17/11 - 14:02 - Agência Estado
O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP), José Tadeu da Silva, afirmou que a colocação de apenas quatro das cinco vigas de sustentação da estrutura do viaduto é uma provável hipótese da causa do desabamento. "Esse tipo de estrutura exige que se coloque as cinco vigas simultaneamente.
Colocar quatro, sem avaliar as consequências, pode ter sido o erro ou a falha na construção da estrutura", disse Silva, que visitou o canteiro de obras do Rodoanel onde ocorreu o acidente.
De acordo com o Crea, as cinco vigas precisam ser fixadas ao mesmo tempo, para que ocorra um equilíbrio de pesos no alto da estrutura. Ainda não há prazo para a conclusão da investigação sobre as causas do acidente, que também estão sendo realizadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Seis profissionais integram a equipe que vai apurar o caso. Poderá haver punição, que vai desde advertência até a perda do registro profissional.
Paralelamente aos trabalhos do Crea e do IPT, o Ministério Público Estadual também abriu ontem uma ação para investigar o acidente e eventuais responsabilidades de agentes públicos envolvidos. A liderança do PT na Assembleia Legislativa informou que vai acionar o Ministério Público Federal e pedir auditoria especial no Tribunal de Contas do Estado para investigar responsabilidades.
"O Rodoanel tem mais de duas mil peças iguais a essas. É provável que a falha tenha sido na colocação e não na peça", disse Silva. Uma das cinco vigas quebrou quando estava sendo levada para o local e resultou na colocação de apenas quatro.
Silva ressalta ainda que o projeto determina - o que já foi feito em todo o Rodoanel - que se coloque três vigas na sustentação central e duas nas laterais. "Vamos apurar quem deu a ordem de colocar quatro, quando o recomendável são cinco. Quando você fica sem uma das peças, pode haver desestabilização."
Segundo o presidente do Crea, depois deve ser colocada a peça que será a pista de rolagem e, no final, é feita uma espécie de amarração com cabos de aço. "Essas etapas têm de seguir essa ordem e a amarração impede que haja deslocamento. Se não se obedece a todas as etapas, há risco de falhas e acidentes."
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Trecho Oeste do Rodoanel já passa por reformas
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - Inaugurados há sete anos, 49 pontes e viadutos do Trecho Oeste do Rodoanel passam atualmente por reformas estruturais. Os canteiros de obras estão espalhados ao longo dos 32 quilômetros da via que interliga, desde outubro de 2002, as Rodovias Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt. Cerca de 240 mil veículos passam por dia pela estrada.
A descrição das reformas estruturais é anunciada nas margens das pistas por placas do governo estadual. No Trecho Oeste também há três túneis e sete trevos. O governo do Estado e a CCR RodoAnel, concessionária responsável pela via, não informaram os detalhes das intervenções em andamento. Em nota oficial, a empresa informa que "faz parte do contrato de concessão a inspeção rotineira e a restauração de todas as obras de arte especiais (pontes e viadutos)". O comunicado aponta ainda que as medidas são necessárias para manter a estrutura em bom estado.
A concessionária diz que "as inspeções são periódicas e há um programa anual de recuperação dessas obras", com reparos, trocas das juntas de dilatação e vedação e pintura. "No caso do Trecho Oeste, já foi feita uma inspeção em todas as obras de arte especiais e não há nenhum risco estrutural." A Dersa e a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), procuradas pela reportagem para comentar as obras no Trecho Oeste, não responderam às ligações.
Desgaste
Para o engenheiro civil José Roberto Bernusconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), a deterioração de estradas como a do Trecho Oeste do Rodoanel se dá por vários motivos. Mas o principal é a mudança de dimensionamento da obra. O projeto prevê uma carga e um volume de tráfego. Se isso não é respeitado, a via deteriora-se mais rapidamente. Além disso, também é preciso ter o uso adequado de material.
"São procedimentos de natureza técnica. Todo engenheiro sabe que é preciso ter um tempo de maturação da obra. O concreto precisa ser bem feito, bem curado. Tudo tem seu tempo. É como o dentista, que precisa colocar cada material no seu dente no momento certo, esperar a hora para aplicar a mistura certa. Quando o assunto é estrada, é preciso ter o dimensionamento correto do pavimento e das pontes e viadutos. Veículos com excesso de peso, numa utilização excessiva, provocam desgaste prematuro das estruturas. Caso contrário, o prazo de validade da obra expira rapidamente", explica. Ele cita ainda chuva ácida, provocada pelo excesso de poluição, que coopera na deterioração do pavimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
SÃO PAULO - Inaugurados há sete anos, 49 pontes e viadutos do Trecho Oeste do Rodoanel passam atualmente por reformas estruturais. Os canteiros de obras estão espalhados ao longo dos 32 quilômetros da via que interliga, desde outubro de 2002, as Rodovias Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt. Cerca de 240 mil veículos passam por dia pela estrada.
A descrição das reformas estruturais é anunciada nas margens das pistas por placas do governo estadual. No Trecho Oeste também há três túneis e sete trevos. O governo do Estado e a CCR RodoAnel, concessionária responsável pela via, não informaram os detalhes das intervenções em andamento. Em nota oficial, a empresa informa que "faz parte do contrato de concessão a inspeção rotineira e a restauração de todas as obras de arte especiais (pontes e viadutos)". O comunicado aponta ainda que as medidas são necessárias para manter a estrutura em bom estado.
A concessionária diz que "as inspeções são periódicas e há um programa anual de recuperação dessas obras", com reparos, trocas das juntas de dilatação e vedação e pintura. "No caso do Trecho Oeste, já foi feita uma inspeção em todas as obras de arte especiais e não há nenhum risco estrutural." A Dersa e a Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), procuradas pela reportagem para comentar as obras no Trecho Oeste, não responderam às ligações.
Desgaste
Para o engenheiro civil José Roberto Bernusconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), a deterioração de estradas como a do Trecho Oeste do Rodoanel se dá por vários motivos. Mas o principal é a mudança de dimensionamento da obra. O projeto prevê uma carga e um volume de tráfego. Se isso não é respeitado, a via deteriora-se mais rapidamente. Além disso, também é preciso ter o uso adequado de material.
"São procedimentos de natureza técnica. Todo engenheiro sabe que é preciso ter um tempo de maturação da obra. O concreto precisa ser bem feito, bem curado. Tudo tem seu tempo. É como o dentista, que precisa colocar cada material no seu dente no momento certo, esperar a hora para aplicar a mistura certa. Quando o assunto é estrada, é preciso ter o dimensionamento correto do pavimento e das pontes e viadutos. Veículos com excesso de peso, numa utilização excessiva, provocam desgaste prematuro das estruturas. Caso contrário, o prazo de validade da obra expira rapidamente", explica. Ele cita ainda chuva ácida, provocada pelo excesso de poluição, que coopera na deterioração do pavimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Serra e 11 deputados receberam doações de 'consórcio' do Rodoanel, diz TSE
Thiago Reis e Marcelo Mora
Do G1, em São Paulo
Governador recebeu R$ 1 milhão da OAS e R$ 100 mil da Carioca.
Quatro petistas e 5 tucanos também estão entre agraciados.
O governador José Serra (PSDB) diz que o consórcio responsável pelas obras do viaduto do Rodoanel onde vigas caíram ferindo três pessoas na sexta (13) terá de indenizar as vítimas se for comprovada falha. Já os deputados estaduais dizem que vão pedir explicações e prometem dar início a uma CPI na Assembleia para apurar a responsabilidade das empreiteiras.
Pois essas empresas que estão agora na mira dos políticos foram há pouco tempo colaboradoras deles. A OAS Engenharia e a Carioca, que compõem com a Mendes Jr. o consórcio responsável pelo lote onde houve o acidente, ajudaram a eleger em 2006 tanto o governador José Serra como outros 11 deputados estaduais, cinco deles do PSDB e quatro do PT (partido que hoje patrocina a ideia de uma comissão parlamentar de inquérito na Casa).
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador José Serra recebeu R$ 1 milhão da construtora OAS e outros R$ 100 mil da Carioca. O valor representou 4%do total arrecadado pelo então candidato (R$ 26 milhões).
Os seus adversários na época, Aloizio Mercadante (PT), Orestes Quércia (PMDB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Carlos Apolinário (PDT), não receberam doações das empreiteiras.
Entre os deputados petistas agraciados com doações da OAS estão Adriano Diogo (R$ 50 mil), Rui Falcão (R$ 150 mil), Ana do Carmo (R$ 30 mil) e Carlos Almeida (R$ 50 mil). Rui Falcão recebeu dinheiro também da Carioca: R$ 5 mil.
Entre os tucanos que receberam recursos da OAS para a campanha à Assembleia Legislativa estão Orlando Morando (R$ 150 mil), Analice Fernandes (R$ 100 mil), Geraldo Vinholi (R$ 50 mil) e Bruno Covas (R$ 15 mil) - este também patrocinado pela Carioca, com outros R$ 25 mil. Já João Caramez (PSDB) teve uma doação de R$ 20 mil da Carioca.
Os deputados Milton Leite Filho (DEM) e Jorge Caruso (PMDB) completam a lista de políticos ajudados pelas empresas que estão no foco do acidente no km 279 da Régis Bittencourt.
Outro lado
A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes disse que o governador José Serra passou a segunda-feira (16) cumprindo agenda em Mirante do Paranapanema, a 610 km de São Paulo, e que seria muito difícil contatá-lo para comentar o assunto.
Já as assessorias dos deputados estaduais citados foram contatadas pelo G1 e ficaram de ligar de volta, o que não foi feito até as 21h30 desta segunda.
A exceção foi o deputado Orlando Morando (PSDB), que aceitou comentar a doação recebida durante a campanha de 2006. “Não há qualquer vínculo deste acidente envolvendo uma prestadora de serviço do governo comigo”, afirmou.
