américas, Vila Mercedes e Sertãozinho tiveram o abastecimento cortado, segundo o Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). O Sama informou que a água voltaria durante a noite de ontem. O bairro Sertãozinho foi prejudicado por causa de obras no Trecho Sul do Rodoanel.
"Estamos com problema de água desde dezembro e, desde segunda, estamos sem nem uma gota. Pedimos um caminhão-pipa, que veio na terça e não voltou mais. A empresa disse que a prioridade são hospitais e postos de Saúde", conta a auxiliar operacional Elza da Silva Carvalho, 60 anos. Ela mora no Jardim Zaíra 6, com o marido, três filhos e está hospedando três familiares nestas férias, As duas caixas de água da casa estão vazias.
Já a doméstica Gildete Aparecida Meneses, 46, moradora do Jardim Elisabete, não teve o pedido de caminhão-pipa atendido. "O Sama disse que não tem previsão para voltar a água", declarou Gildete. O Sama marcou coletiva de imprensa para as 15h de ontem, mas cancelou o evento. Até o fechamento desta edição, a empresa não havia se manifestado.

Enquanto a população tem suas casas desapropriadas, fica sem água e tem as ruas de seus bairros todas esburacadas...

DESTAK JORNAL SP
Pedágio do trecho sul do Rodoanel vai custar até R$ 6
Cobrança deve começar em dezembro; no trecho oeste, usuário paga hoje R$ 1,30
Os motoristas que circularem nos novos trechos do Rodoanel vão pagar mais caro. O valor máximo para o pedágio foi fixado pelo governo paulista em R$ 6 para o trecho sul e em R$ 4,50 para o leste. Hoje, a tarifa é de R$ 1,30 no trecho oeste.
A explicação para a tarifa de referência maior que no trecho oeste é que quem vencer o leilão de concessão terá de construir também o trecho leste, além de administrar o sul. O investimento previsto é de R$ 5 bilhões.
O governo do Estado apresentou na quarta-feira as linhas gerais do modelo de concessão dos dois trechos. Vencerá a licitação a empresa ou consórcio que oferecer a menor tarifa até o teto fixado. A concessão valerá por 35 anos.
O concessionário ficará responsável pela operação do trecho sul, com conclusão prevista para março. O edital de licitação será publicado em 23 de fevereiro.
Cada trecho tem quatro saídas, com pedágio em todas. A cobrança deve começar em dezembro; o usuário pagará apenas uma vez.l

Clique no título e assista o filme, não pense que é no Haiti!!!

Do G1, com informações do SPTV
Obras de complexo viário geram transtornos a moradores em SP
Quase seis mil famílias vão ter der mudar de casa na Zona Leste.
Principal reclamação é quanto ao valor da indenização.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Vejam nas imagens abaixo, o exemplo de "respeito" ao meio ambiente do Dersa e do Governo de São Paulo

Estas fotos são da área de intervenção do traçado do Complexo Jacú-Pessego, que causaram danos ambientais a bacia do Córrego Paranavaí-Nova Mauá(entrar no google e solicitar Mauá, Jardim Paranavaí que dá para ver o leito do córrego), que foi totalmente destruído.Acabaram com suas várzeas e desviaram o seu curso.Essas são
as "Compensações Ambientais" que a DERSA está promovendo?Quem vai ficar com a conta dos Danos Socioambientais?










Cada vez mais pedágios, para encher os caixas das empresas que bancam as campanhas políticas!!!Clique e assista o vídeo