Membro da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, ele disse que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratado para produzir um laudo que apontará as causas do acidente.
Sobre a doação da OAS à sua campanha, o deputado afirmou que é vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas) e que a empreiteira é uma das que mais constroem supermercados no país. “É natural que [a OAS] me apoie”, afirmou.
Apesar disso, o deputado disse que a ligação com a empreiteira não deve interferir na sua atuação e nas cobranças para buscar os responsáveis pelo acidente no Rodoanel. “O cara mais ácido, mais duro, quanto ao acidente na Linha Amarela do Metrô, fui eu”, ilustrou.
A OAS participa da construção da Linha 4, onde a futura Estação Pinheiros desabou em 2007. O acidente matou sete pessoas.
Do G1, em São Paulo
Governador recebeu R$ 1 milhão da OAS e R$ 100 mil da Carioca.
Quatro petistas e 5 tucanos também estão entre agraciados.
O governador José Serra (PSDB) diz que o consórcio responsável pelas obras do viaduto do Rodoanel onde vigas caíram ferindo três pessoas na sexta (13) terá de indenizar as vítimas se for comprovada falha. Já os deputados estaduais dizem que vão pedir explicações e prometem dar início a uma CPI na Assembleia para apurar a responsabilidade das empreiteiras.
Pois essas empresas que estão agora na mira dos políticos foram há pouco tempo colaboradoras deles. A OAS Engenharia e a Carioca, que compõem com a Mendes Jr. o consórcio responsável pelo lote onde houve o acidente, ajudaram a eleger em 2006 tanto o governador José Serra como outros 11 deputados estaduais, cinco deles do PSDB e quatro do PT (partido que hoje patrocina a ideia de uma comissão parlamentar de inquérito na Casa).
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador José Serra recebeu R$ 1 milhão da construtora OAS e outros R$ 100 mil da Carioca. O valor representou 4%do total arrecadado pelo então candidato (R$ 26 milhões).
Os seus adversários na época, Aloizio Mercadante (PT), Orestes Quércia (PMDB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Carlos Apolinário (PDT), não receberam doações das empreiteiras.
Entre os deputados petistas agraciados com doações da OAS estão Adriano Diogo (R$ 50 mil), Rui Falcão (R$ 150 mil), Ana do Carmo (R$ 30 mil) e Carlos Almeida (R$ 50 mil). Rui Falcão recebeu dinheiro também da Carioca: R$ 5 mil.
Entre os tucanos que receberam recursos da OAS para a campanha à Assembleia Legislativa estão Orlando Morando (R$ 150 mil), Analice Fernandes (R$ 100 mil), Geraldo Vinholi (R$ 50 mil) e Bruno Covas (R$ 15 mil) - este também patrocinado pela Carioca, com outros R$ 25 mil. Já João Caramez (PSDB) teve uma doação de R$ 20 mil da Carioca.
Os deputados Milton Leite Filho (DEM) e Jorge Caruso (PMDB) completam a lista de políticos ajudados pelas empresas que estão no foco do acidente no km 279 da Régis Bittencourt.
Outro lado
A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes disse que o governador José Serra passou a segunda-feira (16) cumprindo agenda em Mirante do Paranapanema, a 610 km de São Paulo, e que seria muito difícil contatá-lo para comentar o assunto.
Já as assessorias dos deputados estaduais citados foram contatadas pelo G1 e ficaram de ligar de volta, o que não foi feito até as 21h30 desta segunda.
A exceção foi o deputado Orlando Morando (PSDB), que aceitou comentar a doação recebida durante a campanha de 2006. “Não há qualquer vínculo deste acidente envolvendo uma prestadora de serviço do governo comigo”, afirmou.
Membro da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, ele disse que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratado para produzir um laudo que apontará as causas do acidente.
Sobre a doação da OAS à sua campanha, o deputado afirmou que é vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas) e que a empreiteira é uma das que mais constroem supermercados no país. “É natural que [a OAS] me apoie”, afirmou.
Apesar disso, o deputado disse que a ligação com a empreiteira não deve interferir na sua atuação e nas cobranças para buscar os responsáveis pelo acidente no Rodoanel. “O cara mais ácido, mais duro, quanto ao acidente na Linha Amarela do Metrô, fui eu”, ilustrou.
A OAS participa da construção da Linha 4, onde a futura Estação Pinheiros desabou em 2007. O acidente matou sete pessoas.
TCU cobra do Dnit fiscalização em obra do Rodoanel
17 de novembro de 2009
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foi cobrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a fiscalização das obras do Rodoanel, segundo afirma o jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira.
Na noite da última sexta, três vigas do viaduto em construção desabaram sobre o km 279 da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). A queda deixou três veículos destruídos e três pessoas feridas - uma delas foi encaminhada para atendimento médico e liberada.
Segundo o relatório do TCU, o Dneit deveria ter tido um a participação mais ativa na fiscalização das obras, uma vez que a União destinou R$ 1,2 bilhão para a obra, um terço do valor total.
Já o Dnit disse ao jornal que o Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), controlado pelo governo paulista, é o responsável por coordenar, fiscalizar e acompanhar as obras.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foi cobrado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a fiscalização das obras do Rodoanel, segundo afirma o jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira.
Na noite da última sexta, três vigas do viaduto em construção desabaram sobre o km 279 da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). A queda deixou três veículos destruídos e três pessoas feridas - uma delas foi encaminhada para atendimento médico e liberada.
Segundo o relatório do TCU, o Dneit deveria ter tido um a participação mais ativa na fiscalização das obras, uma vez que a União destinou R$ 1,2 bilhão para a obra, um terço do valor total.
Já o Dnit disse ao jornal que o Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), controlado pelo governo paulista, é o responsável por coordenar, fiscalizar e acompanhar as obras.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Mais um exemplo da irresponsabilidade sócio ambiental do DERSA e do Governo do nosso Estado!
Bem pessoal...
É triste, mas aconteceu no dia 27 de Outubro de 2009, na sede de Sementes de Luz e de Canarinhos da Paz, em plena 3ª feira à tarde.
Umas pessoas (?????), invadiram a sede e levaram: portas, janelas, fiação elétrica, botijão de gáz, torneiras, e só pararam por aí, porque algumas das famílias das crianças assistidas pelas associações, ao serem avisados do que ocorria, foram até o local e assim os saqueadores se evadiram.
Muitos da comunidade ajudaram a levar o que restou, como cadeiras, mesas, documentos e outros pertences da casa, para local seguro.
Á noite comunicamos no DP de Mauá do ocorrido, em boletim de ocorrência.
Tal fato ocorreu, uma vez que o DERSA, até o momento não definiu a situação relativa à desapropriação das instituições que ali mantem a suas sedes: Associação Canarinhos da Paz e Fraternidade Sementes de Luz.
Na semana passada, parece que antevendo algum fato que comprometesse a segurança da sede e das crianças, entramos em contato com a Ouvidoria do DERSA, e comentamos que deveria ser definida a situação, pois a sede estava em situação precária, uma vez que a casa dos fundos e da lateral esquerda, já haviam sido desocupadas e assim ficamos vulneráveis à invasão.
Foi-nos, então solicitado, a ATA DA ASSEMBLÉIA DA ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA DE AMBAS INSTITUIÇÕES.
Acontece que face às eleições terem ocorrido há pouco tempo, estamos com a ata em registro no cartório na cidade de Mauá.
Em 2008 apresentamos as documentações exigidas pelo DERSA e em 2009, foram novamente apresentadas, pois o DERSA alegou que a não encontrava a documentação.
Hoje, é possível , apresentar as respectivas Atas sem o devido registro em cartório.
Face ao relatado, estamos muito tristes com esta situação, mas esperançosos que tudo se ajustará no seu devido tempo e de forma justa para as partes envolvidas.
Lembrem-se que enquanto isso não acontece as crianças se encontram com local indefinido para suas atividades, bem como, sem local para a Festa e entrega das sacolinhas de Natal.
Branca Nania
Canarinhos da Paz
Presidente
"www.canarinhosdapaz.com.br"
É triste, mas aconteceu no dia 27 de Outubro de 2009, na sede de Sementes de Luz e de Canarinhos da Paz, em plena 3ª feira à tarde.
Umas pessoas (?????), invadiram a sede e levaram: portas, janelas, fiação elétrica, botijão de gáz, torneiras, e só pararam por aí, porque algumas das famílias das crianças assistidas pelas associações, ao serem avisados do que ocorria, foram até o local e assim os saqueadores se evadiram.
Muitos da comunidade ajudaram a levar o que restou, como cadeiras, mesas, documentos e outros pertences da casa, para local seguro.
Á noite comunicamos no DP de Mauá do ocorrido, em boletim de ocorrência.
Tal fato ocorreu, uma vez que o DERSA, até o momento não definiu a situação relativa à desapropriação das instituições que ali mantem a suas sedes: Associação Canarinhos da Paz e Fraternidade Sementes de Luz.
Na semana passada, parece que antevendo algum fato que comprometesse a segurança da sede e das crianças, entramos em contato com a Ouvidoria do DERSA, e comentamos que deveria ser definida a situação, pois a sede estava em situação precária, uma vez que a casa dos fundos e da lateral esquerda, já haviam sido desocupadas e assim ficamos vulneráveis à invasão.
Foi-nos, então solicitado, a ATA DA ASSEMBLÉIA DA ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA DE AMBAS INSTITUIÇÕES.
Acontece que face às eleições terem ocorrido há pouco tempo, estamos com a ata em registro no cartório na cidade de Mauá.
Em 2008 apresentamos as documentações exigidas pelo DERSA e em 2009, foram novamente apresentadas, pois o DERSA alegou que a não encontrava a documentação.
Hoje, é possível , apresentar as respectivas Atas sem o devido registro em cartório.
Face ao relatado, estamos muito tristes com esta situação, mas esperançosos que tudo se ajustará no seu devido tempo e de forma justa para as partes envolvidas.
Lembrem-se que enquanto isso não acontece as crianças se encontram com local indefinido para suas atividades, bem como, sem local para a Festa e entrega das sacolinhas de Natal.
Branca Nania
Canarinhos da Paz
Presidente
"www.canarinhosdapaz.com.br"
Rodoanel tem 2 mil vigas como as que desabaram
ABCD Maior - 15/11/2009
Por: Redação
TCU identifica que em cada vão livre deveria ser colocadas sete vigas; obra empregou cinco ou seis
Cerca de 2 mil vigas como as que desabaram nesta sexta-feira (13/11) no trecho Sul do Rodoanel já foram colocadas em toda a obra. A informação é do diretor de engenharia da Dersa, Paulo de Souza. As três vigas que desabaram estavam sendo colocadas no cruzamento da autopista com a rodovia Régis Bittencourt, em Embu. Três veículos foram destruídos e três pessoas ficaram feridas.
A única viga que não chegou a cair do viaduto foi retirada. TCU (Tribunal de Contas da União) relatou que o consórcio responsável pelo lote 5, onde houve o desabamento, fez alterações nos materiais e no projeto da obra, a fim de reduzir custos.
O TCU identificou que estava prevista a instalação de sete vigas de sustentação a cada vão livre formado pelos novos viadutos. Na execução, contudo, foram empregadas cinco ou seis vigas a cada vão livre. O uso de um número menor de vigas também foi detectado no lote 4. O Lote 4 tem 17,762 quilometros de extensão e vai da ponte da represa Guarapiranga até a primeira ponte da Billings, entre a Capital e São Bernardo.
O consórcio formado pelas empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca usou vigas pré-moldadas não previstas para os novos viadutos do Trecho Sul do Rodoanel. Pelo projeto básico, deveriam ser colocadas fundações de concreto conhecidas como tubulões, material mais caro que o usado hoje pelo consórcio na sustentação dos vãos livres. A troca foi uma das 79 irregularidades classificadas como "graves" em relatório emitido pelo TCU em setembro. As auditorias foram realizadas em 2007 e 2008, nos cinco lotes da obra.
Por: Redação
TCU identifica que em cada vão livre deveria ser colocadas sete vigas; obra empregou cinco ou seis
Cerca de 2 mil vigas como as que desabaram nesta sexta-feira (13/11) no trecho Sul do Rodoanel já foram colocadas em toda a obra. A informação é do diretor de engenharia da Dersa, Paulo de Souza. As três vigas que desabaram estavam sendo colocadas no cruzamento da autopista com a rodovia Régis Bittencourt, em Embu. Três veículos foram destruídos e três pessoas ficaram feridas.
A única viga que não chegou a cair do viaduto foi retirada. TCU (Tribunal de Contas da União) relatou que o consórcio responsável pelo lote 5, onde houve o desabamento, fez alterações nos materiais e no projeto da obra, a fim de reduzir custos.
O TCU identificou que estava prevista a instalação de sete vigas de sustentação a cada vão livre formado pelos novos viadutos. Na execução, contudo, foram empregadas cinco ou seis vigas a cada vão livre. O uso de um número menor de vigas também foi detectado no lote 4. O Lote 4 tem 17,762 quilometros de extensão e vai da ponte da represa Guarapiranga até a primeira ponte da Billings, entre a Capital e São Bernardo.
O consórcio formado pelas empreiteiras OAS, Mendes Júnior e Carioca usou vigas pré-moldadas não previstas para os novos viadutos do Trecho Sul do Rodoanel. Pelo projeto básico, deveriam ser colocadas fundações de concreto conhecidas como tubulões, material mais caro que o usado hoje pelo consórcio na sustentação dos vãos livres. A troca foi uma das 79 irregularidades classificadas como "graves" em relatório emitido pelo TCU em setembro. As auditorias foram realizadas em 2007 e 2008, nos cinco lotes da obra.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Obra em viaduto do Rodoanel só será retomada após laudo

Foto: Felipe Rau/AE
segunda-feira, 16 de novembro de 2009, 08:09
Agência Estado, com O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, afirmou ontem que só o laudo técnico sobre o desabamento de três vigas no Trecho Sul do Rodoanel vai definir quando a obra do viaduto de 680 metros, localizado no quilômetro 279 da Rodovia Régis Bittencourt, em Embu, na Grande São Paulo, será retomada.
Até sábado à tarde, o governo estadual não apontava as causas do acidente, mas afirmava que os trabalhos das empreiteiras recomeçariam em no máximo 15 dias. Três pessoas que estavam nos carros atingidos pelas vigas na sexta-feira ficaram feridas.
O laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) não tem data para ser emitido. Segundo Arce, somente o documento poderá dizer se o problema da queda foi o material usado na construção das vigas. Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) emitido no fim de setembro, o consórcio formado pelas empresas OAS/Mendes Junior/Carioca, responsável pelo trecho onde ocorreu o acidente, deveria ter usado tubulações de concreto no lugar das estruturas pré-moldadas, conforme previa o contrato original.
As empresas também alteraram métodos construtivos a fim de baratear os custos, como a redução do número de vigas usadas nos vãos livres dos viadutos - de 7, como determinava o projeto original, para 5 ou 6, de acordo com o TCU. Arce diz, porém, ter convicção de que o IPT não vai apontar a troca do concreto pelas vigas pré-moldadas, feita pelas empresas com autorização da Dersa, como uma das causas do acidente. Nos 61 quilômetros do Trecho Sul do Rodoanel, existem 132 pontes, viadutos e passagens de níveis sustentados por 2.280 vigas. O viaduto onde ocorreu o acidente é o último que precisa ser concluído, com sustentação de vigas de 45 metros de comprimento. "Essas vigas são usadas em pontes e viadutos do Brasil inteiro. Foram usadas nas obras da Imigrantes. Não foi a troca do material a causa (da queda). O que temos de saber é se houve uma falha no material usado na viga ou na construção dela", afirmou o secretário.
Em caso de o IPT constatar falhas na fabricação do material que desabou, uma inspeção poderá ser realizada nas 2.280 vigas do Trecho Sul, informou Arce. "É claro que só vamos entregar a obra quando tivermos a certeza da sua segurança. Não existe isso de pressa, para inaugurar antes das eleições de 2010. Queremos saber o que houve nesse acidente", acrescentou.
Apesar da indefinição sobre a retomada da construção do viaduto, Arce mantém o dia 27 de março como data para a entrega do Trecho Sul, a maior obra viária do Brasil. "Quando pudermos retomar a obra nesta parte do acidente, em 30 dias concluímos os trabalhos. Todas os outros canteiros de obras do Rodoanel seguem trabalhando."
Sobre as suspeitas de superfaturamento na obra, causadas pela redução do uso de material de construção e pela manutenção dos preços repassados ao Estado pelas empreiteiras, o secretário argumenta que esses questionamentos do TCU foram esclarecidos pelo governo.
"Nós também não concordamos com parte dos pagamentos a mais que as empresas queriam. Tudo o que o Tribunal nos pediu e foi pedido às empresas está sendo cumprido por meio de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado com o Ministério Público Federal", completou. Procuradas desde a sexta-feira à noite, as empresas responsáveis pelo lote 5 do Trecho Sul, na parte do acidente, não se pronunciaram.

Infrográfico/AE
Pedágio
O governo de São Paulo assinou os contratos para construção das praças de pedágio do Trecho Sul do Rodoanel. O prazo para a conclusão das obras é de sete meses, o que projeta o início da cobrança para até meados de junho de 2010.
As pistas, no entanto, deverão estar abertas ao tráfego a partir de 27 de março, mesmo com o acidente de sexta-feira. "O ideal seria que o início da operação coincidisse com a conclusão das praças de pedágio", disse Arce. São seis contratos para construção, cada um com custo médio de R$ 5,5 milhões.
A cobrança será concedida à iniciativa privada. Arce confirmou que o edital que vai definir quem administrará o Trecho Sul está em fase de conclusão e deve ser lançado ainda neste ano. "A definição agora é se a concessão terá o pagamento de outorga ao governo ou se o vencedor vai construir o Trecho Leste do Rodoanel. Espero que tenhamos essa notícia ainda neste ano", explicou.
Rodoanel:Devastação Ambiental, Desapropriações, Superfaturamento e agora também risco a vida do cidadão!
Agência Estado 13 de Novembro de 2009
O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou nesta segunda-feira um procedimento para investigar as causas do desabamento ocorrido no trecho sul do Rodoanel na última sexta-feira. A queda da estrutura feriu três pessoas - duas delas seguem internadas.
A investigação é conduzida por uma equipe da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. Segundo o MP, o inquérito civil visa a um possível ato de "improbidade administrativa" por parte dos agentes públicos estaduais no caso. A supervisão da obra é da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), empresa de capital misto vinculada à Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo.
Na noite da última sexta-feira, três vigas do viaduto em construção desabaram sobre o km 279 da rodovia Régis Bittencourt (BR-116). A queda deixou três veículos destruídos. Uma vítima foi médicada e liberada.
O Rodoanel Mário Covas (SP-021) é um anel viário em construção em torno da Grande São Paulo. O objetivo do projeto é interligar as rodovias que chegam à capital paulista para aliviar o tráfego de caminhões nas marginais Tietê e Pinheiros.
O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou nesta segunda-feira um procedimento para investigar as causas do desabamento ocorrido no trecho sul do Rodoanel na última sexta-feira. A queda da estrutura feriu três pessoas - duas delas seguem internadas.