Da Redação
cidades@eband.com.br
Um movimento formado por sindicatos de trabalhadores da região oeste de São Paulo realiza nesta segunda-feira um protesto na Rodovia Castello Branco contra o novo sistema de padagiamento na estrada, implantado pelo governo do Estado e pela concessionária Viaoeste.
A manifestação acontece nas praças de cobrança dos Km 18, sentido capital, e km 20, sentido interior, da rodovia. O movimento também conta com o apoio do deputado estadual Marcos Martins e vereadores de Osasco e cidades vizinhas.
Os manifestantes tem como objetivo denunciar os prejuízos que a medida traz a população da região.
Além de fechar o acesso livre ao Rodoanel, o valor dos pedágios realmente diminuiu, mas agora não há mais a opção de escolha, a pista expressa das marginais que era livre agora é pedagiada.
Os acessos livres da Castello Branco e Rodoanel foram fechados e novos foram abertos depois das praças de pedágio.
O aumento total da tarifa passa de 200%, segundo os sindicatos, pois a motorista que antes pagava R$ 1,30 para sair do Rodoanel agora paga mais R$ 2,50 nos novos pedágios da Castello.

Moradores reclamam de cortes de árvores em Mauá

Aline Bosio Repórter Diário
Enquanto a chegada do Rodoanel é esperada com ansiedade pela maioria dos empresários e motoristas, integrantes do projeto Horto São Vicente, de Mauá, se preocupam com a preservação do meio ambiente.
Em matéria publicada pelo jornal Repórter Diário no início de dezembro, o gerente de Gestão Ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy Barbosa, afirmou que, como as obras do anel viário na cidade serão feitas em uma área já urbanizada, o impacto ambiental será pequeno. Ao contrário do que acontece com a vizinha São Bernardo, onde o traçado passa no meio da Mata Atlântica, a maior parte da via em Mauá será construída na região onde atualmente é a avenida Papa João XXIII.
"É uma hipocrisia dizer que o impacto será pequeno. O número de corte de árvores pode até não ser tão grande, mas se somar cada corte de árvore que acontece na região vamos perceber que é uma quantidade muito grande. Daqui a pouco não teremos mais áreas verdes", lamenta a integrante do projeto, Renata Ribeira, que lembra ainda das árvores que foram cortadas para as obras de extensão da avenida Jacu-Pêssego, que será interligada com o Rodoanel. Segundo ela, outro fator preocupante é com o ar, uma vez que o fluxo de veículos que passará pela cidade após a inauguração do Rodoanel será maior. "A poluição do ar ficará ainda pior", diz. "Onde é que vai ficar a qualidade de vida dos moradores de Mauá", completa.
Para que as obras fossem iniciadas no município, algumas árvores nativas tiveram de ser cortadas. Como parte das ações de compensação ambiental, a empresa fará o plantio compensatório. Ao todo, uma faixa de cinco hectares de extensão, localizada na área remanescente da alça de acesso para a Papa João XXIII, receberão novas árvores.
A construção do Trecho Sul, que terá com 57 km de extensão, foi iniciada no dia 19 de setembro de 2006 e representa investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. Deste total, um oitavo, ou seja, R$ 500 milhões, está sendo despendido com o cumprimento das exigências ambientais

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dê olho no bolo!

SP autoriza concessão de dois trechos do Rodoanel
CAROLINA FREITAS - Agencia Estado
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), autorizou a concessão onerosa dos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, dentro do Programa Estadual de Desestatização. A autorização foi publicada no Diário Oficial de hoje, por meio do decreto nº 55.268, de 28 de dezembro. O período da concessão será de 35 anos.
A tarifa básica quilométrica de referência estipulada pelo governo é de R$ 6 para o Trecho Sul e de R$ 4,50 para o Trecho Leste. Ganhará a licitação a empresa ou consórcio que oferecer o maior desconto sobre essa tarifa. O valor do pedágio será reajustado de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As concessionárias só poderão cobrar a tarifa dos motoristas após a conclusão de obras de melhoria, sinalização e da construção das praças de pedágios nas estradas.
O decreto prevê ainda o pagamento ao Estado de um valor mínimo por parte da empresa ou consórcio concessionário, a ser definido no edital da licitação, e de um porcentual variável mínimo de 3% sobre as receitas bruta e acessórias do pedágio. O valor da outorga fixa será estipulado em edital, ainda sem data para ser divulgado.
O Rodoanel, com 176 quilômetros de extensão, é uma das principais bandeiras de Serra, possível candidato do PSDB à Presidência em 2010. O Trecho Sul, com 61,4 quilômetros, é hoje administrado pela Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) e tem data de entrega prevista para março do próximo ano. Já as obras do Trecho Leste, com 43 quilômetros, devem começar em 2010.