A investigação é conduzida por uma equipe da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. Segundo o MP, o inquérito civil visa a um possível ato de "improbidade administrativa" por parte dos agentes públicos estaduais no caso. A supervisão da obra é da Desenvolvimento Rodoviário S.A (Dersa), empresa de capital misto vinculada à Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo.
Na noite da última sexta-feira, três vigas do viaduto em construção desabaram sobre o km 279 da rodovia Régis Bittencourt (BR-116). A queda deixou três veículos destruídos. Uma vítima foi médicada e liberada.
O Rodoanel Mário Covas (SP-021) é um anel viário em construção em torno da Grande São Paulo. O objetivo do projeto é interligar as rodovias que chegam à capital paulista para aliviar o tráfego de caminhões nas marginais Tietê e Pinheiros.
domingo, 15 de novembro de 2009
Após acidente, obras do Trecho Sul do Rodoanel param por 15 dias
14/11/09 - Redação Ig
As obras do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, onde três vigas caíram na noite de
sexta-feira deixando três pessoas feridas, ficarão paralisadas por 15 dias para que as causas do acidente sejam investigadas.
Serra diz que houve falha em obra do Rodoanel e pede investigação
A paralisação não deve atrasar o cronograma de entrega das obras,previsto para ser concluído no dia 27 de março de 2010.
O tempo é necessário para que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas(IPT) possa elaborar um laudo sobre o acidente. As investigações também estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público.
Nesta manhã, durante entrevista coletiva à imprensa, o diretor de engenharia da Dersa e gestor responsável pela construção do Rodoanel, Paulo Vieira de Souza, descartou a possibilidade de falhas no projeto, mas admitiu que possam ter havido problemas na execução da obra.
"Possivelmente tem problema na execução, no tombamento ou no transporte”, afirmou, ressaltando, no entanto, que qualquer afirmação que se faça sobre as causas do acidente agora “são levianas”.
Souza acrescentou que a obra tem 61 quilômetros de extensão e um terço das construções são de pontes e viadutos, onde há mais de 2 mil vigas iguais as que caíram.
Em duas semanas, o engenheiro afirmou que a Dersa deverá responder o motivo técnico pelo qual "ocorreu o rompimento da viga de 40 metros, com 2,20 metros de altura e 85 toneladas".
O acidente
Na noite de sexta-feira, por volta de 21h, as vigas caíram em cima de um caminhão e dois carros que trafegavam na rodovia Régis Bittencourt, próximo ao km 279, na altura de Embu. Segundo a concessionária Autopista, quando as vigas de sustentação caíram, a pista tinha fluxointenso.
O acidente deixou três pessoas feridas. A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que todos passam bem. O governador José Serra disse, em sua página no Twitter, que independentemente da apuração das causas do acidente, o consórcio responsável pelas obras indenizará plenamente as vítimas.
Funcionários da Dersa, equipes do Corpo de Bombeiros e agentes da concessionária Autopista trabalharam até as 10h deste sábado para a retirada dos escombros e de limpeza da pista. A única viga que não chegou a cair do viaduto foi retirada durante a madrugada, pois havia o risco de desabamento. Apenas na tarde deste sábado é que o trânsito
na localidade voltou ao normal.
As obras do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, onde três vigas caíram na noite de
sexta-feira deixando três pessoas feridas, ficarão paralisadas por 15 dias para que as causas do acidente sejam investigadas.
Serra diz que houve falha em obra do Rodoanel e pede investigação
A paralisação não deve atrasar o cronograma de entrega das obras,previsto para ser concluído no dia 27 de março de 2010.
O tempo é necessário para que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas(IPT) possa elaborar um laudo sobre o acidente. As investigações também estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público.
Nesta manhã, durante entrevista coletiva à imprensa, o diretor de engenharia da Dersa e gestor responsável pela construção do Rodoanel, Paulo Vieira de Souza, descartou a possibilidade de falhas no projeto, mas admitiu que possam ter havido problemas na execução da obra.
"Possivelmente tem problema na execução, no tombamento ou no transporte”, afirmou, ressaltando, no entanto, que qualquer afirmação que se faça sobre as causas do acidente agora “são levianas”.
Souza acrescentou que a obra tem 61 quilômetros de extensão e um terço das construções são de pontes e viadutos, onde há mais de 2 mil vigas iguais as que caíram.
Em duas semanas, o engenheiro afirmou que a Dersa deverá responder o motivo técnico pelo qual "ocorreu o rompimento da viga de 40 metros, com 2,20 metros de altura e 85 toneladas".
O acidente
Na noite de sexta-feira, por volta de 21h, as vigas caíram em cima de um caminhão e dois carros que trafegavam na rodovia Régis Bittencourt, próximo ao km 279, na altura de Embu. Segundo a concessionária Autopista, quando as vigas de sustentação caíram, a pista tinha fluxointenso.
O acidente deixou três pessoas feridas. A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que todos passam bem. O governador José Serra disse, em sua página no Twitter, que independentemente da apuração das causas do acidente, o consórcio responsável pelas obras indenizará plenamente as vítimas.
Funcionários da Dersa, equipes do Corpo de Bombeiros e agentes da concessionária Autopista trabalharam até as 10h deste sábado para a retirada dos escombros e de limpeza da pista. A única viga que não chegou a cair do viaduto foi retirada durante a madrugada, pois havia o risco de desabamento. Apenas na tarde deste sábado é que o trânsito
na localidade voltou ao normal.
Deputados defendem fiscalização nas obras do Rodoanel
domingo, 15 de novembro de 2009, 07:02
Loli Puertas
Do Diário do Grande ABC
Os deputados da região estão preocupados com o incidente ocorrido na sexta-feira no Trecho Sul do Rodoanel, que destruiu três veículos e feriu três pessoas. Alex Manente (PPS/São Bernardo) diz que as causas têm de ser investigadas a fundo, mesmo que o prazo de entrega seja estendido. "Não creio que a aceleração da obra tenha sido a causa do incidente. Provavelmente foi um erro isolado", afirma Manente.
O deputado faz parte da Comissão de Serviços e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de São Paulo e vai requerer fiscalização em todo o trecho da construção. "É imprescindível para termos a certeza de que foi um erro isolado", explica.
Já o deputado Donisete Braga (PT - Mauá), que integra a bancada de oposição ao governo Serra, acredita que a ansiedade para a entrega do projeto provocou o incidente. "Minha preocupação é com o trecho que passa pelos mananciais do Grande ABC, área que precisa de cuidado maior pelo impacto que esta provocando", declara Braga. Ele também defende mais fiscalização. "Assim como o ‘apagão'', também temos que ficar de olho no Rodoanel", diz.
A deputada Vanessa Damo (PMDB - Mauá) alega que, antes do incidente, entrou com um requerimento pedindo informações sobre do cronograma. "É uma obra importante, mas tem que ser feita num prazo que não coloque as pessoas em risco", afirma Vanessa.
PRÉ-CAMPANHA - O acidente virou palco de pré-campanha entre os aliados ao PT e PSDB. Depois de ser o principal protagonista das críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa do apagão que atingiu 18 Estados brasileiros na última terça-feira, o PSDB passou a ser o alvo dos petistas.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), admitiu que houve falhas nas obras do Rodoanel, que provocaram o acidente. Ele chegou ao local do desabamento pouco depois da meia-noite e disse que o DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) vão apurar causas do acidente. Serra determinou inspeção em todas as vigas do Trecho Sul.
Loli Puertas
Do Diário do Grande ABC
Os deputados da região estão preocupados com o incidente ocorrido na sexta-feira no Trecho Sul do Rodoanel, que destruiu três veículos e feriu três pessoas. Alex Manente (PPS/São Bernardo) diz que as causas têm de ser investigadas a fundo, mesmo que o prazo de entrega seja estendido. "Não creio que a aceleração da obra tenha sido a causa do incidente. Provavelmente foi um erro isolado", afirma Manente.
O deputado faz parte da Comissão de Serviços e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de São Paulo e vai requerer fiscalização em todo o trecho da construção. "É imprescindível para termos a certeza de que foi um erro isolado", explica.
Já o deputado Donisete Braga (PT - Mauá), que integra a bancada de oposição ao governo Serra, acredita que a ansiedade para a entrega do projeto provocou o incidente. "Minha preocupação é com o trecho que passa pelos mananciais do Grande ABC, área que precisa de cuidado maior pelo impacto que esta provocando", declara Braga. Ele também defende mais fiscalização. "Assim como o ‘apagão'', também temos que ficar de olho no Rodoanel", diz.
A deputada Vanessa Damo (PMDB - Mauá) alega que, antes do incidente, entrou com um requerimento pedindo informações sobre do cronograma. "É uma obra importante, mas tem que ser feita num prazo que não coloque as pessoas em risco", afirma Vanessa.
PRÉ-CAMPANHA - O acidente virou palco de pré-campanha entre os aliados ao PT e PSDB. Depois de ser o principal protagonista das críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa do apagão que atingiu 18 Estados brasileiros na última terça-feira, o PSDB passou a ser o alvo dos petistas.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), admitiu que houve falhas nas obras do Rodoanel, que provocaram o acidente. Ele chegou ao local do desabamento pouco depois da meia-noite e disse que o DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo) e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) vão apurar causas do acidente. Serra determinou inspeção em todas as vigas do Trecho Sul.
É duro explicar o inexplicável.Assista o filme sobre acidente no Rodoanel no portal da EBand
Sobrevivente de acidente do Rodoanel diz não conseguir dormir
domingo, 8 de novembro de 2009
Embu e Itapecerica devem receber R$ 34 milhões como contrapartida pela obra do Rodoanel.Leia mais
Itapecerica leva uma quantia maior porque o impacto ambiental na cidade está sendo devastador. A natureza está pagando um preço alto pela obra na cidade. Na região do Branca Flor a devastação ambiental é visível até para os mais leigos no tema.
“Na próxima semana estamos indo cobrar da Dersa as compensações”, sustenta o prefeito Jorge Costa...
“Na próxima semana estamos indo cobrar da Dersa as compensações”, sustenta o prefeito Jorge Costa...
Representante do Estado é vaiado por desapropriação em Mauá
ABCD Maior - 27/10/2009
Por: Gustavo Pinchiaro (gustavo@abcdmaior.com.br)
Dersa não quer indenizar o terreno de famílias do Parque Oratório, por causa do Rodoanel
O gerente de relações institucionais da Dersa, Ermes da Silva, tentou explicar, sem sucesso, porque as indenizações feitas às famílias residentes do Parque Oratório, local que está na rota do Rodoanel, representam valores abaixo do mercado e com diferenças significativas de um imóvel para outro, após a sessão ordinária desta terça-feira (27/10) na Câmara de Mauá. O representante do governador José Serra (PSDB) tentou convencer os moradores, que lotavam o plenário, de que não teriam direito a propriedade em que residem e foi vaiado.
À época em que ocorreu a urbanização do Parque Oratório, o local foi transformado em uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) e a Prefeitura emitiu documentos que legitimam a posse de cada morador. Na visão da Dersa, o documento não é suficiente para que os munícipes sejam indenizados, eles “deveriam ter uma escritura reconhecida em
cartório”. “Não podemos pagar por uma área que não é deles. Estamos tratando com dinheiro público”, disse Ermes.
Dessa forma, os residentes do local só teriam direito de morar e não de comercializar a área, então a Dersa paga apenas pelo que foi investido no local, ou seja, tijolos e cimento. “Avaliamos a área construída pela qualidade do material”, explicou Ermes. Os metros quadrados construídos são classificados como baixo, médio e alto e custam gradativamente: R$ 100, R$ 300 e R$ 500.
O líder da bancada do PT, vereador Paulo Suares, questiona o método tucano. “Essa é uma obra eleitoreira e o Serra está correndo para inaugurar logo, por isso atropela tudo”, disse. De acordo com o petista, as famílias podem receber indenizações pelo terreno, pois o
estatuto das cidades garante a legitimidade de moradia, já que reconhece o documento de posse do terreno que os moradores possuem.
“Isso demora muito e custa caro, por isso o governo do Estado não faz. O `Minha casa, Minha vida` também garante o direito de moradia de todo cidadão”, afirmou Suares.
Ainda de acordo com o petista, o Estado deveria acertar todos os pontos que alteram a rotina das famílias desapropriadas. “Até as escolas das crianças eles deviam se preocupar. Fazer transferência e tudo mais”, explicou. Durante o discurso, Ermes disse que iria indenizar uma casa e assentar a filha da proprietária em uma unidade do CDHU por conta da situação. “Ora, se o método é igual, ele está se contradizendo”, questionou Suares.
Os peritos que fazem a análise do valor de cada imóvel, de acordo com Ermes, são os mesmos que fazem a avaliação em casos de Justiça. “Me causa muita estranheza isso”, disse Suares. O Dersa pretende empregar R$ 78 milhões em obras compensatórias pelo impacto do Rodoanel, entre plantio de árvores e recapeamento de vias danificadas.
Destruindo sonhos – A viúva aposentada Raimunda da Costa, a Edir, foi retirada de uma casa de três cômodos que somavam 100 metros quadrados e recebeu R$ 40 mil pela casa. No local moravam ela e as duas filhas. A única renda da casa vinha da aposentadoria de R$ 500 mais os ganhos aleatórios que ela tinha com a venda de doces e salgados. “Com esse
dinheiro, eu não consigo comprar nada em Mauá e eu não quero ser expulsa da minha cidade, eu tenho orgulho daqui”, disse.
Comprar outro imóvel a prazo está fora dos planos de Edir. A esperança da senhora de 50 anos é que os parlamentares ajudem a receber uma quantia a mais pela antiga casa. “Minhas filhas moram de favor com parentes e eu estou aqui no bairro com os companheiros”, explicou.
A senhora também explica que o irmão dela recebeu o dobro pela casa em que morava. “A casa dele era bem menor que a minha. Não sei qual é o critério de avaliação deles”, afirmou Edir. Esse é só um dos casos das cerca de 800 famílias que foram desapropriadas no local.
Por: Gustavo Pinchiaro (gustavo@abcdmaior.com.br)
Dersa não quer indenizar o terreno de famílias do Parque Oratório, por causa do Rodoanel
O gerente de relações institucionais da Dersa, Ermes da Silva, tentou explicar, sem sucesso, porque as indenizações feitas às famílias residentes do Parque Oratório, local que está na rota do Rodoanel, representam valores abaixo do mercado e com diferenças significativas de um imóvel para outro, após a sessão ordinária desta terça-feira (27/10) na Câmara de Mauá. O representante do governador José Serra (PSDB) tentou convencer os moradores, que lotavam o plenário, de que não teriam direito a propriedade em que residem e foi vaiado.
À época em que ocorreu a urbanização do Parque Oratório, o local foi transformado em uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) e a Prefeitura emitiu documentos que legitimam a posse de cada morador. Na visão da Dersa, o documento não é suficiente para que os munícipes sejam indenizados, eles “deveriam ter uma escritura reconhecida em
cartório”. “Não podemos pagar por uma área que não é deles. Estamos tratando com dinheiro público”, disse Ermes.
Dessa forma, os residentes do local só teriam direito de morar e não de comercializar a área, então a Dersa paga apenas pelo que foi investido no local, ou seja, tijolos e cimento. “Avaliamos a área construída pela qualidade do material”, explicou Ermes. Os metros quadrados construídos são classificados como baixo, médio e alto e custam gradativamente: R$ 100, R$ 300 e R$ 500.
O líder da bancada do PT, vereador Paulo Suares, questiona o método tucano. “Essa é uma obra eleitoreira e o Serra está correndo para inaugurar logo, por isso atropela tudo”, disse. De acordo com o petista, as famílias podem receber indenizações pelo terreno, pois o
estatuto das cidades garante a legitimidade de moradia, já que reconhece o documento de posse do terreno que os moradores possuem.
“Isso demora muito e custa caro, por isso o governo do Estado não faz. O `Minha casa, Minha vida` também garante o direito de moradia de todo cidadão”, afirmou Suares.
Ainda de acordo com o petista, o Estado deveria acertar todos os pontos que alteram a rotina das famílias desapropriadas. “Até as escolas das crianças eles deviam se preocupar. Fazer transferência e tudo mais”, explicou. Durante o discurso, Ermes disse que iria indenizar uma casa e assentar a filha da proprietária em uma unidade do CDHU por conta da situação. “Ora, se o método é igual, ele está se contradizendo”, questionou Suares.
Os peritos que fazem a análise do valor de cada imóvel, de acordo com Ermes, são os mesmos que fazem a avaliação em casos de Justiça. “Me causa muita estranheza isso”, disse Suares. O Dersa pretende empregar R$ 78 milhões em obras compensatórias pelo impacto do Rodoanel, entre plantio de árvores e recapeamento de vias danificadas.
Destruindo sonhos – A viúva aposentada Raimunda da Costa, a Edir, foi retirada de uma casa de três cômodos que somavam 100 metros quadrados e recebeu R$ 40 mil pela casa. No local moravam ela e as duas filhas. A única renda da casa vinha da aposentadoria de R$ 500 mais os ganhos aleatórios que ela tinha com a venda de doces e salgados. “Com esse
dinheiro, eu não consigo comprar nada em Mauá e eu não quero ser expulsa da minha cidade, eu tenho orgulho daqui”, disse.
Comprar outro imóvel a prazo está fora dos planos de Edir. A esperança da senhora de 50 anos é que os parlamentares ajudem a receber uma quantia a mais pela antiga casa. “Minhas filhas moram de favor com parentes e eu estou aqui no bairro com os companheiros”, explicou.
A senhora também explica que o irmão dela recebeu o dobro pela casa em que morava. “A casa dele era bem menor que a minha. Não sei qual é o critério de avaliação deles”, afirmou Edir. Esse é só um dos casos das cerca de 800 famílias que foram desapropriadas no local.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Cerca de 150 pessoas foram à Câmara de Mauá para acompanhar a audiência pública sobre o Rodoanel. As principais reivindicações se concentram na maneira como o Dersa, responsável pela obra, tem lidado com as desapropriações de imóveis no Jardim Oratório. Alguns moradores se exaltaram durante a discussão.Moradora trouxe resto de árvores arrancadas pelas intervenções viárias feitas em Mauá.