Trecho Sul do Rodoanel pode tirar empresas do Grande ABC

Trecho Sul do Rodoanel pode tirar empresas do Grande ABC
Pedro Souza Do Diário do Grande ABC
Com previsão de entrega para março de 2010, o Trecho Sul do Rodoanel, que terá acessos em São Bernardo e Mauá, pode prejudicar, em parte, a economia do Grande ABC. Com o sistema viário, as empresas da região poderiam migrar às cidades de Embu das Artes e Itapecerica da Serra, por incentivos fiscais e facilidades para chegar ao Interior.
"Tenho receio que os investimentos na região diminuam", ressaltou o diretor do escritório de São Bernardo do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Mauro Miaguti. Sem dar nomes aos bois, ele afirma saber de empresários, dos setores de autopeças, químico e gráfico, que têm a intenção de trocar o Grande ABC por Embu e Itapecerica.
Além da questão do incentivo fiscal, Miaguti diz que as duas cidades atraem os empresários com terrenos mais baratos e a facilidade de acesso para o interior paulista e Porto de Santos.
Em Embu, a entrada do empreendimento rodoviário é ligada à Rodovia Régis Bittencourt, uma das principais vias ao Interior. A Rodovia Raposo Tavares também está próxima, já que o Trecho Oeste tem acesso à via e será ligado ao empreendimento que passa pelo Grande ABC.
Embu e Itapecerica são protegidas por leis ambientais, pois a região é de mananciais. Em Itapecerica, a Secretaria de Comunicação informou que não existe incentivo fiscal para empresas e as leis ambientais dificultam a instalação de indústrias na cidade.
Por outro lado, em Embu existe a desoneração como atratividade. Empresários interessados, e que se encaixem nos padrões exigidos pelo Executivo municipal, podem ter até 100% de isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto Sobre Serviços).
Segundo o secretário de Administração de Embu, José Roberto Jorge, a abertura de estabelecimento na cidade necessita de aprovação de comissão formada por políticos locais.
"É necessário que a companhia gere número considerável de empregos locais e receita ao município. Também deve se encaixar dentro das leis de proteção ambiental", explica Jorge.
Ele lembra que a Giroflex, empresa de mobiliários de escritório, instalou unidade em Embu. "Mas teve isenção por um ano apenas. Haverá nova avaliação", completa.
PROCURA - A Prefeitura de São Bernardo, por meio de nota da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, informou que existe interesse de várias companhias do setor de logística para abrir unidades na cidade. Na contramão, a secretaria lembrou que a Makita, fabricante de ferramentas, deixou o município recentemente.
Conforme a Lei Municipal número 5.570, companhias têm isenção de alguns tributos contanto que deem contrapartidas, como investimento em recuperação ambiental.
Companhias esperam término da obra para decidir instalação
Em junho, a montadora de motocicletas Haobao anunciou que transferiria seu departamento comercial, centro técnico e o departamento de peças do Amazonas ao Grande ABC. Os planos mudaram.
Conforme havia informado o diretor comercial da empresa, Mauro Angeli, o escoamento das peças ao Porto de Santos por meio do Trecho Sul do Rodoanel ajudou na decisão da transferência. "Mas mudamos de decisão. Estamos prospectando um local em São Paulo", afirma.
Ele argumenta que desta maneira, a unidade estaria mais próxima do principal centro comercial do País e dos acessos tanto ao Porto de Santos, quanto ao Interior.
Por outro lado, a ColgatePalmolive continua com planos contando com o anel viário. A empresa terá um centro de distribuição na região. Segundo a responsável pela obra, Bracor Investimentos Imobiliários, por nota, a unidade será entregue dentro do prazo previsto pelo contrato, que é até março de 2010.
O empreendimento está em construção em São Bernardo, no km 27 da Rodovia dos Imigrantes.