Diário Regional 28/10/09
Diário Regional 28/10/09
domingo, 25 de outubro de 2009
VEREADORES PROMETEM AUXILIAR DESAPROPRIADOS PELO ESTADO
Por: Gustavo Pinchiaro (gustavo@abcdmaior.com.br)
Moradores acusam governo do Estado de pagar um valor abaixo do mercado por imóveis
Moradores acusam governo do Estado de pagar um valor abaixo do mercado por imóveisOs vereadores de Mauá vão tentar auxiliar a comissão de moradores do Parque Oratório com o processo de desapropriação de imóveis pela Dersa para extensão da avenida Jacu Pêssego, em complemento às Obras do Rodoanel, administradas pelo governador José Serra (PSDB). De acordo com moradores que tiveram imóveis desapropriados, os valores pagos pela residência estão abaixo do mercado e o residente que se manifesta contra o valor acaba sofrendo pressão para aceitar. Durante reunião com a comissão de moradores, que interrompeu os trabalhos da sessão ordinária desta terça-feira (20/10), os vereadores sugeriram que o Ministério Público e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acompanhem o caso ao lado dos parlamentares. “Vamos nos reunir na próxima semana e pontuar todas as questões no caso. Se não houver objetividade, a reivindicação não é atendida”, explica o presidente da Casa Rogério Santana (PT). A família de João Pereira, composta pela esposa e os três filhos, foi pressionada a assinar o termo de desapropriação de uma casa de seis cômodos, de acordo com ele. “Eles vieram em agosto de 2008 e falaram que o valor pago seria bom, dentro do mercado. Mas em junho desse ano veio a bomba. Um valor muito baixo. Pagaram R$ 70 mil na minha casa. O imóvel valia R$ 150 mil, mas disseram que se eu não aceitasse ia acabar perdendo tudo. Caí no conto do vigário”, explica João. A líder da comissão , Nilza Gomes, também passou por situação parecida. Ela afirma que foi forçada a assinar a indenização de R$ 72 mil pela casa de 300 metros quadrados. “Sofria ameaças de morte, inclusive, de vizinhos que acreditavam que receberiam um alto valor pelo imóvel, por isso não resisti mais e assinei”, explica Nilza. De acordo com Nilza, cerca de 800 famílias já foram desapropriadas no loca, restam cerca de 1000. O bairro foi urbanizado por meio de uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social). O fator de medo comum entre a maioria dos moradores presentes na Câmara de Mauá foi o poder de coação do Estado. “Eles chegam lá com todo o aparato e força que nós ficamos com medo de resistir”, detalha Pereira. O movimento que busca justiça nas indenizações também conta com apoio do MDV (Movimento em Defesa da Vida), que luta por causas ambientais e sociais. “Eles estão cometendo um crime grave. Além da falta de política pública, essas famílias podem acabar ocupando áreas de mananciais”, explica Lucas Barbosa membro do MDV. Presente da gestão passada – Durante a reunião, o vereador Ivann Gomes, o Batoré (PP), afirmou que o problema é um presente do ex-prefeito Leonel Damo (sem partido). “Ele foi o responsável por liberar essas áreas ao governo do estado.” A declaração exaltou os ânimos dos vereadores de oposição. “Isso não é palanque eleitoral. Tem que apontar soluções e não discutir de quem é a culpa”, esbravejou Alberto Betão Justino (PSB).
Moradores acusam governo do Estado de pagar um valor abaixo do mercado por imóveis
Moradores acusam governo do Estado de pagar um valor abaixo do mercado por imóveisOs vereadores de Mauá vão tentar auxiliar a comissão de moradores do Parque Oratório com o processo de desapropriação de imóveis pela Dersa para extensão da avenida Jacu Pêssego, em complemento às Obras do Rodoanel, administradas pelo governador José Serra (PSDB). De acordo com moradores que tiveram imóveis desapropriados, os valores pagos pela residência estão abaixo do mercado e o residente que se manifesta contra o valor acaba sofrendo pressão para aceitar. Durante reunião com a comissão de moradores, que interrompeu os trabalhos da sessão ordinária desta terça-feira (20/10), os vereadores sugeriram que o Ministério Público e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acompanhem o caso ao lado dos parlamentares. “Vamos nos reunir na próxima semana e pontuar todas as questões no caso. Se não houver objetividade, a reivindicação não é atendida”, explica o presidente da Casa Rogério Santana (PT). A família de João Pereira, composta pela esposa e os três filhos, foi pressionada a assinar o termo de desapropriação de uma casa de seis cômodos, de acordo com ele. “Eles vieram em agosto de 2008 e falaram que o valor pago seria bom, dentro do mercado. Mas em junho desse ano veio a bomba. Um valor muito baixo. Pagaram R$ 70 mil na minha casa. O imóvel valia R$ 150 mil, mas disseram que se eu não aceitasse ia acabar perdendo tudo. Caí no conto do vigário”, explica João. A líder da comissão , Nilza Gomes, também passou por situação parecida. Ela afirma que foi forçada a assinar a indenização de R$ 72 mil pela casa de 300 metros quadrados. “Sofria ameaças de morte, inclusive, de vizinhos que acreditavam que receberiam um alto valor pelo imóvel, por isso não resisti mais e assinei”, explica Nilza. De acordo com Nilza, cerca de 800 famílias já foram desapropriadas no loca, restam cerca de 1000. O bairro foi urbanizado por meio de uma ZEIS (Zona Especial de Interesse Social). O fator de medo comum entre a maioria dos moradores presentes na Câmara de Mauá foi o poder de coação do Estado. “Eles chegam lá com todo o aparato e força que nós ficamos com medo de resistir”, detalha Pereira. O movimento que busca justiça nas indenizações também conta com apoio do MDV (Movimento em Defesa da Vida), que luta por causas ambientais e sociais. “Eles estão cometendo um crime grave. Além da falta de política pública, essas famílias podem acabar ocupando áreas de mananciais”, explica Lucas Barbosa membro do MDV. Presente da gestão passada – Durante a reunião, o vereador Ivann Gomes, o Batoré (PP), afirmou que o problema é um presente do ex-prefeito Leonel Damo (sem partido). “Ele foi o responsável por liberar essas áreas ao governo do estado.” A declaração exaltou os ânimos dos vereadores de oposição. “Isso não é palanque eleitoral. Tem que apontar soluções e não discutir de quem é a culpa”, esbravejou Alberto Betão Justino (PSB).
domingo, 18 de outubro de 2009
Especulação imobiliária aumenta no ABC com as obras do Rodoanel

Sábado, 17 de outubro de 2009 - 19:32
Rodoanel eleva preço de terrenos em até 4.900%
Instalação de empresas logísticas mexe com o mercado imobiliário local
Fernando Bortolin Agência BOM DIA
Não é só o programa Minha Casa Minha Vida que está mexendo com o mercado imobiliário do ABCD, mas também o Rodoanel. Empresários ligados aos setores de transportes, logística, construção civil e imobiliário são unânimes em apontar que o preço dos terrenos para a instalação de empresas em pontos estratégicos do trajeto chegam a apresentar valorizações entre 300% a 4.900%. “É lógico, líquido e certo que há essa valorização devido à extrema relevância do projeto”, diz o consultor de logística Antonio Wrobleski. “Há cinco anos, a construção de um armazém logístico era feita com base em R$ 300 o metro quadrado, mas hoje não sai por menos de R$ 600. Indo mais longe, há áreas onde o custo do metro quadrado era de R$ 2,00 e hoje não sai por menos de R$ 100”, diz. Em Mauá, junto ao bairro Sertãozinho, uma das áreas mais procuradas pelas empresas, o corretor da Barão de Mauá, Claudinei Aparecido Souza constata valorizações entre 300% e 400%. Exemplo disso foi a inauguração ontem do Condomínio Empresarial Marino Lena, conjunto de 29 galpões industriais com nove empresas, das quais, 60% de empresas logísticas. “Está havendo forte procura de terrenos e galpões. Percebemos isso em locais como Mauá e São Bernardo, diz o presidente da Acigabc, Milton Bigucci.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Rodoanel chega a Mauá trazendo degradação!
As fotos abaixo demonstram o descaso ambiental das empresas e empreiteiras que não respeitam a fragilidade das áreas em que realizam as suas obras.O caso em tela,esta nas obras do traçado Rodoanel-Sul e prolongamento Jacu-Pessego em Mauá,altura da Avenida João Ramalho, Parque São Vicente.A empresa concessionária de água e esgotos de Mauá Ecosama(atualmente denominada Foz do Brasil)degradou uma área onde se encontra espécies do Bioma Mata Atlântica,somando-se as obras de prolongamento do traçado Jacú-Pessego, que também não respeitou as áreas de preservação permanente,as fotos mostram cortes de espécies de Samambais cortadas e queimadas,além do assoreamento de área brejosa e das nascentes provocados por ambos.












Vejam como anda o transporte público em São Paulo

Passageiros lotam as plataformas da Estação Brás da CPTM, no centro de SP. Foto: Filipe Araújo/AE
Solange Spigliatti, Central de Notícias (AE)
Circulação de trens deve voltar ao normal à tarde, diz CPTM
Usuários da zona leste enfrentam problemas e têm como opção fazer a baldeação para o Metrô no Tatuapé
A circulação dos trens da Linha 12 - Safira (Brás - Calmon Viana) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deve voltar ao normal só por volta das 13 horas desta quinta-feira, 8. A falha em um trem às 6h30 interrompeu parte da circulação entre as estações Calmon Viana e Tatuapé.
A linha Safira faz a ligação entre o Brás, no centro, e Calmon Viana, na zona leste. O trem seguia no sentido Calmon Viana e teve problemas no sistema de alimentação de energia. O falha aconteceu após um captador de energia enroscar em fios. O problema aconteceu entre as estações Brás e Tatuapé.
Por causa da falha, a circulação é feita somente entre as estações Calmon Viana e Tatuapé. Como opção, os usuários podem fazer uma baldeação gratuita na Estação Tatuapé para a Linha 3 - Vermelha do Metrô ou usar os trens da Linha 11 - Coral (Expresso Leste) para chegar à Estação Brás.
sábado, 10 de outubro de 2009
Trecho Sul do Rodoanel tem redução de R$311,8 milhões após fiscalização do TCU
Ação do TCU garantiu economia de R$ 1 bi à União
MARCELO DE MORAES - Agencia Estado sexta-feira, 9 de outubro de 2009, 20:16
BRASÍLIA - Levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que sua ação de fiscalização garantiu em 2009 a redução de aproximadamente R$ 1,13 bilhão no valor final de contratos de obras auditadas pelo órgão. Essa diminuição foi produzida através da correção dos problemas apontados para cada empresa pelo tribunal durante a auditoria desses empreendimentos.
Ao todo, esse resultado foi obtido com ajustes em 11 obras. A maior economia foi registrada na construção do Rodoanel, no seu trecho sul, em São Paulo. O ajuste feito pelo Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transportes (DNIT), pela Desenvolvimento Rodoviário S A (Dersa) e pelos consórcios contratados para tocar a obra resultou numa redução de R$ 311,8 milhões.
O resultado apontado pelo tribunal serve como uma resposta no momento em que o governo federal aumenta a pressão política para reduzir competências do órgão, considerando que existem exageros nas suas recomendações para a paralisação de obras federais. Dentro do governo existe a avaliação que muitas dessas paralisações estariam sendo determinadas por motivações frágeis e interrompendo empreendimentos importantes para o País. A mesma opinião é compartilhada com representantes do setor empresarial, que interpretam a ação do tribunal como um entrave para sua atuação.
O governo decidiu fazer ofensiva para afrouxar essas regras, negociando com sua base de apoio no Congresso um novo texto para a Lei de Licitações (Lei 8.666/93). No caso da paralisação de obras pelo TCU, o novo projeto prevê que o tempo de suspensão cautelar de uma obra nunca ultrapasse o período de três meses.
A pressão do governo sobre o Tribunal de Contas voltou a se intensificar depois da divulgação do resultado do relatório de fiscalização de obras federais de 2009. Há duas semanas, o TCU enviou para o Congresso seu levantamento anual, propondo a paralisação imediata de 41 obras federais, incluindo 13 integrantes do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
Irregularidades
Segundo dados publicados no relatório de atividades do tribunal, e que registra os dados acumulados dos primeiros seis meses do ano, essas decisões cautelares foram adotadas pela ocorrência de supostas irregularidades nesses investimentos.
Em 2009, o TCU já baixou 42 medidas cautelares até o mês de junho, sendo 20 no segundo trimestre. As cautelares usadas para suspender licitações envolveram valores na ordem de R$ 386,2 milhões. A suspensão de contratos envolveu R$ 12,7 milhões. Já a suspensão de repasse ou pagamentos a convênios e contratos foi da ordem de R$ 89,2 milhões.
O próprio tribunal reconhece no relatório que "a expedição dessas medidas não necessariamente gera impacto econômico imediato". O principal objetivo, na visão do TCU, "visa ao resguardo tempestivo da legalidade e da moralidade na aplicação dos recursos públicos federais". Mesmo assim, essas ações garantiram esse ano uma redução superior a 1,13 bilhão no valor dos contratos originais.
MARCELO DE MORAES - Agencia Estado sexta-feira, 9 de outubro de 2009, 20:16
BRASÍLIA - Levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que sua ação de fiscalização garantiu em 2009 a redução de aproximadamente R$ 1,13 bilhão no valor final de contratos de obras auditadas pelo órgão. Essa diminuição foi produzida através da correção dos problemas apontados para cada empresa pelo tribunal durante a auditoria desses empreendimentos.
Ao todo, esse resultado foi obtido com ajustes em 11 obras. A maior economia foi registrada na construção do Rodoanel, no seu trecho sul, em São Paulo. O ajuste feito pelo Departamento Nacional de InfraEstrutura de Transportes (DNIT), pela Desenvolvimento Rodoviário S A (Dersa) e pelos consórcios contratados para tocar a obra resultou numa redução de R$ 311,8 milhões.
O resultado apontado pelo tribunal serve como uma resposta no momento em que o governo federal aumenta a pressão política para reduzir competências do órgão, considerando que existem exageros nas suas recomendações para a paralisação de obras federais. Dentro do governo existe a avaliação que muitas dessas paralisações estariam sendo determinadas por motivações frágeis e interrompendo empreendimentos importantes para o País. A mesma opinião é compartilhada com representantes do setor empresarial, que interpretam a ação do tribunal como um entrave para sua atuação.
O governo decidiu fazer ofensiva para afrouxar essas regras, negociando com sua base de apoio no Congresso um novo texto para a Lei de Licitações (Lei 8.666/93). No caso da paralisação de obras pelo TCU, o novo projeto prevê que o tempo de suspensão cautelar de uma obra nunca ultrapasse o período de três meses.
A pressão do governo sobre o Tribunal de Contas voltou a se intensificar depois da divulgação do resultado do relatório de fiscalização de obras federais de 2009. Há duas semanas, o TCU enviou para o Congresso seu levantamento anual, propondo a paralisação imediata de 41 obras federais, incluindo 13 integrantes do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).
Irregularidades
Segundo dados publicados no relatório de atividades do tribunal, e que registra os dados acumulados dos primeiros seis meses do ano, essas decisões cautelares foram adotadas pela ocorrência de supostas irregularidades nesses investimentos.
Em 2009, o TCU já baixou 42 medidas cautelares até o mês de junho, sendo 20 no segundo trimestre. As cautelares usadas para suspender licitações envolveram valores na ordem de R$ 386,2 milhões. A suspensão de contratos envolveu R$ 12,7 milhões. Já a suspensão de repasse ou pagamentos a convênios e contratos foi da ordem de R$ 89,2 milhões.
O próprio tribunal reconhece no relatório que "a expedição dessas medidas não necessariamente gera impacto econômico imediato". O principal objetivo, na visão do TCU, "visa ao resguardo tempestivo da legalidade e da moralidade na aplicação dos recursos públicos federais". Mesmo assim, essas ações garantiram esse ano uma redução superior a 1,13 bilhão no valor dos contratos originais.
sábado, 3 de outubro de 2009
Moradoras de Mauá paralisam obras do rodoanel

Renato Brasileiro Diário Regional
Cerca de 40 mulheres e crianças do Jardim Oratório, em Mauá, paralisaram na última sexta-feira as obras do trecho Sul do rodoanel que passam pelo bairro. O grupo impediu que os caminhões e máquinas da empreiteira responsável pela ampliação da Jacu-Pêssego deixassem o canteiro no qual ocorrem as intervenções.
Entre as reivindicações estão a entrega dos laudos das casas avaliadas, manutenção periódica da avenida Ayrton Senna, resolução dos problemas de saneamento do local e definição sobre as residências do setor 22 do Jardim Oratório, que, de acordo com os moradores, ficarão sob um viaduto.
A manifestação começou por volta das 15 horas. Na quinta-feira a comunidade já havia se mobilizado, impedindo a continuidade da obra. Segundo a diretora da Associação de Amigos do Bairro do jardim Oratório, Vânia Buré, o grupo só se reuniu na sexta-feira porque o Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) e a prefeitura não cumpriram acordo feito com os munícipes de que um representante da administração municipal seria enviado para prestar esclarecimentos sobre as reivindicações.
O vereador Rômulo Fernandes afirmou que houve desencontro de informações. “A reunião de hoje (sexta-feira) entre a prefeitura e o Dersa ocorre sempre. Já existe requerimento, assinado por todos os vereadores, convidando a empresa a comparecer para audiência, ainda sem data definida”, explicou.
Ao final da tarde de sexta-feira, os moradores fizeram acordo verbal com o engenheiro responsável pela obra para que tratores e caminhões não passem mais pelas ruas das casas danificadas, além de agendar uma reunião (ainda sem local definido) com representantes do Dersa, que poderá contar com a presença do secretário de Habitação, Sergio Affonso dos Santos. Somente assim o grupo permitiu o tráfego das máquinas.
Para Dilma Silva, uma das moradoras mais exaltadas na manifestação, a maneira como comunidade está sendo tratada não é humana. “Já estão com os laudos prontos, mas não querem nos entregar, e ainda mudaram o trajeto da pista e não nos avisaram. Agora, mais de 200 famílias ficarão embaixo de um pontilhão, com as casas todas rachadas”, destacou.
Em nota, o Dersa informou que os moradores ocupam área pública e não são proprietários do terreno, pois não possuem título de propriedade. A empresa ainda reforçou que esses moradores estão sendo atendidos pelo Programa de Reassentamento, que prevê o pagamento das benfeitorias realizadas nos imóveis, após laudo técnico de avaliação.
Terça-feira , 29 de setembro de 2009
Cynthia Tavares
Auditoria avaliará danos de obras do rodoanel
O pedido de auditoria técnica para averiguar se as medidas mitigadoras das áreas por onde passa o traçado do trecho Sul do rodoanel estão sendo realizadas conforme o acordado está pronto. O documento deverá ser apresentado hoje à Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. A ideia é avaliar os impactos negativos causados pela construção, que passa pelos municípios de São Bernardo, Santo André e Mauá.
No dossiê estão fotos, vídeos, depoimentos e relatórios baseados em vistoria nos lugares atingidos feita pelos deputados estaduais membros da Comissão, Donisete Braga e Ana do Carmo, a convite dos munícipes da região.
Na ocasião também será apresentado requerimento convocando o secretário de Estado do Meio Ambiente e o superintendente da empresa de Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), para uma reunião com os prefeitos dos municípios envolvidos. Após a análise do documento, a previsão é de que no prazo de 30 dias seja apresentado parecer.
Entre os problemas apontados estão o assoreamento da represa Billings, contaminação da água, diminuição da capacidade de armazenamento do reservatório, desmatamento, isolamento dos bairros, crescimento no número de acidentes de trânsito e falta de segurança.
Somente em São Bernardo, a obra passa por sete bairros e atingiu cerca de 25 mil pessoas.
Relatório do TCU aponta irregularidades em obras no ABC
Repórter Diário - 29/09/2009
Da Redação
O relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado nesta terça-feira (29/09) apontou irregularidades em três obras realizadas na região. São elas: a expansão do campus de Diadema da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); o Trecho Sul do Rodoanel e o campus da UFABC (Universidade Federal do ABC).
O TCU, porém, não recomenda a paralisação das obras relacionadas no relatório, que foram classificadas como IG-C (irregularidade grave com continuidade). No caso do Trecho Sul do Rodoanel, foram apontados pelo tribunal 79 IG-Cs em 10 contratos, um convênio e um edital.
O campus da UFABC em Santo André ganhou a classificação de três IG-Cs e no campus da Unifesp foram apontados oito IG-Cs. O TCU irá solicitar informações ao gestor responsável para tomar as medidas possíveis para que as correções sejam feitas sem prejudicar o andamento da obra.
No Brasil, O TCU recomendou a paralisação de 41 obras, 13 delas pertencentes ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Foram fiscalizados 219 empreendimentos.
Da Redação
O relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado nesta terça-feira (29/09) apontou irregularidades em três obras realizadas na região. São elas: a expansão do campus de Diadema da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); o Trecho Sul do Rodoanel e o campus da UFABC (Universidade Federal do ABC).
O TCU, porém, não recomenda a paralisação das obras relacionadas no relatório, que foram classificadas como IG-C (irregularidade grave com continuidade). No caso do Trecho Sul do Rodoanel, foram apontados pelo tribunal 79 IG-Cs em 10 contratos, um convênio e um edital.
O campus da UFABC em Santo André ganhou a classificação de três IG-Cs e no campus da Unifesp foram apontados oito IG-Cs. O TCU irá solicitar informações ao gestor responsável para tomar as medidas possíveis para que as correções sejam feitas sem prejudicar o andamento da obra.
No Brasil, O TCU recomendou a paralisação de 41 obras, 13 delas pertencentes ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Foram fiscalizados 219 empreendimentos.
Com o Rodoanel, o tráfego de caminhões irá aumentar ainda mais na Anchieta.Leia mais
O Governo do Estado de São Paulo avalia a possibilidade de reservar a Via Anchieta apenas para caminhões e ônibus. Se confirmada a intenção, automóveis ficariam proibidos de circular pela via. A informação é do secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, que esteve em Santos ontem para participar do Encontro da Arquitetura eEngenharia Consultiva de São Paulo...
domingo, 27 de setembro de 2009
Laudo aponta danos ambientais no Rodoanel

Alagamento no entorno de obras de trecho do Rodoanel, que ligará Regis Bittencourt e Anchieta-Imigrantes
27/09/2009 - 13h27
da Folha Online
Problemas como deficiências no projeto de drenagem e de retenção de terra na construção do trecho sul do Rodoanel foram constatados em vistorias da Cetesb (companhia ambiental de São Paulo), informa reportagem publicada neste domingo pela Folha.Os problemas constam do último relatório do grupo que monitora a obra, baseado em blitz feita no dia 3 de agosto passado no lote 1, de Mauá a São Bernardo do Campo (ABC paulista), a cargo do consórcio Andrade Gutierrez/Galvão. A falta de retenção de terra está deixando a água escura e provocando assoreamento em parte da represa Billings --uma das principais fontes de abastecimento em São Paulo.
Um supervisor ambiental do empreendimento afirma que os impactos superam as previsões. Ele cita uma região com 15 córregos, fora da área de concessão do Rodoanel, que desapareceram por conta do assoreamento.A Dersa (empresa de transporte do Estado responsável pelo Rodoanel) avalia que os problemas ambientais não são significativos e que eles foram agravados pelas chuvas.
Dersa afirma que falhas no Rodoanel são pontuais
Empresa estatal responsável pela obra também culpa intensidade de chuva
Dersa afirma que monitora fauna, flora, água, ar e patrimônio de modo rigoroso e que cumpre licenciamento ambiental A Dersa (empresa de transporte do Estado responsável pelo Rodoanel) avalia que os problemas ambientais apontados em vistoria oficial não são significativos -e que eles foram agravados pelas chuvas."A alta intensidade da ocorrência de chuvas nos últimos meses afetou algumas medidas mitigadoras, principalmente os dispositivos de drenagem provisórios. A situação observada no relatório refere-se a problema localizado, de pequena abrangência e significância", informou a Dersa.Em relação ao afogamento de árvores, a empresa disse que "a vegetação afetada encontra-se em estágio pioneiro de regeneração" -e que ela havia sido mantida apesar de autorização para a sua retirada.Quanto ao assoreamento de trechos da represa, a Dersa também respondeu ser problema localizado. Sobre um caso citado pela vistoria, disse que "a ocorrência já foi resolvida".Questionada a respeito de uma foto aérea mostrada pela Folha e que também mostra a diferença acentuada na cor da água no entorno do Rodoanel, a empresa diz que ela "provavelmente foi obtida após incidência muito alta de chuva". Mas minimizou os possíveis danos.Disse que "os materiais mais grossos", "como areia", foram retidos, e que a "turbidez" se deve a algum material "muito fino como argila", sem prejuízo à qualidade da água da represa, "que é monitorada em tempo real por meio de três estações automáticas".A Dersa nega irregularidades no acúmulo de montes de terra ao longo da obra. Diz que a imagem flagrada em vistoria oficial se deve a um material depositado "provisoriamente para posterior utilização", sem risco de ser arrastado pela chuva -avaliação diferente da Cetesb. Afirma também que todos os depósitos de terra existentes foram devidamente licenciados.A empresa de transporte do Estado diz que implantou um programa de resgate da fauna na obra e que atendeu mais de 500 animais, dos quais 350 foram realocados em áreas similares e 150, "encontrados feridos ou adoentados", foram encaminhados para tratamento.A Dersa afirma, por fim, que os programas ambientais determinados quando do licenciamento da obra -incluindo monitoramento de fauna, flora, água, ar e proteção ao patrimônio histórico- "estão sendo rigorosamente cumpridos".O consórcio Andrade Gutierrez/Galvão, responsável pelas obras do lote 1 do Rodoanel e contratado pela Dersa, informou que, "por questão contratual", não irá se manifestar.Ana Cristina Pasini da Costa, diretora da Cetesb, avalia que a constatação de falhas ambientais -que ela não considera ser "de grande monta"- no empreendimento indica que a construção está fiscalizada."Uma obra dessas causa impactos. Mas acredito que esteja sob controle", afirma.(JAMES CIMINO E ALENCAR IZIDORO)
Após início da obra, Pesqueiro Oito Lagos fica apenas com três
Comerciante diz que terra do Rodoanel assoreou cinco tanques de peixe no local com a intensificação da chuva
Comissão de meio ambiente da Assembleia vai pedir auditoria à Secretaria do Meio Ambiente sobre os impactos da construção
Quem chega ao Pesqueiro Oito Lagos, na região de Parelheiros (extremo sul de São Paulo), tem a mesma sensação de quem desce na estação Praça da Árvore do metrô e se pergunta onde está a praça. Dos originais oito lagos, só restaram três. Outros três foram encobertos pela pista. Um está cheio de terra, onde o mato já cresce. Outro virou uma poça. E os três que sobraram ainda têm água, mas ela não é nada límpida.
Com as chuvas torrenciais ocorridas nos últimos meses, a terra proveniente do talude da pista do trecho sul do Rodoanel tingiu de cor de tijolo os tanques de pesca remanescentes.
Irineu Marcondes, 51, que arrendou o pesqueiro há poucas semanas, com expectativa de lucro, diz que já perdeu 600 kg de peixe. Ele mostra os dois pontos de escoamento de águas pluviais da rodovia, que desembocam dentro da propriedade.
No entanto, um dos tanques, que tinha dois metros de profundidade e hoje não chega aos 80 centímetros, ainda serve como criadouro de girinos.
Marcondes diz que em seu contrato consta a existência de três tanques. "Só consigo usar um. A enxurrada destruiu o filtro, e a terra tomou conta. O engenheiro da obra prometeu limpar os tanques com uma escavadeira, mas não sei se o proprietário já não foi indenizado pelas perdas. Falei para ele que eles deveriam fazer um canal de escoamento que desembocasse à frente dos lagos. Talvez eu tenha que pagar por fora."
Em nota enviada à reportagem da Folha, a Dersa informa que a área do pesqueiro está sendo negociado para integrar a Unidade de Conservação Varginha, a ser administrada pela prefeitura, e que estudos realizados pela USP "definirão o uso apropriado da área".
Auditoria
O deputado estadual Donisete Braga (PT), da comissão de meio ambiente da Assembleia, prepara um pedido de auditoria à Secretaria do Meio Ambiente sobre os impactos do Rodoanel.
A decisão saiu após uma vistoria na semana retrasada a São Bernardo do Campo (ABC paulista), onde obteve informações de áreas assoreadas na Billings.
"Não somos contra a construção do Rodoanel. Mas é preciso avaliar se os impactos não superam a previsão", diz.
Tranquilidade termina após início da obra
"As cobras foram as primeiras a desaparecer", diz Maria Tereza Nissimura, 47, proprietária do sítio Tadao, em Parelheiros (zona sul de SP), ao comentar as mudanças que aconteceram em sua vida após o início das obras do Rodoanel, em 2007, que consumiram quase metade de sua propriedade.
Acostumada desde 1992 ao barulho dos cães, dos sabiás, da arara, dos saguis e dos esquilos que vivem livres no sítio, hoje ela está a poucos metros da pista. Por causa do ruído das máquinas, diz não conseguir dormir.
Seu relato é todo documentado com fotos que mostram diversos momentos da obra, e os consequentes transtornos originados a sua rotina. Ela mostra também três boletins de ocorrência registrados no 25º DP de Parelheiros. Um deles descreve um assalto sofrido, segundo ela, por causa do Rodoanel.
"Quando eu ia sair para alimentar os saguis, dois ladrões encapuzados entraram em casa e me amarraram pedindo o dinheiro da indenização. Fugiram de moto, e a polícia não conseguiu chegar por causa das obras, que duram até a noite. A casa vibra, tem rachaduras. O celular só funciona se eu subir no Rodoanel. Imagine quando começar o tráfego? Quero me mudar daqui."
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